Impostometro

sexta-feira, 28 de junho de 2013

 28.jun.2013 - Grupo de manifestantes que protesta contra o valor da tarifa do pedágio fechou na manhã desta sexta-feira a Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), entre as cidades de Cosmópolis e Paulínia, ambas no interior de São Paulo. Segundo informações da Polícia Rodoviária, o trânsito foi interrompido nos dois sentidos. Ao menos três cabines de cobrança foram incendiadas por manifestantes. O preço do pedágio é de R$ 6,20 para carros e de R$ 3,10 para motos

Grupo invade Câmara de Juiz de Fora (MG) e exige redução da tarifa de ônibus

                                   Manifestantes ocupam e acampam na Câmara de Vereadores de Juiz de Fora (MG)

Um grupo de manifestantes invadiu e passou a noite desta quinta-feira (27) no plenário da Câmara de Vereadores de Juiz de Fora (278 km de Belo Horizonte) e exige a redução da tarifa de ônibus da cidade e uma auditoria dos contratos com as empresas que exploram o serviço.
A Polícia Militar cercou o prédio e tenta negociar a saída do grupo com a ajuda de dois parlamentares da Casa Legislativa e um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os funcionários foram impedidos de entrar no local nesta sexta-feira (28) por medida de segurança.
No momento da ocupação, os manifestantes faziam uma passeata pela cidade. Em seguida, cerca de cinquenta pessoas invadiram o plenário da Câmara. Aproximadamente vinte e duas pessoas estariam ainda dentro do recinto, de acordo com a assessoria da corporação.

Não há registro de confronto entre os que ocupam o local e os policiais militares. Segundo a polícia, os manifestantes deixam aos poucos a Câmara, mas um grupo ainda resiste em desocupar o local.
Um boletim de ocorrência será feito com a responsabilização individual dos manifestantes em relação a danos causados no imóvel e no mobiliário, informou a PM.
O fornecimento de energia elétrica e de água foi cortado a pedido da diretoria da Câmara, relatou a polícia. Na manhã de hoje, os militares decidiram vetar a entrega de água e de alimentos aos ocupantes do recinto. Atualmente a passagem na cidade é de R$ 2,05.
Manifestantes anunciam dia de protestos e passeata até Maracanã no domingo

A final da Copa das Confederações deve ser marcada por uma "dia de protestos" no Rio de Janeiro. O Comitê Popular da Copa da capital fluminense e outros movimentos de manifestantes estão preparando uma série de ações no domingo, dia do jogo entre Brasil e Espanha, no Maracanã. Os ativistas planejam, inclusive, fazer uma passeata até o estádio horas antes da partida.

Nesta sexta-feira, o comitê popular, grupo reúne alguns movimentos sociais que monitoram a preparação para os grandes eventos esportivos, anunciou o plano do seu ato no dia da final da Copa das Confederações. O comitê pretende se reunir na Praça Saens Peña, que fica perto do Maracanã, a partir das 10h. Dali, eles vão caminhar até o estádio. Querem chegar ao espaço no início da tarde.

"Esse será o quinto ato que faremos no estádio. Não queremos entrar em conflito com a polícia", avisou Renato Cosentino, um dos integrantes do comitê. "Esperamos que não haja bloqueio e que a polícia aja como deve agir. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas que têm o direito de se manifestar."

Marcelo Edmundo, que também integra o comitê, afirmou que o ato organizado pelo grupo terá duas grandes reivindicações: a paralisação das remoções arbitrárias de comunidades por obras da Copa e Olimpíada e a anulação da privatização do Maracanã, que já foi concedido a um grupo de empresas da qual fazem parte a Odebrecht e o empresário Eike Batista.

Edmundo avisou, entretanto, que a caminhada do Comitê Popular da Copa não será a única manifestação programada para o domingo. "Vários grupos estão se articulando", afirmou. "Convidamos todos a participar do nosso ato e nós do comitê também pretendemos participar de outras manifestações."

Segundo outro integrante do comitê, Gustavo Mehl, justamente pela grande mobilização, é impossível prever quantas pessoas estarão nas ruas no próximo domingo. Ele também ressaltou que a intenção do grupo não é entrar em confronto com as forças de segurança. Entretanto, disse que espera a colaboração do comando da polícia.
Hugo Chávez recebe prêmio póstumo de jornalismo

CARACAS, 28 Jun 2013 (AFP) - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, entregou na quinta-feira o prêmio nacional de jornalismo Simón Bolívar em uma menção póstuma a Hugo Chávez, que governou a Venezuela de 1999 até sua morte em março passado.

"Foi uma decisão unânime conceder o prêmio nacional de jornalismo em uma menção extraordinária ao comandante presidente Hugo Chávez. A história e a prática de jornalismo só pode ser dividida em dois momentos, antes e depois do comandante Chávez", disse Milagros Pérez, presidente do júri.

O prêmio foi concedido por Maduro a María Gabriela Chávez, uma das filhas do falecido presidente.

Durante a cerimônia, um vídeo foi exibido com diversos trechos de discursos de Chávez.



pc-sem/fp

Quem são (e o que pensam) os jovens do Brasil

Segundo Datapopular, 75% dos brasileiros entre 18 e 30 anos não confiam nos parlamentares do país

       

FONTE:

Senado aprova urgência para passe livre e ficha limpa

O plenário do Senado aprovou nesta quinta os pedidos de urgência para o projeto de lei sobre o passe livre estudantil e para a PEC da Ficha Limpa no Serviço Público

                    Senado faz sessão para analisar a Medida Provisória 595, a MP dos Portos 

Senado: matérias terão prioridade na pauta de votação e devem ser votadas já na próxima semana, junto com o projeto que prevê 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde 

Brasília - O plenário do Senado aprovou na tarde de hoje (27) os pedidos de urgência para o projeto de lei que trata do passe livre estudantil e para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Ficha Limpa no Serviço Público. 

Com isso, as matérias terão prioridade na pauta de votação e devem ser votadas já na próxima semana, junto com o projeto que prevê 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde. O projeto do passe livre estudantil foi apresentado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), esta semana. Ele concede gratuidade nas passagens de transportes públicos urbanos para todos os estudantes matriculados regularmente em escolas e universidades. Para ter direito ao benefício, eles precisarão comprovar a frequência nas aulas. As despesas com a gratuidade do transporte dos estudantes serão custeadas com recursos dos royalties do petróleo da camada pré-sal. Com a aprovação do projeto que destina 75% desses recursos para a educação, Renan Calheiros estipula no projeto de lei que uma parte seja destinada ao pagamento do transporte. Assim como a do passe livre, a PEC da Ficha Limpa no Serviço Público também é uma das demandas apresentadas nas manifestações das últimas duas semanas em todo o país. Ela estende a todos os servidores públicos as mesmas regras da Lei da Ficha Limpa que valem atualmente para candidatos a cargos eletivos. Com a urgência aprovada, na próxima semana o Senado vai definir uma nova pauta de PECs e projetos de lei que devem entrar na lista de preferência para votação no plenário do Senado. Todas as proposições deverão ser definidas de acordo com as reivindicações apresentadas por manifestantes em todo o país.

Economist

"Protestos podem melhorar democracia", afirma 'Economist' 

O plano inicial proposto por Dilma "pareceu apressado e improvável de oferecer calma duradoura (à população)"

                     A publicação opinou que o plano inicial proposto por Dilma "pareceu apressado e improvável de oferecer calma duradoura (à população)" Foto: Reprodução
A publicação opinou que o plano inicial proposto por Dilma "pareceu apressado e improvável de oferecer calma duradoura (à população)"
Foto: Reprodução
A onda de protestos que se espalhou pelo Brasil e por diversos outros países é capa da edição mais recente da revista Economist, que concluiu que, apesar de a democracia ter ficado "mais difícil", ela pode ser melhorada por conta das manifestações. "Quando políticos entendem que as pessoas querem mais - e que seu voto depende de sua satisfação -, as coisas podem mudar. No Brasil, a presidente Dilma Rousseff quer um debate nacional na renovação da política. Isso não será fácil nem rápido, mas os protestos ainda podem melhorar as democracias nos países emergentes, e até mesmo na União Europeia", diz a revista, que também dedicou um editorial ao assunto e uma reportagem específica à situação brasileira.
Nessa reportagem, a publicação opinou que o plano inicial proposto por Dilma "pareceu apressado e improvável de oferecer calma duradoura (à população)", citando sobretudo a proposta de uma Assembleia Constituinte, já descartada por conta de debates quanto a sua validade constitucional. Mesmo assim, a reforma política é "urgentemente necessária", ainda que os diversos partidos políticos brasileiros, "poucos dos quais tendo ideologia além do clientelismo, tenham pouco apetite para mudanças".
A revista lamenta que Dilma "não tenha dado sinais de que vá reduzir o inchaço do governo, algo que lhe permitiria financiar serviços (públicos) melhores" e opina que ainda não está claro quem vai se beneficiar politicamente dos protestos brasileiros. "(O ex-presidente) Lula se manteve incomumente silencioso até agora, ainda que tenha ajudado sua protegida (Dilma) nos bastidores. Ele apreciaria o papel de salvador nacional. Mas muitos dos problemas citados pelos manifestantes são coisas que, como presidente, ele fez pouco para resolver", diz o texto.
'Corrupção, ineficiência, arrogância'
A revista destaca as diferenças entre os diversos protestos ao redor do mundo - da Índia à Turquia; da Bulgária à Primavera Árabe -, mas vê em comum o fato de muitos manifestantes serem "pessoas de classe média, e não grupos organizados de lobbies, especializados em influenciar decisões políticas favoráveis a seus interesses, com uma lista de exigências".
"Os protestos não são mais organizados por sindicatos ou outros lobbies, como antes. A espontaneidade lhes dá um sentido intoxicante de possibilidade. Inevitavelmente, a falta de organização também embaralha a agenda", destaca a revista.
"Seu misto de farra e ira condena a corrupção, a ineficiência e a arrogância de quem está no poder", avalia a Economist.