Governo estuda obrigar beneficiários do seguro-desemprego a fazer curso de qualificação
Juntos, os gastos com o seguro-desemprego e o abono salarial devem encerrar o ano em R$ 45 bilhões
Agência Brasil

Os trabalhadores que recebem o seguro-desemprego poderão ser
obrigados a fazer curso de qualificação para ganhar o benefício, disse
nesta quinta-feira (31) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo
ele, o governo estuda a medida para conter o aumento dos gastos com o
benefício, que crescem cerca de 10% ao ano e devem encerrar 2013 em
torno de R$ 30 bilhões.
O governo também quer segurar o aumento dos gastos com o abono salarial,
pago uma vez por ano a trabalhadores cadastrados no Programa de
Integração Social (PIS) que recebem até dois salários mínimos. O
ministro, no entanto, não anunciou que medidas podem ser tomadas em
relação a esse benefício, cujas despesas cresceram 17% neste ano e devem
alcançar R$ 15 bilhões em 2013.
Juntos, os gastos com o seguro-desemprego e o abono salarial devem
encerrar o ano em R$ 45 bilhões, o equivalente a 1% do Produto Interno
Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país.
Na próxima semana, o ministro pretende reunir-se com as centrais
sindicais para discutir as medidas. Segundo Mantega, a contenção de
gastos com o seguro-desemprego e o abono salarial é necessária para
assegurar o cumprimento das metas fiscais e a redução das despesas
públicas.
“Estamos, a todo momento, tomando medidas para reduzir custos e melhorar
resultado fiscal. As grandes despesas, como [os gastos com] o
funcionalismo, os juros [da dívida pública] e as aposentadorias, estão
sob controle, mas outros gastos estão ganhando envergadura e tornando-se
maiores”, explicou o ministro.
De acordo com Mantega, causa estranheza na equipe econômica o fato de as
despesas com o seguro-desemprego estarem subindo apesar de o emprego
ter aumentado neste ano. Ele atribui esse crescimento ao aumento da
rotatividade dos trabalhadores e a possíveis fraudes de empresas, que
legalmente demitem funcionários, mas os mantêm no emprego pagando parte
do salário com os recursos do benefício.
Desde este mês, o governo exige que o trabalhador faça curso de