Em artigo, Fidel Castro relembra episódios da Guerra Fria
No primeiro artigo em quatro meses, publicado em seu
aniversário de 87 anos, Fidel destaca amizade com o ex-presidente
venezuelano Hugo Chávez
14/08/2013
Gabriela Néspoli,
Em
artigo publicado nessa terça-feira (13), dia em que completou 87 anos, o
líder cubano Fidel Castro descreve os momentos marcantes de sua
carreira política, como o envolvimento do país na Guerra Fria, a Crise
dos Mísseis e a amizade com o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez.
Ao
discorrer sobre a Guerra Fria, Fidel relembra que, inicialmente, Cuba
não estava interessada em servir de base para os foguetes soviéticos por
conta da intenção de ser um exemplo de independência para os países da
América Latina. Segundo o líder da Revolução Cubana, a grande admiração
pelo então premiê Nikita Kruschev e a defesa da “causa revolucionária”
fizeram-no aceitar o pedido do comandante da URSS, que apresentava a
instalação dos mísseis em solo cubano como uma arma de persuasão
imprescindível para a defesa do socialismo.
Apesar
da enorme admiração pela União Soviética, que firmou importantes
parcerias comerciais com Cuba após os embargos estadunidenses atingirem o
país, Fidel assume que “deixaria de ser transparente se não apontasse
um momento azedo nas relações com a URSS”. Este seria o acordo firmado
entre Kruschev e o presidente Kennedy, que culminou na retirada dos
foguetes soviéticos de Cuba, ação articulada sem a consulta do
ex-presidente cubano.
Fidel também relembra o
aviso dado, na década de 1980, pelo então presidente da URSS, Yuri
Andropov, que teria lhe informado que, caso os Estados Unidos invadissem
o país caribenho, os cubanos teriam de lutar sozinhos. No entanto, ele
poderiam contar com o abastecimento de armas gratuitamente pela URSS.
No
texto, o líder da Revolução Cubana também afirma que hoje “guarda uma
lembrança especial do melhor amigo que tive em meus anos de atividade
política”, se referindo ao ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para
quem dedica alguns parágrafos da narrativa. Num deles, o autor destaca
que tanto Chávez, um “homem de ações e ideias”, quanto o libertador
Símon Bolívar, “reuniram a grandeza suficiente para ocupar um lugar de
honra na história humana”.
O texto faz parte da
série “Reflexões”, que começou a ser publicada durante a convalescença
do ex-presidente. Sobre esse período, o líder da Revolução Cubana afirma
que, ao deixar a Presidência, em 2006, estava longe de imaginar que
viveria por mais sete anos. No entanto, Fidel relata que está
aproveitando a convalescência para ler e estudar, fazendo descobertas
que estão surpreendendo a todos.
Leia o artigo na íntegra (em espanhol) em: http://bit.ly/14LN3wN
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