Novos nomes de brasileiros envolvidos no escândalo HSBC-Swissleaks foram
revelados e lista traz ex-diretor do Metrô paulista, Paulo Moreira da Silva, na
gestão de José Serra. Chama a atenção que a filha do ex-diretor, também citada
no esquema, seja bem ativa em campanhas contra a corrupção nas redes sociais
Militante tucana “contra a corrupção” é filha de envolvido no escândalo Swissleaks. Fernanda Mano de Almeida também mantinha conta no HSBC
A lista dos
8.667 clientes brasileiros do HSBC na Suíça teve mais alguns
nomes divulgados. Dois ex-diretores do Metrô de São Paulo– Paulo Celso Mano
Moreira da Silva e Ademir Venâncio de Araújo – estão entre os clientes da
filial do banco. Além deles, a esposa de ambos e as duas filhas de Silva também
estão entre os correntistas.
Chama a atenção que a filha de Paulo Celso Mano Moreira da Silva,
ex-diretor da estatal paulista na gestão José Serra, seja bem ativa em
campanhas contra a corrupção nas redes sociais.
Ironia
Em 1997, Moreira da Silva abriu uma conta no país helvético e
acrescentou duas filhas como beneficiárias da conta: Fernanda Mano de Almeida,
41 anos, e Mariana Mano Moreira da Silva, 38 anos. No período em que o
Swissleaks é investigado, ele apresentava um saldo de US$ 3,032 milhões.
A ironia do caso é que Fernanda é uma agitadora das redes sociais,
militante fervorosa do PSDB. Em fevereiro do ano passado, ela postou uma imagem
em seu perfil no qual aparece a seguinte inscrição: “Campanha contra a
corrupção no Brasil – Eu tenho vergonha dos políticos brasileiros”. Ela também
compartilhou imagens de apoio à candidatura de Aécio Neves à
Presidência.
Improbidade
Paulo Celso Mano Moreira da Silva é acusado de improbidade
administrativa pelo Ministério Público do Estado por suspeita de corrupção com
a Alstom. Em 2014, ele entrou na mira do MP após a multinacional francesa
Alstom reconhecer que pagou propina a funcionários públicos brasileiros ligados
ao governo de São Paulo.
Consta ainda entre os clientes, o brasileiro Henry Hoyer, envolvido na
Lava Jato. Ele foi citado em depoimentos da operação e teria substituído o
doleiro Alberto Youssef como repassador de propinas a políticos ligados ao
Partido Progressista (PP).
Curiosidade
Há uma curiosidade em relação a Henry Hoyer. Sua conta existiu apenas
por um breve período no HSBC de Genebra: a abertura foi em 20 de julho de 1989;
o encerramento, em 29 de agosto de 1990. No entanto, os registros no HSBC
permaneceram ativos até 2007.
Além desses nomes envolvidos no Cartel dos Trens de SP e de Hoyer,
familiares da empreiteira Queiroz Galvão estão nos registros do SwissLeaks. O UOL e O
Globo têm acesso aos dados dos brasileiros que mantiveram contas na
filial suíça do banco britânico HSBC, movimentando R$ 20 bilhões apenas de 2006
a 2007.
Em carta enviada ao Consórcio Internacional de Jornalistas
Investigativos (ICIJ), blogueiros brasileiros pedem acesso aos dados, para dar
mais transparência à cobertura do caso.
A lista de clientes internacionais de 106 mil contas traz o grupo de
mídia Clarín, da Argentina, além de nomes vinculados a governos autoritários e
tráfico de armas. A investigação foi revelada pelo ICIJ baseada no vazamento de
60 mil arquivos. Foi o ex-funcionário do HSBC Herve Falciani quem forneceu o
material a autoridades francesas, até que o jornal Le Monde o
compartilhou com o ICIJ que reúne 140 jornalistas de 45 países.
Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/03/filha-de-envolvido-no-escandalo-hsbc-costuma-reclamar-da-corrupcao-no-brasil.html
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