Justiça acata processo contra Cabral, Eike Batista e Luciano Coutinho
- Estados do Brasil:
Pequenos agricultores denunciam constantes ameaças e uso de violência no processo de desapropriação da região
Nesta
quarta-feira (21), a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ),
Nancy Andrighi, acatou a queixa-crime apresentada por 29 agricultores do
5º Distrito do município de São João da Barra, a 140 Km do Rio de
Janeiro (RJ), contra o governado Sérgio Cabral, o presidente do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano
Coutinho, e o empresário Eike Batista.
As acusações são por
irregularidades no processo de desapropriação da região para a
construção do porto concebido por Eike Batista: o Complexo Portuário do
Açu. As vítimas alegam que a Companhia de Desenvolvimento Industrial do
Estado do Rio de Janeiro (Codin) e a empresa LLX, de Eike, usaram, além
de constantes ameaças, a violência para retirar os moradores dos imóveis
e que o BNDES cometeu irregularidades ao liberar a verba para o poder
público manter as atividades de desapropriação.
As
irregularidades teriam começado em 2008 quando Cabral aprovou de forma
“ilegal” e “arbitrária” dois decretos de desapropriação de mais de sete
mil hectares na região de Açu, que posteriormente foram repassados para a
LLX.
A partir daí, segundo as denúncias, a empresa de Eike tem
liderado de forma truculenta e abusiva as negociações de indenizações
das propriedades dos pequenos agricultores que sobreviviam na região com
o plantio de maxixe, quiabo, feião, entre outros .
O documento
que passa a tramitar no STJ, ainda solicita ao ministro do Tribunal o
afastamento de Sérgio Cabral e Luciano Coutinho.
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