Rússia vai apoiar Síria em caso de ataque estrangeiro, diz Putin
Ele se reuniu com Barack Obama; presidente estadunidense disse que preferiria resolver intervenção via ONU, mas "não pode"
O
presidente russo, Vladmir Putin, afirmou nesta sexta-feira (06/09) que o
país vai “apoiar” a Síria em caso de “ataque militar estrangeiro”. A
declaração foi dada em entrevista coletiva à imprensa em São
Petersburgo, onde acontece a reunião do G20.
Putin
também foi categórico ao afirmar que o ataque químico na Síria foi “uma
provocação dos rebeldes [oposição] para conseguir apoio internacional”.
O
presidente russo disse que as opiniões estão dividas no G20. EUA,
França, Árabia Saudita, Canadá e Turquia defendem a intervenção militar.
Putin lembrou que o primeiro-ministro britânico, James Cameron, também
apoia a ação militar, mas o parlamento do Reino Unido foi contra. A
chanceler alemã, Angela Merkel, é cautelosa e prefere não participar da
possível intervenção.
Unindo-se à voz russa
contra uma ação na Síria, Putin destaca a Índia, a China, o Brasil, a
Indonésia, a Argentina, a África do Sul e a Itália. O líder russo
lembrou ainda que o secretário-geral da ONU e o Papa Francisco são
contra a intervenção militar.
Obama e Putin
Putin
e o presidente estadunidense, Barack Obama, tiveram uma reunião a
portas fechadas nesta sexta, marcada pela crescente tensão na escalada
do conflito na Síria e da iminente intervenção estadunidense. Durante a
reunião, o assunto foi debatido, mas os líderes não chegaram a um
consenso, explicou o conselheiro para política externa de Putin, Yuri
Ushakov.
Obama e Putin estavam planejando uma
reunião bilateral em Moscou antes da Cúpula do G20, mas o presidente
estadunidense cancelou depois de Moscou ter concedido asilo a Edward
Snowden, que revelou ao mundo as espionagens estadunidenses. Com
jornalistas, o estadunidense brincou com a situação, ao dizer que
conversou com Putin sobre Snowden, mas, que esse último “não veio [à
Cúpula]”.
Preferia, mas não posso resolver o problema via ONU, diz Obama
Após
a entrevista de Vladimir Putin, foi a vez de Barack Obama falar às
centenas de jornalistas que desde cedo esperavam na porta do salão
destinado para o líder estadunidense. O conflito da Síria foi mais uma
vez o assunto principal. Obama disse que preferiria resolver o problema
através das Nações Unidas, mas que não “podia”. Para ele, é necessária
uma resposta internacional que não virá do Conselho de Segurança da ONU.
O
presidente estadunidense disse ainda que as armas químicas utilizadas
pelo governo de Assad não são apenas uma tragédia síria, mas constituem
“uma ameaça à paz e à segurança global”
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/25804
Nenhum comentário:
Postar um comentário