Rio
Em protesto contra restrição a máscaras, Anonymous ataca site do MP-RJ
Em protesto contra a decisão da comissão especial de Investigação de
Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas - formada pelo Ministério
Público, polícias Militar e Civil, e Tribunal de Justiça -, que entrou
com uma medida na Justiça Criminal que proíbe o uso de máscaras em
protestos no Rio de Janeiro e também determina que manifestantes se
identifiquem imediatamente aos policiais em meio a manifestações, o
grupo hacker Anonymous atacou a página da promotoria fluminense nesta
quarta-feira.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro
(MP-RJ), o grupo de ativistas assumiu a autoria das ações, “mas, até o
momento, não há como precisar quais são os responsáveis por esses
ataques”.
Em sua página no Facebook, o Anonymous assumiu a ação e
ironizou o MP do Estado. “Ae cambada (sic) do MPRJ, só um aviso, acho
bom revogar a proibição das máscaras ou comprarem um novo servidor,
porque esse aqui não vai levar enquanto esse ato claro de ditadura não
for revogado”, diz uma publicação do grupo.
Em outro texto,
publicado por volta das 10h40, o Anonymous afirma que o ataque durou
mais do que uma hora e 30 minutos. “Podem ter certeza que tenho
armamento suficiente para deixar o resto do ano off (fora do ar, o
site). Já disse, enquanto não revogarem a proibição das máscaras essa
m.. não vai voltar a funcionar”, afirma um hacker do grupo.
“Dia 7
de Setembro vou às ruas, com todos os brasileiros, e vou com a minha
máscara, e espero que todos usem, pois prender quatro ou 10 é fácil,
quero ver prenderem milhares”, desafia o texto.
Segundo o MP
fluminense o site da instituição “foi retirado temporariamente do ar,
como medida de proteção”. “O MPRJ esclarece que não houve
comprometimento de seu banco de dados.”
Ainda de acordo com a
promotoria fluminense, a Secretaria de Tecnologia da Informação e de
Comunicação (STIC) “está tomando todas as providências cabíveis para
proteção e restabelecimento desses serviços”.
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