Impostometro

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Os EUA redescobrem o gueto

Os EUA redescobrem o gueto

Protestos por morte de jovem negro em subúrbio mostram que, cinco anos depois de o primeiro negro chegar à Casa Branca, pouca coisa mudou no abismo racial do País

Mariana Queiroz Barboza (mariana.barboza@istoe.com.br)
A indignação pela morte de Michael Brown, um negro de 18 anos assassinado pela polícia de Ferguson, subúrbio de 21 mil habitantes no Missouri, Estados Unidos, provocou nos últimos dias uma onda de protestos que se tornaram mais violentos à medida que detalhes do crime eram revelados. Brown recebeu seis tiros, dois deles na cabeça, quando estava ajoelhado e com as mãos levantadas em sinal de rendição. Reprimidas com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, as manifestações atraíram a presença da Guarda Nacional e do secretário de Justiça, Eric Holder, enviado como representante do presidente Barack Obama. Acima de tudo, elas expuseram a profunda desconfiança das comunidades negras em relação à polícia e mostraram que, mesmo cinco anos depois de o primeiro negro chegar à Casa Branca, pouca coisa mudou no histórico abismo racial do país.
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REPRESSÃO
As manifestações em Ferguson cresceram à medida que detalhes do crime
eram revelados e a polícia respondia com balas de borracha e bombas de gás
Em Ferguson, como em outras inúmeras cidades americanas, o racismo não só sobrevive como se manifesta em todas as esferas sociais. Embora os negros representem dois terços da população local, eles estão sub-representados na polícia e na política (apenas três dos 56 agentes são negros e o prefeito e cinco de seus seis vereadores são brancos). Ali, a renda familiar anual é de US$ 36 mil e o desemprego saltou de 5% em 2000 para 13% em 2012 (as médias nacionais são de US$ 53 mil e 6,2%, respectivamente). “Ferguson é

10 razões para legalizar as drogas

10 razões para legalizar as drogas

Por Juan Carlos Hidalgo

1. A legalização colocaria fim a parte exageradamente lucrativa do negócio do narcotráfico, ao trazer para a superfície o mercado negro existente.
2. A legalização reduziria dramaticamente o preço das drogas, ao acabar com os altíssimos custos de produção e intermediação que a proibição implica. Isto significa que muita gente que é viciada nestas substâncias não teria que roubar ou prostituir-se com o fim de custear o atual preço inflacionado destas substâncias.
3. Legalizar as drogas faria com que a fabricação dessas substâncias se encontre dentro do alcance das regulações próprias do mercado legal. Abaixo da proibição, não existem controles de qualidade ou vendas de doses padronizadas.
4. O narcotráfico tem estendido seus tentáculos ao cenário político dos países. A legalização acabaria com esta nefasta aliança do narcotráfico e o poder político.
5. Legalizar as drogas acabaria com um fonte importante de corrupção, a qual aumenta em todos os níveis do governo devido ao

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Rússia mobiliza tropas e Otan teme invasão da Ucrânia

Rússia mobiliza tropas e Otan teme invasão da Ucrânia

Cerca de 20 mil soldados foram posicionados na fronteira leste da Ucrânia

Terra


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Epidemia de ebola

Epidemia de ebola é emergência de saúde pública mundial, diz OMS

Cerca de mil pessoas já morreram por causa da doença, segundo a organização

Agência Brasil

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou hoje (8) que a epidemia de febre hemorrágica pelo vírus ebola, registrada em pelo menos quatro países da África Ocidental, é emergência de saúde pública de alcance mundial.
"A OMS aceitou as conclusões" da Comissão de Emergência Sanitária, que esteve reunida quarta (6) e quinta-feira desta semana em Genebra, informou a diretora-geral da organização, Margaret Chan. Segundo ela, a comissão foi unânime em considerar que se verificam as condições de uma emergência de saúde pública de alcance mundial. Diante de uma situação que continua a agravar-se, é necessária uma resposta internacional coordenada para "travar e fazer recuar a propagação internacional do ebola", acrescentou.

A epidemia de ebola, que já causou a morte de cerca de mil pessoas desde o início do ano, com mais de 1.700 casos suspeitos, é a mais mais grave das últimas quatro décadas, destacou Chan.

Ela disse que os países da África Ocidental mais atingidos - Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria - não têm meios para responder sozinhos à doença e pediu à comunidade internacional que forneça o apoio necessário.

A comissão alertou que os Estados devem estar preparados para detectar e tratar casos de ebola, além de facilitar a retirada de cidadãos, em particular pessoal médico, que estiveram expostos ao vírus da febre hemorrágica.

A comissão lembrou que os chefes de Estado dos países afetados devem "decretar estado de emergência" e "dirigir-se pessoalmente à nação para fornecer informações sobre a situação".

O responsável da OMS para a epidemia, Keiji Fukuda, adjunto de Margaret Chan, disse que a quarentena de pessoas suspeitas de infecção deve ser 30 dias, já que o tempo de incubação é 21 dias.

As pessoas que estiveram em contato com os doentes, à exceção do pessoal médico equipado com roupa protetora, não devem ser autorizadas a viajar.

Keiji Fukuda lembrou ainda que as tripulações de voos comerciais, que se desloquem a países afetados, devem receber formação específica e material médico para proteção pessoal e dos passageiros.

"Impedir as companhias aéreas de viajar para esses países iria afetar a sua economia", observou Chan.

A comissão recomendou também que todas as pessoas que saiam de países afetados sejam examinadas nos aeroportos, portos e principais postos fronteiriços, mediante um questionário e medição da temperatura, devendo ser impedidos de viajar quaisquer casos suspeitos.

O vírus já causou pelo menos 932 mortos e infectou mais de 1.700 pessoas desde que surgiu, no início do ano, na Guiné-Conacri, de acordo com a OMS.

Libéria, a Guiné-Conacri e

O mercado contra Dilma

Política

Eleições 2014

O mercado contra Dilma

O sistema financeiro não economiza fichas para derrotar a candidata do PT
por Carlos Drummond
Agência Petrobras
Dilma e Lula
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As mudanças na Petrobras promovidas por Lula e Dilma estão na base da insatisfação
O ex-ministro Delfim Netto vale-se de uma comparação para explicar a democracia moderna. Ela seria resultado, diz ele, de um equilíbrio entre “as urnas e os mercados”. Um existe para corrigir o outro e formar um equilíbrio. Nas últimas duas eleições presidenciais, em 2006 e 2010, o deus “mercado” parecia resignado em aceitar o desejo soberano do voto. Embora nunca tenham gostado e provavelmente nunca venham a gostar do PT ou de qualquer outra alternativa à “esquerda”, os representantes do sistema financeiro atuaram de forma discreta naquelas disputas.

Em 2014, o cenário é bem diferente. A exemplo de 2002, quando o terrorismo financeiro virou uma arma contra Lula, os “mercados” reavivaram o apetite pela atuação política mais incisiva. Ainda não apareceu um dilmômetro, o equivalente ao lulômetro, criado para medir riscos associados à eleição do petista. Mas, se verá adiante, os analistas financeiros formularam uma equação para “precificar” as possibilidades de vitória ou derrota da atual presidenta. Composta de maneira até certo ponto pueril, a equação virou no mínimo uma diversão nas horas vagas de quem nutre obsessão por números. Ganhe Aécio Neves, vença Eduardo Campos, o importante é derrotar o PT, parece sugerir o índice da BM&FBovespa, na correlação estabelecida com as pesquisas de intenção de voto. A cada sondagem favorável à oposição, ele sobe e o inverso ocorre quando há uma recuperação de Dilma. Ou, ao menos, assim justificam as mesas de operação.

Na quarta 23, a presidenta tinha 48% de probabilidade de se reeleger, calcularam corretoras e bancos atuantes na BM&FBovespa. No dia seguinte, a chance aumentou para 50%. A primeira estimativa refletiu o resultado da pesquisa Datafolha da quinta 17, com empate técnico dos candidatos no segundo turno. Essa perspectiva, considerada auspiciosa pelo chamado mercado, elevou o índice da bolsa para 57.983 pontos. A segunda projeção espelhou outro levantamento, feito pelo Ibope, com vitória da candidata do PT no primeiro turno. Uma

Nós e o infindável holocausto palestino

Internacional

Opinião

Nós e o infindável holocausto palestino

A humanidade somos nós, uma singularidade que não anula as responsabilidades individuais
por Roberto Amaral
 
Mahmud Hams / AFP
Famílias na Faixa de Gaza
Famílias palestinas deixam suas casas em Shejaiya, distrito da cidade de Gaza considerado bastião do Hamas por Israel

O objeto da agressão continuada de Israel a Gaza (as tréguas e os períodos de não-ofensiva militar são espaços irrelevantes numa já longa história de assassinatos coletivos) não é o Hamas, que entra na história como Pilatos no Credo. O alvo inegável da matança é o povo palestino, assassinado friamente, covardemente, em um confronto bestial que opõe um dos mais poderosos exércitos do mundo a uma população desarmada, ou ‘armada’ de pedras e puro desespero.
E fica para o estudo de quem ainda se interessar por um povo que a civilização ocidental e cristã considera de ‘segunda classe’, e como de segunda classe o trata, o significado de abalo psicológico, de trauma e destruição emocional de gerações e gerações de crianças criadas sob o medo e o terror, sob a incerteza do amanhã no qual não podem acreditar, convivendo com o assassinato de parentes e

Contato dos Xatanawa põe fim a resistência centenária

Amazônia

Contato dos Xatanawa põe fim a resistência centenária

O descaso e a incompetência do Brasil e do PERU colocaram populações em "isolamento voluntário". Os sete indígenas que apareceram no Acre são sobreviventes
por Felipe Milanez e Glenn Shepard 
 
 Índios Xatanawa
  
Por Felipe Milanez e Glenn Shepard
Eles são jovens. Todos saudáveis. Corpos esbeltos, cabelos bem cortados, algumas leves pinturas no rosto. Carregam arcos e flechas bem feitas, bem apontadas, com as penas impecavelmente cortadas. Portam um cinto de casca de envira, que utilizam para segurar um machado, e amarram o pênis nesse mesmo cinto. Imitam animais da floresta com perfeição e cantam belas melodias características das sociedades falantes da língua Pano, como as músicas dos Kaxinawa e dos Yawanawa que se pode escutar em CDs. Por trás dessa bela aparição de jovens indígenas que tomaram coragem e decidiram passar a interagir com a violenta sociedade que os cerca, estão terríveis histórias de massacres – um provavelmente recente, e suspeita-se perpetrado por um narcotraficante. A história do “contato” dos Xatanawa é uma extraordinária história de resistência.
Vídeos e fotografias sobre a chegada de um povo tido como em “isolamento voluntário” em uma aldeia do povo Ashaninka, no Acre, têm provocado comoção nas redes sociais, questionamentos, comentários racistas, e ganharam atenção da imprensa nacional e internacional. Dois vídeos divulgados com exclusividade no blog do jornalista Altino Machado romperam com o silêncio da Funai, muda sobre os riscos do contato e apenas expressando-se em notas à imprensa cheias de mistérios. A notícia saiu desde o Jornal Nacional ao britânico Guardian. Tem merecido manchetes de portais sensacionalistas e até de revistas científicas como a Science. Quase sempre, a história dos massacres e da resistência dessa população é