Motoristas e cobradores bloqueiam rua em frente à Câmara de SP
Imagens do dia
Um protesto surpresa de motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo bloqueou, na manhã desta terça-feira (2), as entradas e saídas de três terminais de ônibus da cidade: Parque D. Pedro, Bandeira e Expresso Tiradentes
Um grupo de manifestantes bloqueou nesta terça-feira (2) a rua Maria Paula, altura do número 100, em frente à Câmara Municipal de São Paulo. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), apenas uma das faixas está fechada.
A CET informou que se trata de um ato de motoristas e cobradores de ônibus. Mais cedo um protesto surpresa da categoria bloqueou entradas e saídas de três terminais de ônibus da cidade: Parque D. Pedro, Bandeira e Expresso Tiradentes. Os locais foram liberados por volta do meio-dia.
Menino de 12 anos é baleado na cabeça durante manifestação em Minas Gerais
26.jun.2013
- Policiais entraram em conflito com manifestantes na praça Sete, no
centro de em Belo Horizonte, durante protesto nesta quarta-feira (26)
Um menino de 12 anos foi baleado na cabeça na noite desta
segunda-feira (1º) em bairro de Santa Luzia (região metropolitana de
Belo Horizonte), no momento em que ocorria uma manifestação de moradores
contra uma suposta precariedade na coleta do lixo na região.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, o principal suspeito do
disparo efetuado contra a vítima é um policial militar reformado que
teria se irritado com manifestantes que retiraram lixo da porta da sua
casa para bloquear a avenida Oliver Teixeira, no bairro Cristina.
Conforme relato de testemunhas à polícia, o homem havia sido xingado
por um deles e, em seguida, sacou a arma e atirou contra os
participantes do evento, atingindo L.D.A.L.
A criança foi socorrida e levada a um hospital de pronto atendimento do
bairro São Benedito e depois transferida em estado gravíssimo para o
Hospital de Pronto-Socorro João 23, em Belo Horizonte.
Um menino de 12 anos foi baleado na cabeça na noite desta
segunda-feira (1º) em bairro de Santa Luzia (região metropolitana de
Belo Horizonte), no momento em que ocorria uma manifestação de moradores
contra uma suposta precariedade na coleta do lixo na região.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais, o principal suspeito do
disparo efetuado contra a vítima é um policial militar reformado que
teria se irritado com manifestantes que retiraram lixo da porta da sua
casa para bloquear a avenida Oliver Teixeira, no bairro Cristina.
Conforme relato de testemunhas à polícia, o homem havia sido xingado
por um deles e, em seguida, sacou a arma e atirou contra os
participantes do evento, atingindo L.D.A.L.
A criança foi socorrida e levada a um hospital de pronto atendimento do
bairro São Benedito e depois transferida em estado gravíssimo para o
Hospital de Pronto-Socorro João 23, em Belo Horizonte.
Preso em flagrante
De acordo com a ocorrência, com a descrição do endereço do suspeito, os
policiais foram até a residência dele, sendo atendidos pela filha do
homem, que entregou um revólver aos militares afirmando pertencer ao
pai.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, ele estava no imóvel e teria
assumido a autoria do disparo. O homem foi preso em flagrante e levado
para uma delegacia da cidade mineira. Ele permanece detido à disposição
da Justiça.
Imagem de fotógrafo do O POVO durante a Copa das Confederações repercute em todo País
"Não quero 15 minutos de fama, quero um
Brasil melhor, mais justo e com grandes manifestações pacíficas", disse o
fotógrafo Edimar Soares
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Fotos: Edimar Soares/ O POVO
O flagrante ocorreu antes da partida Brasil e México, que aconteceu no último dia 19 de junho
O fotógrafo do O POVO, Edimar Soares, captou uma imagem durante a Copa das Confederações em Fortaleza que está rodando o País.
A
foto mostra torcedores despejando lixo em uma caçamba onde se encontra
uma mulher catando comida, na calçada da avenida Paulino Rocha, próximo à
Arena Castelão. O flagrante ocorreu antes da partida Brasil e México,
que aconteceu no último dia 19 de junho, quando a Seleção venceu por 2 a
0.
"Esse é o legado que a Copa das Confederações deixa para
algumas pessoas, uma cena humilhante", escreveu o fotógrafo em seu
perfil no Facebook.
A
maioria dos artigos mostra a foto como um contraste de realidade no País
e um momento emblemático. "Um choque de realidade para expor, sem
censura, o abismo que existe no País - que torneio algum vai ajudar a
diminuir", disse o jornalista do Esporte Interativo, Bruno Formiga, que
teve seu texto postado no Blog do Noblat, juntamente com a foto de
Edimar Soares.
A
imagem também ficou entre as 10 melhores fotos da Copa das
Confederações 2013, segundo o Globoesporte.com. A foto viralizou nas
redes sociais e já passa dos 50 mil compartilhamentos no Facebook."Tem
muita gente vendo esta imagem. A minha responsabilidade aumenta e o amor
por minha profissão também, obrigado a todos", disse Edimar Soares.
Confira o relato do fotógrafo do O POVO:
"Um dia para não esquecer.
Quarta-feira
(19/06/2013), dia de jogo entre Brasil e México e de uma manifestação
por um Brasil melhor, nas imediações da Arena Castelão. Minha pauta era
acompanhar o percurso do repórter Lucas Catrib como um torcedor comum,
observando os pontos positivos e negativos, como mobilidade, segurança e
organização do evento, até a sua entrada no estádio. Saímos do Centro
de Eventos do Ceará, pegamos um ônibus até a avenida Paulino Rocha e
depois terminamos o caminho a pé, junto com os milhares de torcedores
rumo à Arena.
Quando cheguei ao Centro de Eventos, tive uma
grata surpresa. Encontrei um primo que não via há 16 anos, e uma fila de
ônibus quase tão grande quanto o números de pessoas para embarcarem
neles. Cumprimentos, abraços e registro fotográfico feito, me despedi e
comecei meu trabalho. Não demorou nada e já estávamos dentro de um
ônibus. A fila andou bem rápido, fizemos um percurso que eu nunca tinha
feito, ruas estreitas de calçamento foram aparecendo na minha frente e
perguntei que caminho era esse. Alguém responde, "é para a gente não
passar no meio da manifestação". Nesse instante, me dei conta que meus
colegas já estavam em campo. Em campo de batalha, fiquei sabendo depois.
Confesso que me deu uma vontade grande de estar lá com eles, ao invés
de ir para o jogo, uma pauta mais "leve". Não que eu quisesse que uma
bomba de gás estourasse perto de mim ou ser alvo de uma bala de
borracha. Muito menos ser atingido por uma pedra ou algo parecido.
Gostaria de estar ali por patriotismo e coleguismo. Queria ser
testemunha de um ato que era para ser pacífico e quem sabe o começo de
grandes mudanças. Mas essa não era a minha pauta, então fiz o que de
costume: tentar fazer o melhor trabalho esteja eu onde estiver. Debaixo
de um sol escaldante, acompanhamos os torcedores do inicio da avenida
até o Castelão. Felizes, sorridentes com seus amigos e famílias, bebendo
e comendo, ouvindo músicas de bandinhas de forró, que foram colocadas
no corredor que dava acesso ao estádio. Fotografei tudo que achava que
podia dar uma boa foto, inclusive o repórter que acabou ganhado um book.
No final do percurso paramos para beber água e limpar o suor. Nesse
momento, me deparei com uma mulher dentro de um pequeno container de
lixo, todos padronizados e com uma rede e traves montada na parte de
cima como se fosse para fazer gol. Com as latas, as garrafas e o resto
de comida, ela estava ali dentro separando lixo para reciclagem. Como
era um container alto, as pessoas não conseguiam vê-la, a não ser que
chegassem bem perto. Ela, no entanto, não estava preocupada com os
objetos que caiam do céu. O mais importante era encher os sacos antes
que a fiscalização chegasse. Fiquei ali por alguns minutos e flagrei um
pouco de tudo sendo jogado. Fiquei esperando ela sair, e com uma
facilidade de quem já tinha entrado, ela saiu e jogou o saco cheio de
latas e garrafas para fora do corredor verde e amarelo, e foi embora.
Essa
imagem foi postada nas redes sociais e ganhou proporções
inacreditáveis. Vários sites e blogs publicaram, milhares de pessoas
compartilharam. Gerou uma polêmica pela veracidade e força da imagem e
também pelo inconformismo de várias pessoas, pela diferença social que
assola o nosso País,
Não existe montagem, não mudei a posição
do sol, não dei dinheiro a ela. Apenas registrei o que estava
acontecendo e, com essa foto, veio uma certa visibilidade. Várias
pessoas me mandaram mensagens positivas, como também recebi comentários
absurdos. Não quero 15 minutos de fama, quero um Brasil melhor, mais
justo e com grandes manifestações pacíficas."
Secretaria de Direitos Humanos está 'alheia' a excessos em protestos, diz deputada
Pasta coordenada por Karlo Kardozo
estaria "alheia" às denúncias de violência contra manifestantes, afirma
presidente da comissão de Direitos Humanos da Assembleia
Entidades de Direitos Humanos do Ceará criticaram nesta segunda-feira, 1º, “silêncio” do secretário de Direitos Humanos de Fortaleza, Karlo Kardoso (PSB), sobre possíveis excessos policiais durante protestos das últimas semanas no Município. Segundo a presidente da comissão de Direitos Humanos da Assembleia, Eliane Novais (PSB), a pasta tem se mantido “alheia” às denuncias de violência desde o início das manifestações.
“A
Secretaria de Direitos Humanos (SDH) está completamente alheia. Não
emitiu uma nota, não vimos nenhuma manifestação. É uma crise (...) a SDH está amordaçada,
não reage, não apresenta nada de novo. Precisa abrir esse canal e
transformar em ações que o povo quer receber”, afirma a deputada.
Na
última segunda-feira, 24, o Ministério Público do Ceará (MP-CE)
instalou comissão intersetorial para apurar possíveis excessos de
manifestantes e policiais nos protestos da Capital. Na ocasião, o
promotor responsável pelo grupo, Iran Sírio, admitiu a existência de uso
irresponsável de bombas de gás e tiros de bala de borracha na repressão
de manifestantes.
Direitos Humanos
A
coordenadora do Escritório Frei Tito de Direitos Humanos, Renata
Praciano, evita entrar no assunto, mas diz “estranhar“ a ausência de
órgãos oficiais do Município e Estado nas discussões sobre o tema. “É de
estranhar, porque os órgãos de Direitos Humanos tem que estar
presentes. Posso falar sobre o Frei Tito: estamos acompanhando o
desenrolar das manifestações”, disse.
O POVO
tentou entrar em contato com o secretário Karlo Kardozo por diversas
vezes durante esta segunda-feira. No entanto, a assessoria de imprensa
da Secretaria de Direitos Humanos afirmou que ele estava com agenda
“corrida”. Ao longo do dia, o gestor participou de diversas reuniões
sobre projetos da gestão, incluindo encontro geral do Plano Plurianual
(PPA) do Município.
Além do Frei Tito e da comissão da Assembleia,
compõem a comissão do MP-CE representantes da Polícia Militar do
Estado, Polícia Civil, Defensoria Pública, Ouvidoria do Estado e
Conselho Estadual de Segurança Pública.
Jovens que emergiram dos protestos causam polêmica
Representantes de movimentos sociais denunciam que falsas vozes podem prejudicar atos autênticos
A “força das ruas” levou jovens ativistas ao gabinete da presidente Dilma Rousseff e de seus ministros, numa conquista sem igual de credibilidade e respeito da juventude. Mas, assim como surgiram os vândalos em meio aos atos pacíficos, figuras isoladas tentaram penetrar nesse processo legítimo de comunicação e acordos entre movimentos juvenis e Congresso Nacional, denominando-se líderes únicos de atos caracterizados por sua multiplicidade. O combate à corrupção foi a bandeira dos supostos líderes. O caso mais recente é do técnico de segurança do trabalho, Maycon Freitas, da União Contra a Corrupção (UCC), uma rede social criada no dia 11 de maio e que é alvo de desconfiança das organizações oficiais.
Freitas, que assumiu na imprensa a posição de “Líder das Massas”, admite ter votado no Lula para presidente nas eleições de 2002, mas depois se desiludiu com o PT, “porque abandonou a bandeira da ética, que era deles”; não é a favor dos partidos políticos, “pois são grupos fechados que só servem para os políticos formarem conluios bem longe da vontade do povo” e justifica a sua participação nas manifestações por ele e seus amigos “estarem cansados de tantas histórias de corrupção”. Freitas diz que seu grupo “não é de direita, de esquerda e nem de centro”.
Representantes de movimentos jovens se reuniram na semana passada com a presidente Dilma Rousseff
EQUÍVOCO
Para o sociólogo e cientista político da UFRJ, Paulo Baía, é impossível eleger um único líder em protestos múltiplos e de pautas que podem representar linhas de pensamento contrárias, como o aborto e a legalização da maconha, por exemplo.
- As atuais manifestações têm um diferencial que é o ponto chave de todo o processo, elas têm centenas de líderes espalhados por todo o Brasil, que estão defendendo temas específicos e muitos deles antagônicos. Considerando esse fato, é impossível nomear um líder único para representar as multidões que estão nas ruas, isso é um absurdo. O que podemos observar é que quando um jovem faz um pronunciamento, os demais se identificam com o sentimento dele, mas isso é algo diferente de liderança, não representa que haja ali uma unidade. Considerar o Maycon líder dos manifestos é um equívoco e, com certeza, isso vai provocar uma rejeição à sua imagem por parte das massas, avalia Baía.
Segundo o sociólogo, o erro daqueles que estão tentando criar líderes momentâneos para transmitir mensagens em meio aos protestos, reside na incompreensão dos reais motivos dos atos e ainda estão amparados em parâmetros ultrapassados para analisar os fatos recentes. “Até nós, professores universitários, os governantes e a própria população ainda estamos procurando entender o que está acontecendo no Brasil, é algo muito novo, transformador. Inclusive, os parlamentares estão apreensivos com essa situação, pois não conseguem identificar um líder, uma unidade, mas estão aprendendo a conviver e lidar com a multiplicidade de reivindicações e classes protestantes”, completou Baía.
DESCONHECIDO
Presidente do Conselho Nacional da Juventude, Alessandro Melchior participou das reuniões com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, e com o ex-presidente Lula, em São Paulo e afirma não conhecer Maycon Freitas, nem dos encontros oficiais e nem das manifestações.
- Nunca ouvi falar de Maycon Freitas. Além do MPL (Movimento Passe Livre), as organizações que fazem parte do Conselho Nacional de Juventude estavam desde o início das manifestações em São Paulo, isso está nas notas e manifestos que foram lançados no início dos atos, tudo disponível na rede. Se você perguntar para qualquer pessoa ninguém conhece esse cara. Essa turma precisava sair do Higienópolis e do Leblon, andar de ônibus, conhecer o Capão Redondo em São Paulo, a Maré e o Alemão, no Rio. Ler um pouco, inclusive. Sempre digo que instrução e realidade não fazem mal a ninguém, revelou Melchior.
Com relação ao perfil da UCC na internet, Melchior considerou como “mais uma dessas redes virtuais de jovens brancos de classe média-alta, com excesso de tempo livre e com tendências neofascistas”. Melchior chegou a essa conclusão através dos discursos da UCC, que segundo ele são “superficiais e as denúncias são sensacionalistas, sobre golpe comunista no Brasil”.
- É toda a reprodução do discurso da direita hoje. Quando ele critica o Renan Calheiros, por exemplo, ele representa a instituição, a própria existência do Senado. Antes dele tivemos o Sarney, o ACM, o Jader Barbalho. Personificar o problema é sinônimo de falta de capacidade de analisar o contexto. O bicameralismo, a lógica de uma câmara alta, dos lordes, isso é anacrônico. Portanto, a crítica ao Renan é uma crítica sensacionalista, que não leva a lugar nenhum, avalia o presidente do conselho.
Buscando as motivações que desencadearam os protestos, Melchior lembra que eles surgiram em defesa da melhoria do transporte público e pela redução dos preços das passagens. Mais tarde, caminharam para a ampliação de direitos sociais, ainda incluindo uma crítica do transporte público como um direito e não como serviço, como acontece hoje. Evoluindo as discussões sobre os atos, somente nesse momento foi incluída a pauta de combate à corrupção.
- E essa pauta do combate à corrupção foi incorporada de forma torta, porque dizer que é contra corrupção todo mundo diz. O problema é o foco, a proposta. Aí a capacidade de incidência reduz, pois o senso comum impera. No Brasil, se criou paulatinamente um discurso de vincular a corrupção ao público e à política, ignorando os bastidores, as empresas, o mercado. Quase todos os casos de corrupção no país têm uma relação direta com setores empresariais que financiam as campanhas. Acabar com o investimento privado é o primeiro passo, sem isso, fica no blá blá blád e militante coxinha, ponderou Melchior.
CONTRADIÇÃO
Repercutindo as declarações de Maycon na imprensa, Alessandro Melchior acredita que Freitas se contradiz nas suas colocações, pois ele cita a criação de hospitais, como se o problema fosse somente de equipamentos públicos e redução de impostos.
- Quem vai financiar isso com a redução dos impostos? Não há embasamento concreto. O Brasil possui menos médicos por habitantes que a Argentina. Isso é problema concreto que se resolve a médio prazo, com mais vagas de medicina nas universidades e, agora, com a importação de profissionais estrangeiros, como já estamos fazendo em várias áreas. O próprio PSDB e o Serra eram favoráveis quando estavam no Ministério da Saúde. Agora, são contra. Na reforma política, a página da UCC fala que o plebiscito é golpe. Eles atacam o Congresso, desqualificando a política e defendem que esse mesmo Congresso faça a reforma política e o povo assine embaixo por referendo depois? É um problema de organização do discurso e capacidade cognitiva, é basicamente o que fica explícito nessa entrevista, analise o presidente da CNJ.
Radicalizar é difícil, diz idosa de grupo de aposentados acampado em prédio de fundo de pensão no Rio
Os manifestantes ocupam uma sala do Instituto Aerus, no centro do Rio, desde a última quinta-feira
Um grupo de 13 aposentados, com média de 75 anos de idade, ocupa desde a
última quinta-feira (27) uma sala de 12m² no Instituto Aerus, sede do
fundo de pensão dos aeroviários, no centro do Rio de Janeiro. "Somos
pessoas de idade, radicalizar é difícil, mas estamos firmes. Não vamos
sair daqui a ter uma posição sobre a nossa aposentadoria e os
benefícios", afirmou a ex-presidente do Sindicato Nacional dos
Aeronautas, Graziella Baggio, 71, que trabalhava como comissária de
bordo.
Os aposentados levaram colchões e alimentos para passarem os dias no prédio
Os aposentados e pensionistas da antiga Varig e Transbrasil decidiram
ficar no local até que o STF (Supremo Tribunal Federal) tome uma decisão
sobre o processo em que o governo foi condenado pelo plenário do
Supremo, em 2010, a assumir o pagamento integral das aposentadorias de
10 mil ex-funcionários das empresas.
Nos últimos cinco dias dentro do Aerus, os 13 idosos permaneceram
dentro do instituto. Às 19h, quando o escritório fecha, eles conseguem
descansar no sofá da recepção. De acordo com o diretor do Sindicato
Nacional dos Aeronautas, Marcelo Bona, 61, a chegada ao instituto foi
feita de forma surpreendente.
"Já fizemos muitas manifestações, resolvemos radicalizar. Viemos em
grupos, trouxemos colchões, comida e nos instalamos aqui. Decidimos na
própria quinta-feira, pela manhã, e viemos durante a tarde", explica
ele.
Protestos no Rio de Janeiro
1º.jul.2013
- Manifestantes de preto, identificados como membros do grupo
anarquista Black Block, participam de protesto no centro do Rio de
Janeiro na noite desta segunda-feira
A antiga comissária Graziella contou que durante o fim de semana o
prédio foi trancado, como ocorre toda semana, e o grupo não pôde sair do
local. "Ficamos sem luz durante 45 minutos. O ar condicionado parou de
funcionar e ficou muito quente. Queríamos fazer um revezamento, para ir
em casa descansar, mas não foi possível", conta ela. "Estamos vendo se
conseguimos um médico para vir examinar todo mundo, conferir a pressão."
Reivindicações
Segundo o comandante aposentado Zorocastro Ferreira Lima Filho, 82, o
fundo de pensão vem reduzindo os pagamentos desde 2006. Do montante
total que ganhava, atualmente ele recebe 8%.
"Houve primeiramente uma diminuição para 70% e depois para 50%. Nos
últimos três anos, estamos recebendo apenas 8% do valor total das
aposentadorias. A nossa média de idade é de 75 anos, precisamos de
remédios, planos de saúde", conta. "É uma humilhação trabalhar tanto
tempo e terminar assim."
O interventor José Pereira Filho, nomeado pelo governo para trabalhar
no Aerus, informou que o responsável por resolver a situação é o STF.
"Não posso falar muito sobre o caso. Eu me sensibilizo com a causa, mas o
Supremo é quem pode resolver isso", diz ele.
Graziella Baggio diz que as aposentadorias recebidas pelo fundo de
pensão, atualmente, variam entre R$ 200 e R$ 1.000. "O fundo era
financiado por um tripé: empresa, funcionários e 3% dos valores das
passagens. As empresas não repassaram ao instituto a parte delas e a
nossa. O governo era o responsável por fiscalizar esse repasse do
dinheiro para o fundo de pensão e não viu que isso não estava
acontecendo?", explica. "O Aerus não tem mais dinheiro para a
aposentadoria destes 10 mil ex-funcionários, e o último pagamento sai em
agosto, referente a julho. Depois não tem mais dinheiro."
Em 2010, os aeronautas ganharam uma ação civil pública dos sindicatos
contra a União, na qual o governo foi considerado responsável pela falta
de fiscalização do Aerus, e obrigado a assumir o pagamento integral das
pensões e aposentadorias.
"Os sindicatos já conquistaram o ganho da causa em primeira instância,
mas a antecipação de tutela concedida não foi cumprida pela União, e um
recurso conseguiu adiar esse pagamento", afirma Graziella.
Aprovação de Sérgio Cabral cai de 55% para 25%, aponta Datafolha
Segundo pesquisa, governador do Rio despencou 30 pontos percentuais. Levantamento do Datafolha foi realizado em 27 municípios do estado.
Depois de atingir o pico de sua popularidade na série do Datafolha no
Estado do Rio, em novembro de 2010, o governador Sérgio Cabral despencou
30 pontos percentuais em pesquisa realizada pelo instituto e publicada
no jornal "Folha de S.Paulo".
No levantamento de sexta-feira, após seis anos e meio de mandato, ele
obteve 25% de ótimo e bom, a menor pontuação da série, principalmente se
levado em consideração que, em novembro de 2010, Cabral atingiu o ápice
com 55% de ótimo.
Em março de 2007, quando foi eleito pela primeira vez, Cabral tinha
aprovação de 48% de seu governo, considerado ótimo pelas pessoas
ouvidas.
A soma de ruim e péssimo também é a maior, 36%, em junho. Em novembro
passado, o índice era de 12% e em março de 2007, era de 11%. Cabral foi
alvo dos manifestantes, que acamparam na frente de seu apartamento.
A pesquisa foi realizada nos dias 27 e 28 de junho. Foram ouvidas 1.108
pessoas em 27 municípios. A margem de erro é dois pontos percentuais
para mais ou para menos.
Avaliação de Eduardo Paes despencou 20 pontos percentuais
A avaliação do governo do prefeito do Rio, Eduardo Paes, também caiu.
Segundo a pesquisa Datafolha, Paes caiu de 50% para 30%. A pesquisa
realizada entre os dias 27 e 28 de junho com 605 entrevistados e tem
margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
De acordo com a série da Datafolha, Paes tinha aprovação 38% em março
de 2009, chegou a 50% em agosto de 2012 e agora, após as manifestações
que tomaram conta da cidade, o índice de ótimo baixou para 30%. Diversas manifestações aconteceram em junho
Ao longo do mês passado, uma série de protestos aconteceram em todo o
estado do Rio pedindo a redução das tarifas de ônibus e a melhoria na
qualidade de vida da população. Em algumas, os manifestantes chegaram a
acampar em frente ao prédio onde mora o governador no Leblon, na Zona
Sul do Rio.
Representantes de moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu se
reuniam, na sexta-feira (28), com o governador no Palácio Guanabara, em
Laranjeiras, para discutir questões de interesse das comunidades.
Segundo Denis Neves, estudante de Design, nascido e criado na Rocinha, a
principal reivindicação é o saneamento básico, seguido de educação,
saúde e transporte.
Na quinta (27), cinco integrantes do grupo de estudantes que acampou em
frente à casa do governador. Durante o encontro, o representante do
grupo nomeado "Somos o Brasil", Eduardo Oliveira, informou que ele não
faz mais parte do grupo que permanece acampado perto da casa do
governador, na Rua Delfim Moreira. Na reunião, o grupo pediu mais
segurança ao governador durante os protestos.