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quinta-feira, 9 de julho de 2015

CTB critica artigos que levantam bandeira do impeachment da presidente Dilma

CTB critica artigos que levantam bandeira do impeachment da presidente Dilma

Para a Central dos Trabalhadores do Brasil os artigos são uma prova de que a mídia burguesa tem lado

publicados em um jornal da grande mídia levantando uma bandeira em prol do impeachment da presidente Dilma Rousseff, repercutiram mal entre as entidades ligadas aos movimentos sociais do país.  

NO membro da presidência da Central dos Trabalhadores Brasileiros (CTB), Carlos Humberto Martins, falou ao Jornal do Brasil a respeito dos tais artigos, e não poupou críticas àqueles que apoiam um possível impeachment da presidente.
“A CTB e os movimentos sociais, senão em seu conjunto com certeza a esmagadora maioria, repudiam as iniciativas da oposição e da mídia burguesa que visam desestabilizar o governo e advogam o impeachment da presidenta que ainda não completou seis meses do mandato conquistado, aproveitando uma conjuntura crítica, marcada pelas denúncias de corrupção e a chamada operação Lava Jato. Não existem fatos concretos que justifiquem o impedimento da presidenta. Esse alvoroço que vem sendo criado pela direita neoliberal é capitaneado por Aécio Neves e Ronaldo Caiado”, comentou Martins.
Em nome da CTB, ele criticou os artigos que foram publicados neste veículo da grande mídia, assinado por jornalistas de renome no país.
“Quanto aos três artigos publicadas neste jornal, eles não passam de uma prova inconteste de que a mídia burguesa tem lado e merece o apelido a ela atribuído pelo jornalista Paulo Henrique Amorim: Partido da Imprensa Golpista (PIG)”, criticou.
Para encerrar, ele comentou a falha do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que disse ter sido reeleito para o cargo de presidente da república, quando na verdade foi reeleito presidente de seu partido.
“O ato falho cometido por Aécio na convenção do PSDB, quando afirmou que foi eleito presidente da República, denuncia as

Luiza Erundina

Política

Entrevista - Luiza Erundina

De volta à Câmara, Erundina fala em “resistir para não desaparecer”

por Murilo Matias

        Aos 80 anos e de volta à Câmara após um afastamento por motivos de saúde, a parlamentar classifica a supremacia de Cunha como “fundo do poço”, mas não perde esperança  


Gabriela Korossy (31/03/2015)
Luiza-Erundina
A deputada do PSB em plenário, em março deste ano, poucos dias antes de se afastar

Afastada por quase dois meses da Câmara dos Deputados por problemas de saúde, Luiza Erundina (PSB-SP) retorna a um Congresso conflagrado por pautas que vão do ajuste fiscal à redução da maioridade penal. Nada que assuste a uma das mais presentes figuras da política brasileira nas últimas décadas. Aos 80 anos, em seu quinto mandato como deputada federal por São Paulo, Erundina continua a ser voz respeitada no parlamento, respaldada por uma trajetória de mais de 40 anos de vida pública e mais de dez milhões de votos conquistados ao longo de treze disputas eleitorais.
Na entrevista a CartaCapital, a parlamentar analisa o momento do Congresso sob a presidência de Eduardo Cunha, opina sobre a gestão Dilma Rousseff e a respeito das articulações políticas envolvendo o ex-presidente Lula. Fala ainda de seu desconforto no PSB, da relação com nomes ligados ao

Israel

Israel

Como a tese de "guerra moral" de Israel caiu por terra

por Antonio Luiz M. C. Costa

Sólido e devastador relatório da ONU desmonta os argumentos sionistas para as atrocidades em Gaza 
Mohammed Abed/AFP
criancas-guerra-gaza
Mais crianças foram mortas em Gaza que na guerra da Síria

Escaldada pela experiência da comissão da ONU presidida por Richard Goldstone sobre a guerra em Gaza de janeiro de 2009, a comissão sobre o conflito de 2014, comandada pela jurista e ex-desembargadora estadunidense Mary McGowan Davis, tomou muito mais cuidado em buscar provas, fundamentar acusações e evitar ilações desnecessárias, apesar da falta de cooperação de Israel, que não permitiu à comissão visitar Gaza ou falar com vítimas de ataques de foguetes palestinos.
A conclusão dos três meses de trabalho da comissão é semelhante à de 2009, porém mais sólida: Israel e o Hamas cometeram crimes de guerra, mas aqueles dos israelenses foram mais extensos e sua responsabilidade é maior. A vice-chanceler Tzipi Hotovely criticou a “hipocrisia” das Nações Unidas em comparar Tel-Aviv com países que há muito não têm quaisquer direitos humanos básicos, mas isso é parte da questão. Israel alega merecer consideração especial dos EUA e do Ocidente por ser a “única democracia do Oriente Médio” e ter “o exército mais moral do mundo”. Esse discurso não lhe permite  portar-se com seus inimigos como a ditadura de Bashar al-Assad.
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O Hamas foi responsabilizado pela morte de seis civis israelenses e um tailandês, ferimentos em 1,6 mil (inclusive 22 crianças), execução de 21 palestinos suspeitos de espionar para Israel e ameaça à população civil israelense ao redor de Gaza com a construção de túneis e o disparo indiscriminado de foguetes. Seria difícil a Israel confrontar a organização, entrincheirada em um território superpovoado como Gaza, sem danos colaterais a civis. Mas o relatório deixa claro que, ao contrário das alegações do governo de Benjamin Netanyahu, não houve esforço sério para evitá-los. Métodos muito mais terroristas e mortíferos que os do inimigo foram mantidos, apesar das críticas feitas desde o início da luta que durou 50 dias. “Quisemos enfatizar que o uso de explosivos em bairros densamente povoados é problemático e

Estupro de menino de 12 anos na cadeia levou Brasil e estabelecer maioridade aos 18

Estupro de menino de 12 anos na cadeia levou Brasil e estabelecer maioridade aos 18

Sobre a evolução - ou regressão - das leis no Brasil. 

Estupro de menino de 12 anos na cadeia levou Brasil e estabelecer maioridade aos 18

Em tempos de discussão sobre maioridade penal, vale bem a pena ver o material que o Senado vem elaborando para resgatar o debate ao longo da história do Brasil. A agência de comunicação do Senado ouviu historiadores e outros especialistas para recontar o processo que levou à definição dos 18 anos como limite da imputabilidade penal.

O caso que levou o país a estabelecer a idade mínima, por exemplo, ocorreu em 1926. É a história de um menino de 12 anos que trabalhava como engraxate. Ao terminar de polir os sapatos de um sujeito, levou o calote. Enquanto o cliente se afastava, ele jogou tinta na roupa do caloteiro.

A polícia foi chamada e levou o menino Bernardino direto para a cadeia. Lá, ele conviveu com aproximadamente 20 presos adultos. Foi violentado, apanhou e, depois de sair da prisão, acabou no hospital. Os médicos que o atenderam, revoltados, contaram tudo ao Jornal do Brasil.

No ano seguinte, em parte por causa do impacto dessa notícia, o então presidente Washington Luiz assinou o Código de Menores, estabelecendo a distinção entre os que podiam ser punidos como adultos – os maiores de 18 anos.

Antes disso, cabia basicamente às autoridades decidir se o infrator tinha condições de ser responsabilizado pelos seus atos, independente de ter menos de 18 anos. Acontecia de meninos de 12 anos serem condenados à cadeia.

Eis um caso de 1915, portanto exatos cem anos atrás: “O juiz da 4ª Vara Criminal condenou a um ano e

terça-feira, 7 de julho de 2015

Americanos estão cada vez mais preocupados com crise grega

Americanos estão cada vez mais preocupados com crise grega

Governo da Grécia estaria interessado em aproximação com Brics

A preocupação dos Estados Unidos com a situação na Grécia tem crescido, informa a Agência Lusa  nesta terça-feira (7). Os americanos estariam trocando telefonemas frequentemente com os líderes europeus e gregos, devido aos riscos de uma ruptura das negociações e uma eventual aproximação de Atenas com Moscou ou Pequim. O primeiro-ministro da Grécia estaria interessado em se aproximar do Brics - bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
De acordo com a Lusa, o presidente Barack Obama e o seu secretário do Tesouro, Jack Lew, teriam admitido que acompanham a evolução da crise com numerosas ligações para líderes europeus, como a chanceler alemã, Angela Merkel, o chefe de estado francês, François Hollande, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.
Obama falou nesta terça-feira (7) com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e com Merkel, quando os líderes da Zona Euro esperavam uma proposta para um terceiro resgate financeiro da Grécia. Tanto Obama como Lew têm apelado repetidamente a todas as partes, incluindo credores internacionais e o governo grego, para que alcancem um acordo que inclua reformas estruturais, por parte de Atenas, e uma discussão sobre o alívio da dívida grega.
A Grécia é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte, e é decisiva para a estabilidade nos Balcãs, vizinha do Oriente Médio e porta de entrada de imigrantes. Desde a sua chegada ao poder que Tsipras tem marcado distância com os seus parceiros europeus e dado a entender que poderia procurar ajuda financeira em Moscou, para onde se deslocou várias vezes, ou Pequim.
Depois do referendo de domingo, o

Dilma: ‘As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Eu não estou’


Dilma: ‘As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Eu não estou’

Presidente disse que "vai fazer o diabo" para reduzir os impactos da recessão


A presidente Dilma Rousseff, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo  publicada nesta terça-feira (7/7) desafiou os que defendem seu impeachment a provar que ela algum dia "pegou um tostão" de dinheiro sujo.
"Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política", disse a presidente.
Segundo Dilma, não há base para cair: “Isso do ponto de vista de uma certa oposição um tanto quanto golpista. Eu não vou terminar por quê? Para tirar um presidente da República, tem que explicar por que vai tirar. Confundiram seus desejos com a realidade, ou tem uma base real? Não acredito que tenha uma base real”. "Não me atemorizam", acrescenta.  Ela também descartou a hipótese de renúncia.
A presidente disse ainda que respeita muito o ex-presidente Lula, mas que não me sente “no volume morto”. “Estou lutando incansavelmente para superar um momento bastante difícil na vida do país”.
"Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política", disse a presidente
"Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política", disse a presidente
A presidente Dilma afirma ter cometido erros no seu primeiro mandato (2011-2014), mas não coloca na lista as pedaladas fiscais. "Eu não acho que houve o que nos acusam", afirmou a petista sobre a

“Neodesenvolvimentismo se esgotou”

“Neodesenvolvimentismo se esgotou”

Em entrevista ao Brasil de Fato, João Pedro Stedile, dirigente nacional do MST, analisa o momento pelo qual passa a sociedade brasileira e aponta os desafios que os setores progressistas devem enfrentar: “ ainda não avançamos para construir um programa alternativo”.

Liderança do MST, maior movimento popular do campo no Brasil, João Pedro Stedile vê um cenário difícil e complexo para a classe trabalhadora, “um período de confusões que não se resolverá a curto prazo”.
Para ele, as dificuldades de cenário fazem com que, “de um lado, o povo vê todos os dias a burguesia tomando iniciativas contra ele, e um governo inerte e incapaz. E de nossa parte, não conseguimos chegar até a “massona” com nossas propostas, até porque a mídia é controlada pela burguesia”.
Em entrevista ao Brasil de Fato, Stedile apontou como enxerga as movimentações do governo, das elites e dos setores populares. Criticou o ajuste fiscal que o segundo mandato de Dilma vem implementando e reconheceu a necessidade e os desafios em se elaborar uma proposta política alternativa unitária ao que está posto: “se o governo não mudar de rumo, ele continuará se afundando ainda mais na impopularidade e na incapacidade de sair da crise”.
Confira a entrevista abaixo:

 
  
Brasil de Fato - Como você está vendo o cenário político brasileiro?
João Pedro Stedile - O Brasil está passando por um período histórico muito difícil e complexo. O que temos debatido nas plenárias dos movimentos populares é que estamos passando por três graves crises.
Uma é a crise econômica, com a economia paralisada, a falta de crescimento da indústria e sinais de desemprego e queda da renda da classe trabalhadora.
Outra é a crise social, cujos problemas, sobretudo nas grandes cidades, como a falta de moradia, de transporte público, aumento da violência contra a juventude nas periferias e de milhões de jovens que não estão conseguindo entrar na universidade apenas aumentam. Os 8 milhões de jovens que se inscreveram no ENEM, por exemplo, disputaram 1,6 milhões de vagas. E os que não entraram, para onde vão?
A última é a grave crise política e institucional, em que a população não reconhece a legitimidade e a liderança nos políticos eleitos. Isso se deve ao sistema eleitoral, que permite que as empresas financiem seus candidatos. Para se ter uma ideia, apenas as dez maiores empresas elegeram 70% do parlamento. Ou seja, a