Impostometro

sábado, 2 de novembro de 2013

Magid Shihade

Entrevista - Magid Shihade

“Israel não tem interesse na criação de Estado palestino”

Em entrevista, professor da Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, vê as atuais negociações de paz entre Israel e Palestina com ceticismo. Por Gianni Carta
por Gianni Carta
Magid Shihade
Magid Shihade, professor de Relações Internacionais da Universidade de Birzeit
 
 
Magid Shihade, professor de Relações Internacionais da Universidade de Birzeit, na Cisjordânia, atualmente a lecionar sobre Oriente Médio e Ásia do Sul na Universidade da Califórnia, em Davis, vê as atuais negociações de paz entre Israel e Palestina com ceticismo. Para o acadêmico, Israel fará o possível para impedir a existência do Estado da Palestina. Para justificar seu pessimismo, Shihade aplica a tese já defendida no seu último livro, Not Just A Soccer Game: Colonialism and Conflict Among Palestinians and Israel (Syracuse University Press, 2011, 175 págs., 23 libras esterlinas). “O Estado israelense é um Estado colonial judeu voltado a afirmar a supremacia racial, visando tornar os judeus grupo dominante por sua própria natureza.” Daí, continua Shihade, “seu interesse e seu raciocínio é marginalizar os não judeus (palestinos), deslocá-los se possível, como fez com milhões de refugiados,

Um choque na burocracia

Um choque na burocracia

Com êxito na área de energia, o Brasil sobe no ranking Doing Business. Mas ainda falta o Banco Mundial ser mais justo na sua avaliação

Por Luís Artur NOGUEIRA
No dia 5 de fevereiro deste ano, uma comitiva de executivos da BRAiN, entidade empresarial que luta para melhorar a imagem do País no Exterior, desembarcou em Washington, a capital americana. Na bagagem, relatórios e planilhas com informações estratégicas que seriam apresentadas em dez reuniões no Banco Mundial. O objetivo era convencer a equipe responsável pelo tradicional ranking Doing Business de que a avaliação do Brasil era injusta. Passados oito meses, o esforço foi parcialmente recompensado. 
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Alta voltagem: Sidney Simonnagio, da AES Eletropaulo, prevê investir
R$ 5,3 bilhões em infraestrutura até 2018
O País passou da 130ª para a 116ª posição, mas inúmeros avanços institucionais ainda são ignorados pelo órgão internacional, que faz o levantamento por meio da International Finance Corporation (IFC), seu braço financeiro para o setor privado. Para avaliar os 189 países, os pesquisadores estabelecem dez itens burocráticos que uma hipotética empresa de médio porte teria de superar para abrir as portas e operar regularmente. O melhor desempenho do País é, disparado, no item “obtenção de eletricidade”, no qual ocupa o 14º lugar (leia quadro ao

Onde está o Linux?

Onde está o Linux?

O sistema operacional do pinguim desapareceu da vista dos consumidores e dos holofotes da mídia. Mas não se engane: ele movimenta um mercado bilionário e está presente em oito de cada dez smartphones

Por João VARELLA

O sistema operacional Linux prometia revolucionar e abalar as estruturas do setor de tecnologia. Criado na década de 1990 pelo programador finlandês Linus Torvalds, era considerado a principal alternativa do hegemônico Windows, da Microsoft. Seu charme era ser um software de código aberto. Quem o usasse poderia modificá-lo livremente. Melhor: não teria de pagar licença para instalar em suas máquinas. É um modelo de negócio oposto ao da empresa de Bill Gates, que se tornou um dos homens mais ricos do planeta desenvolvendo soft­wares proprietários e, evidentemente, pagos. 
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Por essas razões, o Linux, cujo símbolo é um simpático pinguim, foi apontado por muitos analistas como o software que poderia derrotar a Microsoft. “Há dez anos, tínhamos tremendos embates internos sobre esse assunto”, diz Marcio Krug, diretor-geral da consultoria americana Gartner no Brasil. “Hoje os ânimos estão menos exaltados.” Os debates sobre o Linux arrefeceram a tal ponto que ele praticamente sumiu do mapa. Afinal, onde está o software do

O rei dos imóveis descobre o Brasil

O rei dos imóveis descobre o Brasil

O empresário Jorge Pérez, CEO da incorporadora americana Related, dona de mais de US$ 50 bilhões em projetos em todo o mundo, pretende fazer do País o foco de seus investimentos nos próximos anos. Saiba quais são seus planos para o mercado brasileiro

Por Hugo CILO
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                                                                     Confira os bastidores da reportagem de Hugo Cilo

O empresário cubano-americano Jorge Pérez, CEO da maior incorporadora dos Estados Unidos, a Related Group, tem duas grandes paixões: obras de arte e canteiros de obras. Aos 64 anos, Pérez é o maior colecionador de esculturas e pinturas da Flórida e – junto com sua mulher, Darlene Boytell-Pérez – está entre os dez maiores dos Estados Unidos, com um acervo estimado em US$ 280 milhões pela Miami Art Dealers Association. Entre as peças mais valiosas, penduradas nas paredes da suntuosa mansão onde criou quatro filhos, em South Beach, reduto dos abonados de Miami, estão quadros do colombiano Fernando Botero e do mexicano Diego Rivera. 
 
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Jorge Pérez CEO da Related: "O Brasil tem se mostrado o melhor
do mundo para investimento em imóveis"
 
Suas polpudas contribuições ao mundo da arte fizeram com que o antigo Museu de Miami fosse rebatizado, em 2011, para Jorge Pérez Art Museum. Naquele ano, suas doações superaram US$ 40 milhões, incluindo US$ 20 milhões em telas de artistas latino-americanos. “A arte alimenta minha alma, me fortalece e me dá uma energia que não sei explicar”, disse Pérez em entrevista à DINHEIRO, durante uma rápida passagem a negócios por São Paulo, no final de outubro. Eleito o latino mais rico dos Estados Unidos no ano passado, com

As lições dos mais fortes

As lições dos mais fortes

Estudos científicos decifram mecanismos psicológicos e cerebrais que levam uma pessoa a se recuperar melhor e mais rapidamente do sofrimento. E apontam os caminhos para desenvolver essa capacidade

Mônica Tarantino

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Alvo de interesse da psicologia e, mais recentemente, da neurociência, a capacidade de superar as adversidades da vida (dos conflitos e guerras às chateações domésticas e profissionais) com o mínimo de desgaste é um campo de estudo em expansão. O que se quer saber é por que alguns indivíduos se recuperam mais rapidamente do que outros e parecem ter uma habilidade natural de superar traumas e obstáculos com maior facilidade e menos sofrimento. E é exatamente isso o que começam a revelar as novas pesquisas, apontando finalmente quais são os segredos dos mais fortes. O conjunto de descobertas está trazendo à tona desde caminhos da mente humana a serem explorados para fortalecer o potencial de cada um de vencer problemas até a presença de proteínas no sistema nervoso que interferem nas nossas reações diante das ameaças.
A primeira evidência obtida pela investigação científica é a de que os mais fortes não formam uma população muito numerosa. Um estudo inédito conduzido pela seccional brasileira da Associação Internacional para o Gerenciamento do Stress, a ISMA-BR, mostrou que apenas 23% de

Como o ministério público protegeu tucanos

Como o ministério público protegeu tucanos

Procurador Rodrigo de Grandis engaveta oito ofícios do Ministério da Justiça que pediam apuração do escândalo do metrô de São Paulo e prejudica o andamento das investigações

Claudio Dantas Sequeira e Alan Rodrigues
 
Apareceu um escândalo dentro do escândalo de corrupção em contratos de energia e transporte sobre trilhos de São Paulo que atinge em cheio os governos do PSDB. ISTOÉ descobriu que o procurador Rodrigo de Grandis engavetou desde 2010 não apenas um, como se divulgou inicialmente, mas oito ofícios do Ministério da Justiça com seguidos pedidos de cooperação feitos por autoridades suíças interessadas na apuração do caso Siemens-Alstom. Ao longo de três anos, De Grandis também foi contatado por e-mail, teve longas conversas telefônicas com autoridades em Brasília e solicitou remessas de documentos. Na semana passada, soube-se que, devido à falta de cooperação brasileira, o Ministério Público suíço decidiu arquivar a investigação contra três dos acusados de distribuir propina a políticos tucanos e funcionários públicos. Em sua única manifestação sobre o caso, De Grandis alegou que sempre cooperou e só teria deixado de responder a um pedido feito em 2011, que teria sido arquivado numa “pasta errada”. Mas sua versão parece difícil de ser sustentada em fatos.
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PEDIDO
Informado da falta de cooperação, o ministro Cardozo
determinou novo contato com o procurador
Conhecido pelo vigor demonstrado em investigações sobre o ex-governador Paulo Maluf e também no caso Satiagraha, que colocou o banqueiro Daniel Dantas na prisão, desta vez o procurador federal, de 37 anos, não demonstrou a mesma energia. Para usar uma expressão que

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Governo cobrou de procurador apoio a investigação suíça

Governo cobrou de procurador apoio a investigação suíça

 

Ouvir o texto O Ministério da Justiça cobrou pelo menos três vezes que o procurador da República Rodrigo de Grandis respondesse ao pedido de investigação feito Ministério Público da Suíça em 2011 sobre os suspeitos de intermediar propinas pagas pela empresa Alstom a políticos e servidores do Estado de São Paulo.
A cobrança foi feita por meio de ofícios encaminhados pelo DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional). De Grandis, que recebeu em 2011 o pedido de apuração das autoridades europeias, também foi alertado verbalmente e via e-mail por promotores estaduais.
O procurador, contudo, nada fez para ajudar os colegas suíços em dois anos e oito meses.
No dia 26, a Folha revelou que o Ministério Público do país europeu cansou de aguardar a colaboração do procurador brasileiro e arquivou as investigações em relação a três suspeitos do caso.
A explicação do gabinete de Grandis foi a de que o pedido de cooperação não foi atendido porque o documento havia sido colocado incorretamente em uma pasta de arquivo, onde ficou desde fevereiro de 2011.
Os investigadores suíços