Dos fins do Estado: De socialismo e social-democracia
Carta Capital – Políticapor Roberto Amaral
Todo Estado é um Estado-processo, um Estado-construção, um molde sem modelo.
A democratização da sociedade começa com a democratização do Estado, revertendo sua vocação antipovo e autoritária
A questão do caráter do Estado, mormente em países com as
características brasileiras, entre as quais destaco o movimento (aí
implícita a mobilidade econômico-social) em oposição ao congelamento,
não é de limitação aritmética (grande ou pequeno) mas, de conteúdo
finalístico, definido na resposta a uma simples pergunta: a serviço de
quem ele está posto?
O Estado é, sempre, servidor da classe dominante, assim identificada como detentora dos meios de produção.
Esta sentença encerra uma verdade, mas não encerra a verdade toda,
pois o Estado capitalista, democrático ou não, é permeado de classes e
contradições entre classes e mesmo no interior da classe que exerce o
poder de Estado, e nesses espaços podem atuar as mais diversas forças,
inclusive as que lhe são antagônicas. Ainda bem. Pois, se tomada a
sentença marxista (Manifesto comunista e