Navio de guerra russo parte em direção à Síria
O navio de desembarque "Nikolai Filchenkov", da Frota russa, partiu nesta sexta-feira em direção à Síria
Navio de desembarque "Nikolai
Filchenkov": navio de 113 metros de comprimento tem capacidade para 300
infantes de marinha e cerca de 20 tanques
Moscou - O navio de desembarque "Nikolai Filchenkov", da Frota russa do Mar Negro, partiu nesta sexta-feira em direção à Síria, onde chegará após atravessar o Estreito de Bósforo, informou hoje um porta-voz da Armada da Rússia.
"O "Nikolai Filchenkov", que partirá da base naval russa de Sebastopol,
será abastecido no porto russo de Novorossiysk (no Mar Negro) com uma
carga destinada ao país árabe", declarou a fonte à agência oficial "RIA
Novosti".
"A tripulação viajou à Síria em dezenas de ocasiões, portanto não
podemos considerar que essa operação seja algo extraordinário", explicou
o porta-voz.
O navio de 113 metros de comprimento tem capacidade para 300 infantes de marinha e cerca de 20 tanques.
Nesta semana, o Estado-Maior da Armada russa assegurou que seus navios
presentes no Mediterrâneo Oriental estão capacitados para influir na
situação militar da região na qual a Síria se encontra.
O chefe da Administração presidencial russa, Sergei Ivanov, assegurou
ontem que, se for preciso, os navios presentes no Mediterrâneo Oriental
poderiam retirar os cidadãos russos residentes na Síria.
De acordo com fontes militares, o cruzeiro lança mísseis "Moskvá",
embarcação insígnia da frota russa do Mar Negro, suspendeu sua prevista
travessia a Cabo Verde para tomar rumo ao estreito de Gibraltar.
Nesse caso, segundo as agências locais, o "Moskvá" assumiria o comando
da pequena frota russa no Mediterrâneo Oriental, onde a Rússia conta com
sua única base naval no exterior no porto sírio de Tartus.
Por sua vez, a Marinha estuda ampliar sua presença naval na zona com o destróier "Nastoichivy" e a fragata "Smietlivi".
Nesta semana, com a missão de obter informações sobre a situação
militar em frente à costa síria, a Marinha russa já havia enviado ao
Mediterrâneo a embarcação de reconhecimento "Priazovie".
Após mais de 20 anos de hiato, devido à desintegração da União
Soviética, a Marinha russa retomou sua presença permanente no
Mediterrâneo em junho.
Entre 1967 e 1992, a V Frota soviética era integrada por 30 navios de
superfície, 15 submarinos e vários navios de apoio, sendo que seu
objetivo era prevenir um ataque por parte da VI Frota americana contra a
URSS.
Fonte: http://exame.abril.com.br
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