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sábado, 14 de março de 2015

Filha de envolvido no escândalo HSBC costuma reclamar da "corrupção no Brasil"


  Novos nomes de brasileiros envolvidos no escândalo HSBC-Swissleaks foram revelados e lista traz ex-diretor do Metrô paulista, Paulo Moreira da Silva, na gestão de José Serra. Chama a atenção que a filha do ex-diretor, também citada no esquema, seja bem ativa em campanhas contra a corrupção nas redes sociais
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Militante tucana “contra a corrupção” é filha de envolvido no escândalo Swissleaks. Fernanda Mano de Almeida também mantinha conta no HSBC
lista dos 8.667 clientes brasileiros do HSBC na Suíça teve mais alguns nomes divulgados. Dois ex-diretores do Metrô de São Paulo– Paulo Celso Mano Moreira da Silva e Ademir Venâncio de Araújo – estão entre os clientes da filial do banco. Além deles, a esposa de ambos e as duas filhas de Silva também estão entre os correntistas.
Chama a atenção que a filha de Paulo Celso Mano Moreira da Silva, ex-diretor da estatal paulista na gestão José Serra, seja bem ativa em campanhas contra a corrupção nas redes sociais.
Ironia
Em 1997, Moreira da Silva abriu uma conta no país helvético e acrescentou duas filhas como beneficiárias da conta: Fernanda Mano de Almeida, 41 anos, e Mariana Mano Moreira da Silva, 38 anos. No período em que o Swissleaks é investigado, ele apresentava um saldo de US$ 3,032 milhões.
A ironia do caso é que Fernanda é uma agitadora das redes sociais, militante fervorosa do PSDB. Em fevereiro do ano passado, ela postou uma imagem em seu perfil no qual aparece a seguinte inscrição: “Campanha contra a corrupção no Brasil – Eu tenho vergonha dos políticos brasileiros”. Ela também compartilhou imagens de apoio à candidatura de Aécio Neves à
Presidência.
Improbidade
Paulo Celso Mano Moreira da Silva é acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público do Estado por suspeita de corrupção com a Alstom. Em 2014, ele entrou na mira do MP após a multinacional francesa Alstom reconhecer que pagou propina a funcionários públicos brasileiros ligados ao governo de São Paulo.
Consta ainda entre os clientes, o brasileiro Henry Hoyer, envolvido na Lava Jato. Ele foi citado em depoimentos da operação e teria substituído o doleiro Alberto Youssef como repassador de propinas a políticos ligados ao Partido Progressista (PP).
Curiosidade
Há uma curiosidade em relação a Henry Hoyer. Sua conta existiu apenas por um breve período no HSBC de Genebra: a abertura foi em 20 de julho de 1989; o encerramento, em 29 de agosto de 1990. No entanto, os registros no HSBC permaneceram ativos até 2007.
Além desses nomes envolvidos no Cartel dos Trens de SP e de Hoyer, familiares da empreiteira Queiroz Galvão estão nos registros do SwissLeaks. O UOL e O Globo têm acesso aos dados dos brasileiros que mantiveram contas na filial suíça do banco britânico HSBC, movimentando R$ 20 bilhões apenas de 2006 a 2007.
Em carta enviada ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), blogueiros brasileiros pedem acesso aos dados, para dar mais transparência à cobertura do caso.
A lista de clientes internacionais de 106 mil contas traz o grupo de mídia Clarín, da Argentina, além de nomes vinculados a governos autoritários e tráfico de armas. A investigação foi revelada pelo ICIJ baseada no vazamento de 60 mil arquivos. Foi o ex-funcionário do HSBC Herve Falciani quem forneceu o material a autoridades francesas, até que o jornal Le Monde o compartilhou com o ICIJ que reúne 140 jornalistas de 45 países.


Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/03/filha-de-envolvido-no-escandalo-hsbc-costuma-reclamar-da-corrupcao-no-brasil.html

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