Chelsea Manning: responsável por vazar documentos dos EUA revela ser mulher
Um
dias após ser condenado a 35 anos de prisão por vazar documentos
confidenciais para o site Wikileaks, o militar conhecido até então como
Bradley Manning, 25, afirmou que é uma mulher. Em carta lida em um
programa de TV da emissora NBC News, ela disse nesta quinta-feira (22)
que quer viver com o nome de Chelsea.
"Como uma
transição para este próximo estágio da minha vida, quero que todos
conheçam o verdadeiro eu. Eu sou Chelsea Manning. Sou uma mulher. Dada a
maneira como me sinto, e tenho me sentido desde criança, quero começar
um tratamento hormonal assim que possível. Espero que vocês me apoiem
nesta transição", afirmou.
"Solicito também que,
começando hoje, vocês se refiram a mim pelo meu novo novo e use o
pronome feminino [salvo em correspondência oficial à prisão]. Espero
receber cartas de apoiadores e ter a chance de escrever de volta", diz
Chelsea, que poderá solicitar liberdade condicional em sete anos.
Conforme escreveu a Revista Samuel,
Manning já deixou clara a mudança de gênero durante correspondência om o
hacker Adrian Lamo — que viria a entregá-lo às autoridades apenas
alguns dias mais tarde. "eu questionei o meu gênero durante vários
anos... a orientação sexual foi fácil de descobrir... mas eu comecei a
aceitar isso durante os primeiros meses da minha missão [no Iraque]",
disse em 2010.
Ainda segundo a Samuel, em julho do mesmo ano, a New York Magazine publicou
um longo e detalhado perfil de Manning. Entre os entrevistados, um
terapeuta anônimo que afirma ter falado com Manning pela internet sobre o
assunto. "Bradley sentia que era uma mulher. Ele estava muito decidido
sobre isso. Ele realmente queria fazer a cirurgia."
Em
abril de 2010, um mês antes de ser preso, Manning enviou um email a um
de seus superiores dizendo que era transgênero. Em anexo, havia uma foto
sua com maquiagem e vestindo uma peruca loira.
Foto: Reprodução
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