Movimentos fazem 'semana de lutas' pelo transporte público em São Paulo
22/10/2013
Da Rede Brasil Atual
Começou
na madrugada de ontem (21), com uma manifestação no bairro do M'Boi
Mirim, na zona sul de São Paulo, a “Semana de Luta por Transporte
Público” na capital. Organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL) em
conjunto com coletivos regionais da cidade, a jornada tem protestos
marcados para quarta (23) e quinta-feiras (24). E será encerrada com uma
passeata pelo centro, na sexta-feira (25), com concentração no Teatro
Municipal, às 17h.
“Desde 2005, fazemos manifestações em todo
país na semana do 26 de outubro para marcar essa data como uma ocasião
de luta por um transporte verdadeiramente público, sem tarifa e gerido
sob controle popular”, afirma o MPL, em nota, lembrando que a data
remete à "Revolta da Catraca", mobilização contra o aumento da tarifa em
Florianópolis, em 2004, que está nas origens do movimento.
O
mote principal da Semana de Lutas e do protesto que será realizado no
centro de São Paulo é a tarifa zero. Ao longo da semana, porém, as
manifestações terão outros alvos.
O ato de ontem (21) interditou a
Estrada do M’Boi Mirim, entre as 4h50 e as 9h. De acordo com a Agência
Brasil, cerca de 300 manifestantes participaram do protesto, que pedia o
retorno de linhas de ônibus que servem a região e teriam sido suspensas
pela prefeitura. Eles pediam também a duplicação da Estrada do M’Boi
Mirim.
Na quarta-feira (23), a passeata ocorre nos bairros de
Grajaú, Varginha e Parelheiros, também na zona sul da capital. O
movimento pede criação de linhas circulares entre os bairros com
funcionamento 24 horas, volta das linhas diretas bairro-centro e
construção das estações de trem nos terminais Varginha e Parelheiros.
Atualmente, a malha ferroviária chega até o Grajaú.
O retorno das
linhas que ligam os bairros até o centro também estão entre os motivos
da passeata convocada para quinta-feira (24) no Campo Limpo, outro
distrito da zona sul.
O MPL de São Paulo foi um dos responsáveis
pelas manifestações de junho. O movimento, porém, se retirou da cabeça
da mobilização logo depois da redução da tarifa do transporte público na
cidade, que baixou de R$ 3,20 para R$ 3 no dia 20 daquele mês. Mas
voltou a convocar manifestações pontualmente: por exemplo, contra o
“sufoco” no Metrô e na CPTM depois das denúncias de formação de cartel
no governo do estado.
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/26412
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