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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Globo admite que errou ao apoiar Golpe de 1964

Após pressão popular, jornal O Globo admite que errou ao apoiar Golpe de 1964

Página 1 - Edição de 02 de Abril de 1964
Diante de qualquer reportagem ou editorial que lhes desagrade, é frequente que aqueles que se sintam contrariados lembrem que O GLOBO apoiou editorialmente o golpe militar de 1964.
A lembrança é sempre um incômodo para o jornal, mas não há como refutá-la. É História. O GLOBO, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como "O Estado de S.Paulo", "Folha de S. Paulo", "Jornal do Brasil" e o "Correio da Manhã", para citar apenas alguns. Fez o mesmo parcela importante da população, um apoio expresso em manifestações e passeatas organizadas em Rio, São Paulo e outras capitais.
Naqueles instantes, justificavam a intervenção dos militares pelo temor de um outro golpe, a ser desfechado pelo presidente João Goulart, com amplo apoio de sindicatos - Jango era criticado por tentar instalar uma "república sindical" - e de alguns segmentos das Forças Armadas.
Na noite de 31 de março de 1964, por sinal, O GLOBO foi invadido por fuzileiros navais comandados pelo almirante Cândido Aragão, do "dispositivo militar" de Jango, como se dizia na época. O jornal não pôde circular no dia 1º. Sairia no dia seguinte, 2 de abril, quinta-feira, com o editorial impedido de ser impresso pelo almirante, "A decisão da Pátria". Na primeira página, um novo editorial: " Ressurge a Democracia". (fac-símiles da primeira página e da página 3, da edição de 2 de abril de 1964, na galeria de páginas).
A divisão ideológica do mundo na Guerra Fria, entre Leste e Oeste, comunistas e capitalistas, se reproduzia, em maior ou menor medida, em cada país. No Brasil, ela era aguçada e aprofundada pela radicalização de João Goulart, iniciada tão logo conseguiu, em janeiro de 1963, por meio de plebiscito, revogar o parlamentarismo, a saída negociada para que ele, vice, pudesse assumir na renúncia do presidente Jânio Quadros. Obteve, então, os poderes plenos do presidencialismo. Transferir parcela substancial do poder do Executivo ao Congresso havia sido condição exigida pelos militares para a posse de Jango, um dos herdeiros do trabalhismo varguista. Naquele tempo, votava-se no vice-presidente separadamente. Daí o resultado de uma combinação ideológica contraditória e fonte permanente de tensões: o presidente da UDN e o vice do PTB. A renúncia de Jânio acendeu o rastilho da crise institucional.
A situação política da época se radicalizou, principalmente quando Jango e os militares mais próximos a ele ameaçavam atropelar Congresso e Justiça para fazer reformas de "base" "na lei ou na marra". Os quartéis ficaram intoxicados com a luta política, à esquerda e à direita. Veio, então, o movimento dos sargentos, liderado por marinheiros - Cabo Ancelmo à frente -, a hierarquia militar começou a ser quebrada e o oficialato reagiu.
Naquele contexto, o golpe, chamado de "Revolução", termo adotado pelo GLOBO durante muito tempo, era visto pelo jornal como a única alternativa para manter no Brasil uma democracia. Os militares prometiam uma intervenção passageira, cirúrgica. Na justificativa das Forças Armadas para a sua intervenção, ultrapassado o perigo de um golpe à esquerda, o poder voltaria aos civis. Tanto que, como prometido, foram mantidas, num primeiro momento, as eleições presidenciais de 1966.
O desenrolar da "revolução" é conhecido. Não houve as eleições. Os militares ficaram no poder 21 anos, até saírem em 1985, com a posse de José Sarney, vice do presidente Tancredo Neves, eleito ainda pelo voto indireto, falecido antes de receber a faixa.
No ano em que o movimento dos militares completou duas décadas, em 1984, Roberto Marinho publicou editorial assinado na primeira página. Trata-se de um documento revelador. Nele, ressaltava a atitude de Geisel, em 13 de outubro de 1978, que extinguiu todos os atos institucionais, o principal deles o AI-5, restabeleceu o habeas corpus e a independência da magistratura e revogou o Decreto-Lei 477, base das intervenções do regime no meio universitário. Destacava também os avanços econômicos obtidos naqueles vinte anos, mas, ao justificar sua adesão aos militares em 1964, deixava clara a sua crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia e, depois, para conter a irrupção da guerrilha urbana. E, ainda, revelava que a relação de apoio editorial ao regime, embora duradoura, não fora todo o tempo tranquila. Nas palavras dele: "Temos permanecido fiéis aos seus objetivos [da revolução], embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir a autoria do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o marechal Costa e Silva, 'por exigência inelutável do povo brasileiro'. Sem povo, não haveria revolução, mas apenas um 'pronunciamento' ou 'golpe', com o qual não estaríamos solidários" (fac-símile da primeira página de 7 de outubro de 1984, na galeria de páginas).
Não eram palavras vazias. Em todas as encruzilhadas institucionais por que passou o país no período em que esteve à frente do jornal, Roberto Marinho sempre esteve ao lado da legalidade. Cobrou de Getúlio uma constituinte que institucionalizasse a Revolução de 30, foi contra o Estado Novo, apoiou com vigor a Constituição de 1946 e defendeu a posse de Juscelino Kubistchek em 1955, quando esta fora questionada por setores civis e militares.
Durante a ditadura de 1964, sempre se posicionou com firmeza contra a perseguição a jornalistas de esquerda: como é notório, fez questão de abrigar muitos deles na redação do GLOBO. São muitos e conhecidos os depoimentos que dão conta de que ele fazia questão de acompanhar funcionários de O GLOBO chamados a depor: acompanhava-os pessoalmente para evitar que desaparecessem. Instado algumas vezes a dar a lista dos "comunistas" que trabalhavam no jornal, sempre se negou, de maneira desafiadora. Ficou famosa a sua frase ao general Juracy Magalhães, ministro da Justiça do presidente Castello Branco: "Cuide de seus comunistas, que eu cuido dos meus". Nos vinte anos durante os quais a ditadura perdurou, O GLOBO, nos períodos agudos de crise, mesmo sem retirar o apoio aos militares, sempre cobrou deles o restabelecimento, no menor prazo possível, da normalidade democrática.
Contextos históricos são necessários na análise do posicionamento de pessoas e instituições, mais ainda em rupturas institucionais. A História não é apenas uma descrição de fatos, que se sucedem uns aos outros. Ela é o mais poderoso instrumento de que o homem dispõe para seguir com segurança rumo ao futuro: aprende-se com os erros cometidos e se enriquece ao reconhecê-los.
Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva. O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país. À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.
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Fonte: O Globo

O Globo admite que errou ao apoiar Golpe de 1964

Pressionado, jornal O Globo admite que errou ao apoiar Golpe de 1964


Durante os protestos que eclodiram em junho, a Rede Globo e veículos afiliados foram alvo dos manifestantes em diversas cidades Foto: Marcelo Brammer / Brazil Photo Press
Durante os protestos que eclodiram em junho, a Rede Globo e veículos afiliados foram alvo dos manifestantes em diversas cidades 

O jornal O Globo publicou neste sábado em seu site um texto no qual admite que errou ao apoiar o Golpe de 1964, que deu início à ditadura militar no País. Pressionado pelos protestos de junho, o jornal decidiu divulgar o documento, que tornou públicas discussões internas das Organizações Globo sobre o episódio. “Não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio (ao golpe) foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original”, diz o texto, que pode ser lido na íntegra no site Memória, que reúne a história de O Globo.
Durante os protestos que eclodiram em junho, a Rede Globo e veículos afiliados foram alvo dos manifestantes em diversas cidades. Eles acusavam a empresa de ter apoiado editorialmente a ditadura militar. Atos contra prédios da emissora foram registrados em todo o País. Ao divulgar o texto hoje, O Globo afirma que “governos e instituições têm, de alguma forma, que responder ao clamor das ruas”.
“A lembrança é sempre um incômodo para o jornal, mas não há como refutá-la. É História. O Globo, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil e o Correio da Manhã, para citar apenas alguns”, diz o texto.
O documento faz um resgate da situação política antes do golpe e relembra que, no dia 31 de março de 1964, teve sua sede invadida por fuzileiros navais comandados pelo Almirante Cândido Aragão, do “dispositivo militar” de João Goulart, como se dizia na época.
“Naquele contexto, o golpe, chamado de ‘Revolução’, termo adotado pelo O Globo durante muito tempo, era visto pelo jornal como a única alternativa para manter no Brasil uma democracia. Os militares prometiam uma intervenção passageira, cirúrgica. Na justificativa das Forças Armadas para a sua intervenção, ultrapassado o perigo de um golpe à esquerda, o poder voltaria aos civis. Tanto que, como prometido, foram mantidas, num primeiro momento, as eleições presidenciais de 1966”, explica o texto do jornal.
O jornal também afirma que Roberto Marinho, na época presidente das Organizações Globo, “sempre esteve ao lado da legalidade”. “Cobrou de Getúlio uma constituinte que institucionalizasse a Revolução de 30, foi contra o Estado Novo, apoiou com vigor a Constituição de 1946 e defendeu a posse de Juscelino Kubistchek em 1955, quando esta fora questionada por setores civis e militares. Durante a ditadura de 1964, sempre se posicionou com firmeza contra a perseguição a jornalistas de esquerda: como é notório, fez questão de abrigar muitos deles na redação do Globo.”
O texto de O Globo termina afirmando que a História “é o mais poderoso instrumento de que o homem dispõe para seguir com segurança rumo ao futuro: aprende-se com os erros cometidos e se enriquece ao reconhecê-los”. “O Globo não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país”, afirma o jornal.

Fonte: http://noticias.terra.com.br

domingo, 1 de setembro de 2013

Médico cubano

Médico cubano vê vinda ao Brasil como chance de fazer pé-de-meia

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"Mãe, o que você acha de Carlos David?", pergunta Laura, 25, com uma barriga redonda em um vestido florido, a Ana, uma médica de 49 anos que deixará Havana rumo ao Brasil no dia 10.
"Gosto muito", diz a médica, que diz que o terceiro neto nasce em novembro. "Com o primeiro foi o mesmo. Eu estava na Venezuela, mas pude vir para o parto. Foi bom. Agora não sei como vai ser."


Não só Ana, funcionária de um hospital de Havana, mas também seu marido, em missão técnica pelo governo de Cuba num país africano, podem perder o nascimento.
A médica não tem dúvida, no entanto, de que valerá a pena ser um dos 4.000 profissionais recrutados por Cuba para o Mais Médicos.
Ela diz não saber quanto ganhará no Brasil. Ouviu que serão US$ 1.000 (R$ 2.380) dos US$ 4.201 (R$ 10 mil) que o governo brasileiro pagará ao cubano por médico, mas isso não lhe importa.
"Por pior que seja o país, vale a pena. Sempre o salário vai ser maior do que aqui. E o que ganhamos vale muito aqui em Cuba. Além do mais, é uma coisa que não é fácil de entender. Nós somos formados desde pequenos com outra ideia de medicina, gostamos de servir", diz Ana.
Sem os sete anos em que ela e o marido passaram na Venezuela, em missão similar a que cumprirá no Brasil, ela jamais compraria a casa própria subsidiada pelo Estado no valor de US$ 4.000.
Em Cuba, há duas moedas vigentes. O peso cubano, da maioria dos salários e de alguns produtos básicos, e o CUC, equivalente ao dólar, que compra tudo o mais.
A médica, com mestrado em emergências médicas e professora, ganha algo como US$ 26 mensais --ou R$ 62.
Editoria de Arte/Folhapress
         
META DE VIDA
O único nome real do relato acima é o do bebê. Ana, seus familiares e os demais profissionais de saúde cubanos ouvidos pela Folha em Havana mantêm o anonimato por não estarem autorizados a falar com a imprensa.
Em muitas das histórias, a conclusão de Ana se repetiu. Enquanto ao chegar ao Brasil profissionais cubanos foram chamados de "escravos" nesta semana, viajar ao exterior como funcionário do governo, mesmo sob restrições, é algo disputado.
No caso dos médicos, pode ser a oportunidade de fugir de salários irrisórios e de dois ou três bicos. Mais importante: pode ser a chance de obter o dinheiro que não conseguiriam a vida toda.
"Todos os cinco que trabalham comigo têm outros trabalhos. Um vende perfume, o outro é carpinteiro, outra aluga equipamento de som e outro é taxista. Eu, que estudei para ter meu dinheiro e ser independente, vivo do meu marido, que tem curso técnico", explica a pediatra Consuelo, 43, que tenta se inscrever de maneira independente no Mais Médicos.
Consuelo conta que as ferramentas do médico-carpinteiro e o equipamento de som do colega empreendedor foram conquistas dos dois após voltarem da missão na Venezuela, onde, como Ana, ganhavam US$ 200 (R$ 476).
A família em Cuba recebia até US$ 100 (R$ 238) mensais. Todos ganham ainda um cartão que dá 30% de desconto nas lojas dolarizadas.
Para Roberto Veiga, editor da influente revista cubana ligada à igreja "Espacio Laical", é razoável que o governo cubano cobre um "imposto" dos médicos que leva para trabalhar no estrangeiro.
E o governo conseguiria esse recrutamento se o salário em Cuba fosse maior?
"Os baixos salários são a expressão-chave da crise econômica. Mas, ainda que houvesse em Cuba a possibilidade de um salário digno, creio que a superpopulação de médicos faria a possibilidade de trabalho no exterior atrativa, talvez de outra maneira", diz.
Pavel Vidal Alejandro, economista cubano que atua em universidade da Colômbia, diz que para explicar o fenômeno inteiro é preciso voltar à queda da URSS, quando a ilha comunista perdeu seu aliado político e econômico. Os salários são hoje 70% do que eram em 1989 e os preços se multiplicaram por oito.

"É verdade que os médicos cubanos vão receber no Brasil bem mais do que recebem em Cuba. Mas também é verdade que o Estado também vai receber bem mais alto rendimento. A empresa estatal tem um modelo de rentabilidade de negócio baseado em baixíssimos salários. O que está ocorrendo é uma extensão desse modelo, levado à Venezuela, ao Brasil." 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

Os piores terremotos dos últimos 100 anos


Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Um relatório da Sociedade Geológica de Londres nos permite saber quais foram os piores terremotos que aconteceram na face da Terra nos últimos 100 anos. Acredite ou não, se estes abalos sísmicos não tivessem acontecido nosso planeta teria hoje mais de 8 bilhões de pessoas. Curioso perceber que os terremotos se repetem em áreas conhecidas e que para nossa sorte não estamos muito perto delas.

18 de Abril de 1906, São Francisco.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
As 05:12 em São Francisco, aconteceu um grande terremoto, cuja magnitude foi de 7,8° na escala Richter. Os tremores foram sentidos até mesmo em Nevada. Como resultado do desastre, quase 80% dos edifícios da cidade de São Francisco foi destruído. 3.000 mortes.

28 dez 1908, Messina, Itália.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Epicentro do terremoto com magnitude de 7,5° localizado no estreito entre a Sicília e a península. Como resultado deste sismo, que é considerado o terremoto mais poderoso Europeu, foram quase completamente destruídas as cidades de Messina e Reggio Calabria. Messina perdeu quase a metade dos moradores. O número total de vítimas é estimado em 70 a 100.000 pessoas (algumas fontes dizem que foi 200 mil).

01 de setembro de 1923, Yokohama, Japão.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Este terremoto de magnitude de 8,3° ainda chamado o Grande Terremoto de Kanto, por ocorrer na região japonesa de Kanto. Durante dois dias, aconteceram 356 tremores secundários e a altura do tsunami na Baía de Sagami atingiu 12 metros. O número de mortos no desastre está estimado em 142.800 pessoas.

Quetta, Paquistão, em 1936.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
O terremoto destruiu completamente a infra-estrutura da cidade, a estimativas do número de mortos alcança as 40.000 pessoas, com prejuízos estimados em 25 milhões dólares.

Concepción, Chile, 1939.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Um terremoto de magnitude de 8,3 pontos. Matou 28.000 pessoas, o prejuízo foi de quase 100 milhões de dólares.

26 de dezembro de 1939, Erzincan, na Turquia.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
A cidade rotineiramente teve que suportar o forte terremoto. Em 1939, o sismo causou a morte de 36 a 39 mil pessoas.

29 de fevereiro de 1960, Agadir, Marrocos.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Um terremoto de 5,9 pontos durou apenas 15 segundos, mas o número de mortos chegou as 15.000 pessoas, 12.000 feridos, 35.000 ficaram desabrigados.

Chimbote, Peru, 1970.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Um terremoto de 7,7 pontos danificou seriamente as empresas de pesca industrial, o que causou o desemprego e o empobrecimento da população por vários anos. O terremoto matou 67.000 pessoas, com prejuízos estimados em 550 milhões de dólares.

27 de julho de 1976, Tien Shan, na China.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Este sismo de magnitude 8,2 pontos é considerado uma das maiores em número de vítimas na história das observações. Este terremoto ceifou mais de 650.000 vidas.

04 de fevereiro de 1976, na Guatemala.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
No terremoto de magnitude 7,5° morreram mais de 22 mil pessoas e 70.000 ficaram feridos. Prejuízos estimados em 1,1 bilhões de dólares.

19 setembro de 1985 na Cidade do México, México.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Este sismo de magnitude 8,1° é considerado um dos terremotos mais devastadores da América. O número de mortos foi de 9.000 pessoas, 30.000 feridas e 100.000 ficaram desabrigadas.

07 de dezembro de 1988, Spitak, Armênia.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
A magnitude deste terremoto catastrófico foi de 7,2 de magnitude. A cidade de Spitak e 58 aldeias foram completamente destruídas. O número de mortos chegou a 25 mil e 514 mil ficaram desabrigadas. Os danos foram estimados em 14 bilhões de dólares.

17 outubro de 1989, São Francisco, Califórnia, EUA.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Terremoto, de 7,1° de magnitude, ocorreu pouco antes do jogo de beisebol "World Series", e por isso recebeu o nome "terremoto World Series" nos EUA. Em comparação com outras vítimas de terremotos, não foi muito: 68 pessoas. Mas os danos materiais globais foram estimados em US $ 6 bilhões.

17 janeiro de 1995, o terremoto em Kobe - uma das maiores no Japão.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
O terremoto de magnitude 7,3° m 6.434 pessoas, os danos totalizaram 200 milhões de dólares.

17 agosto de 1999, Izmit na Turquia.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Magnitude 7,6 pontos, o número de vítimas ascendeu a 17.217 pessoas, mais de 43 mil ficaram feridas. O terremoto desencadeou um incêndio em uma refinaria que durou vários dias. O total dos prejuízos ascenderam aos 25 bilhões de dólares.

26 dezembro de 2004, o terremoto no Oceano Índico.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
A magnitude foi de 9,1 pontos. É considerado terremoto mais letal na história moderna com um tsunami que matou quase 300.000 pessoas.

12 maio de 2008, terremoto de Sichuan, na China.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
A magnitude foi de 8 pontos. Ecos do terremoto foram sentidos até na Rússia. O número de mortos chegou a 68 mil pessoas, os danos: 20 bilhões de dólares.

12 de janeiro de 2010, Porto Príncipe, Haiti.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
O abalo alcançou a magnitude 7,0° e ocorreu a uma profundidade de 13 km, devastando a capital e vários locais da região. Apesar do grande número de mortos, um tal de Pat Robertson, um pastor ignorante e um dos mais influentes dos Estados Unidos disse no seu programa de TV que o terremoto era uma maldição devido a um "pacto com o diabo" feito para liberar o Haiti da França. O sismo deixou um saldo de 316 mil mortos, 350 mil feridos e mais de 1,5 milhão de flagelados.

27 de fevereiro de 2010, Região de Maule, Chile.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Com magnitude de 8,8°, o número total de mortos chegou a quase 800 pessoas. Junto ao terremoto ocorreu uma tsunami, que atingiu até mesmo a Austrália.

11 de março de 2011, sismo ao largo da ilha de Honshu, no Japão.

Os piores terremotos dos últimos 100 anos
Magnitude de 9,1 pontos. É o terremoto mais poderoso registrado no. O número de mortos de aproxima dos 10 mil, mas infelizmente as estimativas indicam o dobro deste número.



Ataques dos EUA contra a Síria

Infográfico mostra de onde podem partir ataques dos EUA contra a Síria


DE SÃO PAULO
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O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou no sábado a decisão de realizar uma intervenção militar na Síria em retaliação ao ataque químico que ocorreu no subúrbio de Damasco no último dia 21. Entretanto, ele também decidiu que pedirá autorização do Congresso para fazê-lo.
Confira no infográfico da Folha de onde poderiam partir os ataques contra a Síria, quantas pessoas já foram mortas pelo conflito e onde as armas químicas teriam sido usadas pelo ditador Bashar al-Assad, segundo os EUA.
Editoria de arte/Folhapress


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/09/1335289

30 de agosto de 1972: Morre Dalva de Oliveira

30 de agosto de 1972: Morre Dalva de Oliveira
A morte de Dalva de Oliveira. Jornal do Brasil: Quinta-feira, 31 de agosto de 1972.

A morte chegou para Dalva de Oliveira, 55 anos, no final da tarde de uma quarta-feira que estava fria e chuvosa, e após diversas hemorragias provocadas por varizes no esôfago. O velório da cantora aconteceu no Teatro João Caetano. Em fila e sem tumulto, mais de 2 mil pessoas aguardaram sua vez de chegar bem perto ao caixão para despedir-se da cantora. Seu corpo enterrado num jazigo perpétuo do Cemitério Jardim da Saudade, homenagem do Retiro dos Artistas.

Villa-Lobos a considerava a melhor cantora popular brasileira. Juscelino Kubitschek certa vez telefonou de Paris diretamente para o Hospotal Miguel Couto, onde ela estava internada após um acidente de trânsito. Uma espécie de Edith Piaf nacional, Dalva retirava da própria vida - marcada pela tragédia, a frustração amorosa e uma incrível capacidade de estar sempre recomeçando - a força da sua arte. Em nenhuma outra cantora brasileira os dizeres das canções guarda tanta intimidade com a história pessoal de sua intérprete.

Vicentina de Paula Oliveira nasceu no dia 5 de maio de 1917, em Rio Claro, interior paulista. Filha do saxofonista Mário de Oliveira, cresceu acompanhando o grupo musical do pai. Com a morte dele, foi para um orfanato, onde aprendeu piano, órgão e canto.
No final dos anos 20, seguiu para São Paulo com a mãe, e começou a trabalhar como faxineira numa escola de canto. Nas horas vagas, improvisava no piano. Descoberta, foi convidada a participar de uma turnê com o grupo de Antonio Zoveti. Em 1933, fez um teste de cantora na Rádio Mineira e adotou o nome de Dalva de Oliveira. Depois foi a vez de conquistar o Rio de Janeiro. Em 1935 já estava na Rádio Mayrink Veiga, em menos de um ano, já era sucesso estrondoroso nas rádios de todo o Brasil.

Num show de teatro ainda nos anos 30, conheceu o compositor Herivelto Martins, seu primeiro marido. Formaram um trio com Nilo Chagas, originalmente intitulado Dalva de Oliveira e a Dupla Petro e Branco. Mais tarde, ouvindo conselhos de um empresário musical, mudaram para Trio de Ouro. Durante os quase 15 anos que permaneceram juntos, mantiveram-se como um dos mais importantes conjuntos vocais da música popular brasileira.



Outras efemérides de 30 de agosto:
1961: Jornal do Brasil não circulou
1993: O massacre em Vigário Geral
1994: Senado aprova emenda contra crime hediondo
1999: Timorenses votam pela independência

Fonte: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.

MTE suspende registro de 380 sindicatos

MTE suspende registro de 380 sindicatos em quatro meses

Manoel Messias acredita que novas regras combatem "fábrica de sindicatos" e pede reforma sindical


O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) suspendeu o registro de 383 sindicatos e de 22 federações com atuação irregular, desde que as novas regras para criação e alteração de sindicatos entrou em vigor, em abril deste ano. As informações são do secretário de Relações do Trabalho do MTE, Manoel Messias Nascimento Melo, ex-presidente da Central Única de Trabalhadores (CUT). Ele reclama da urgência de uma reforma no modelo dos sindicatos, para que representem efetivamente os trabalhadores, e promete uma ferramenta que pode ajudar a impedir a existência de sindicatos da mesma categoria em uma mesma localidade, para o final deste ano.
Manoel assumiu a secretaria do MTE, responsável pela concessão de registros sindicais, em junho do ano passado, em meio à necessidade do então ministro Brizola Neto de combater a "fábrica de sindicatos", com entidades criadas apenas para arrecadar o imposto compulsório. Em fevereiro deste ano foi então anunciada a nova regulamentação para criação e alteração de sindicatos, que entrou em vigor em abril.
A suspensão dos registros de sindicatos foram motivadas por irregularidades como CNPJ cancelado ou relacionado a outra empresa. Já as federações foram suspensas por não atender ao número mínimo de entidades filiadas. "A existência de regras claras, a exigência de certificação digital, tudo isso garante a existência de sindicatos legítimos e impede de haja entidades criadas artificialmente", reforça o secretário.
                        Manoel Messias aponta resultados positivos da implantação das novas regras 
Manoel Messias aponta resultados positivos da implantação das novas regras 
Manoel destaca ainda que houve uma redução no número de processos solicitados. Enquanto em 2011 e 2012 foram abertos 1.600 processos, neste ano, a um trimestre para o final de 2013, o valor não chega a 600 processos. "Isso significa que as entidades estão tendo mais cuidado para solicitar registros e mudanças. Adotamos procedimentos simples, que aumentaram em muito a qualidade do processo. Estamos permanentemente verificando se as entidades estão incorretas", ressalta.
O número de registros sindicais concedidos neste ano, no entanto, já é maior que o registrado em 2012. Em 2010 e 2011, foram outorgados, em cada ano, uma média de 240 registros. No ano passado, o número caiu para 103 e, neste, já foram concedidos 104 registros. Messias explica, todavia, que o número é reflexo do atendimento a processos anteriores à implantação das novas regras.
O grande problema, porém, continua sendo o modelo de atuação dos sindicatos e a constante fragmentação deles. O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, acredita que o surgimento de novos sindicatos todos os dias revela que o Brasil está na contramão do resto do mundo. A fragmentação, ele reforça, acaba atrapalhando tanto os trabalhadores como as entidades. A solução seria o surgimento de uma legislação favorável à fusão de sindicatos, como acontece em outros países, não o desmembramento.
"Se você pegar o código brasileiro, percebe que podemos ter muito mais sindicatos do que já temos hoje. Os pedidos de criação de entidades chegam e o ministério não tem como negar. É preciso uma mudança na estrutura sindical. Já passou da hora de fazer essa mudança. Para ter direito a criar um novo sindicato e ter acesso aos recursos, é necessário que seja exigida dessas entidades uma representatividade mínima dos trabalhadores. Tem que haver um certo entendimento entre as centrais sindicais e o ministério para estabelecer novas regras para isso", alerta Sérgio.
Henrique André Ramos Wellen, doutor em Serviço Social e professor da UFRJ, aponta problemas no modelo de atuaçao dos sindicatos como a cobrança compulsória no salário dos brasileiros, que já é baixo. Para ele, o sindicato, apesar de ser um instrumento indispensável para a organização dos trabalhadores, tem um claro limite, que é a sua caracterização corporativa e econômica. 
"A cúpula dos sindicatos não somente negocia pelo alto com empresários e representantes do governo, como a base social que os elege fica ausente de requisitos básicos que possibilitem apreender essas manobras veiculadas. Esses problemas terminam por impedir uma relação mais próxima com o resto da população que, manipulada por entidades midiáticas, termina se voltando contra as suas lutas. Isso se agrava pelas relações com o estado, já que parte dos governantes busca se utilizar dos sindicatos como massa de manobra a favor da sua aprovação eleitoral e, assim, apaziguar os trabalhadores. Gera-se um vácuo na representação dos trabalhadores", declara Wellen.
Manoel Messias defende a realização de uma reforma sindical, para alterar o modelo dos sindicatos, sem negar que eles tenham um papel importante nas conquistas trabalhistas ao longo da história. "Não estamos debruçados nessa tarefa [reforma sindical], é preciso que haja vontade das centrais sindicais dos trabalhadores, nem todas as centrais defendem a reforma sindical",
A princípio, os sindicatos deveriam democratizar seus procedimentos e renovar as questões grevistas, acredita Messias. Ele reforça que contribuem para o modelo falho a liberdade de criação de entidades e a contribuição compulsória dos trabalhadores.
Manoel informou que o Ministério trabalha para desenvolver uma tabela de categorias de sindicato até o final do ano - para combater a existência, por exemplo, de dois sindicatos que representem a mesma categorias em um mesmo lugar, com nomes diferentes.
Todo ano, cada empregado destina um dia do seu trabalho para o imposto sindical, que é repassado então para os sindicatos registrados no Ministério do Trabalho. A instituição responsável pela manutenção da conta-corrente da contribuição sindical urbana de cada entidade sindical é a Caixa Econômica Federal. As informações referentes aos valores creditados aos envolvidos no processo são protegidas pelo Sigilo Bancário. De acordo com o relatório do DIEESE de apuração da representatividade sindical de 2013, o total de trabalhadores sindicalizados no Brasil é 7.569.865 (sete milhões, quinhentos e sessenta e nove mil, e oitocentos e sessenta e cinco).

Fonte: http://www.jb.com.br