O presidente Vladimir Putin. Rússia mandou mais um navio de guerra
A Rússia está enviando um navio de guerra ao leste do Mediterrâneo para
assumir as operações da Marinha russa na região, disse a agência de
notícias Interfax nesta quarta-feira (4), citando uma fonte militar, à
medida que os Estados Unidos se preparam para um possível ataque à
Síria.
O governo russo é aliado do regime do atual presidente sírio, Bashar
Assad, mas não descarta ajudar em um eventual ataque à Síria caso
evidências claras mostrarem que o regime sírio realizou ataques com
armas químicas.
O cruzador russo está previsto para chegar em aproximadamente 10 dias
ao leste do Mediterrâneo, onde vai se juntar a outros navios da unidade
naval regional da Rússia, disse a fonte não identificada.
Putin quer provas
O presidente russo, Vladimir Putin, disse, em entrevista publicada nesta quarta-feira, que a Rússia não descarta aprovar uma operação militar na Síria
se evidências claras mostrarem que Damasco realizou ataques com armas
químicas, mas disse que qualquer ação militar será ilegal se não tiver o
apoio da ONU.
Em entrevista à AP e à russa First Channel, divulgada na véspera da
reunião de líderes do G20 em São Petersburgo, Putin disse que espera
manter conversações com o presidente dos EUA, Barack Obama,
paralelamente à cúpula, dizendo há muito o que discutir.
Os laços entre Estados Unidos e Rússia pioraram para um dos níveis mais
tensos desde o final da Guerra Fria em consequência de vários assuntos,
incluindo a violência na Síria, onde a Rússia tem sido a mais
importante protetora do presidente Bashar Assad.
Perguntado se a Rússia concordaria com uma ação militar se ficasse
provado que o governo sírio realizou um ataque com armas químicas, Putin
respondeu: "Eu não descarto isso".
No entanto, Putin também deixou claro que a Rússia ainda não aceita a
alegação de norte-americanos e europeus de que as forças de Assad estão
por trás de um ataque químico em 21 de agosto, que Washington diz ter
matado mais de 1.400 pessoas.
"Não temos dados de que essas substâncias químicas --e ainda não está
claro se foram armas químicas ou simplesmente algumas substâncias
químicas nocivas-- foram utilizadas precisamente pelo Exército oficial
do governo", disse.
Obama viaja para a cúpula do G20 após ter assegurado o apoio de
figuras-chave do Congresso dos EUA a favor de uma ação militar limitada
na Síria. (Com Reuters)
Nenhum comentário:
Postar um comentário