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domingo, 31 de maio de 2015

Fim da reeleição: como votou cada deputado

Fim da reeleição: como votou cada deputado

Nenhum partido defendeu a manutenção da reeleição; regra não vale para atuais prefeitos e governadores em primeiro mandato 

Roberto Stuckert Filho / PR
Lula, Dilma e FHC
Lula, Dilma e FHC: os únicos reeleitos 

Depois das reeleições de três presidentes da República, a Câmara aprovou nesta quarta-feira 27 uma emenda que acaba com a reeleição para os cargos de chefe do Executivo municipal, estadual e federal. Ao contrário de outros temas da reforma política, o fim da reeleição não causou polêmica. Nenhum partido recomendou voto contrário e o texto foi aprovado por 452 votos favoráveis contra 19 votos contrários.
De acordo com o entendimento de muitos dos líderes da Casa, a emenda, caso seja aprovada também pelo Senado, não afeta a possibilidade de reeleição dos prefeitos que chegaram ao cargo em 2012 nem dos governadores eleitos pela primeira vez no ano passado.
Confira abaixo como votou cada deputado:
ParlamentarUFVoto
DEM
Alberto Fraga DF Sim
Alexandre Leite SP Sim

Comunicação

Política

Comunicação

Vai sair o Canal da Educação. Mas não era um canal público?

por Veridiana Alimonti*

Concebido para integrar o sistema público de TV, canal terá programação produzida pelo MEC, secretarias de educação e universidades federais  

Herivelto Batista/Ministério das Comunicações
O lançamento do Canal
O lançamento do Canal
No último dia 14 de maio, foi lançado o Canal da Educação, um dos canais públicos previstos no Decreto 5.820/2006, que definiu o padrão de TV digital no Brasil e estabeleceu diretrizes para a transição do sistema analógico. A Portaria que regulamenta o canal (2.098/2015) foi assinada entre Ministério da Educação e Ministério das Comunicações. Contudo, o que deveria ser concebido como um canal público parece inaugurar outro capítulo de confusões com o sistema estatal na televisão brasileira.
A previsão de novos canais públicos foi uma das poucas boas notícias que vieram com o decreto da TV digital. A definição do padrão japonês, ainda que com o Ginga brasileiro, e a consignação às emissoras existentes de uma faixa adicional do espectro com tamanho que, na tecnologia digital, permitiria a transmissão de bem mais do que uma programação, marcaram a escolha do governo federal pela alta definição em detrimento de maior pluralidade na televisão. Apesar disso, o decreto de 2006 estabeleceu a criação de ao menos quatro novos canais digitais: do Poder Executivo, da Cidadania, da Cultura e da Educação.
Embora a exploração desses canais tenha sido atribuída ao Poder Público federal, desde aquele momento os canais da Cidadania, da Cultura e da Educação foram compreendidos como parte do sistema público de radiodifusão. Isso está explícito numa portaria de 2009 que reserva canais digitais para o que passou a

Aneurisma da aorta abdominal

Aneurisma da aorta abdominal

por Drauzio Varella

É traiçoeiro e oculta os sintomas. Na Inglaterra, o ultrassom preventivo é obrigatório para os idosos
Esse tema interessa especialmente aos que chegaram aos 65 anos.
Os aneurismas da aorta abdominal são dilatações do segmento da aorta situado abaixo do diafragma e acima da bifurcação que a artéria sofre para formar as ilíacas, que vão nutrir os membros inferiores.
Na definição clássica, a dilatação deve ter mais de 50% do diâmetro da aorta. A maioria dos especialistas, no entanto, considera como aneurismas as dilatações acima de 3 centímetros.
Shutterstock
Aorta-abdominal
Segmento da aorta abdominal situado abaixo do diafragma

A história natural é caracterizada por expansão progressiva, com grande variação individual: alguns permanecem estáveis durante anos, outros crescem rapidamente. São traiçoeiros. Costumam evoluir de forma assintomática ou provocar dor pouco característica até a ruptura, ocasião em que a letalidade vai de 85% a 90%. Daqueles que ainda chegam vivos no hospital apenas 50% a 70% sobrevivem.
Os fatores de risco dividem-se em dois grupos: não modificáveis (sexo masculino, história familiar e idade) e modificáveis (fumo, hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade, raça branca e doença aterosclerótica preexistente).
Fumo (sempre ele) é o principal fator de risco. A prática regular de exercícios e o consumo de vegetais, frutas e

Reforma Política

Reforma Política

Esperteza, quando é muita, come o dono

por Jean Wyllys

Do que é que Cunha e Russomano se esqueceram na hora de fazer a manobra ilegal do financiamento?  


Reprodução
Jean Wyllys protesta contra a manobra de Cunha
Mandado de Segurança contra a manobra golpista do Eduardo Cunha para aprovar essa emenda já foi protocolado no Supremo Tribunal Federal

Vocês que acompanharam a tramitação da (contra) "reforma política" na House of Cunha sabem que, um dia depois de o presidente da Casa ter perdido a votação em que tentou incluir na Constituição, mediante emenda, o financiamento empresarial de campanha, ele fez uma manobra ilegal para votar novamente e, dessa vez, obteve a maioria necessária.
Vocês que acompanharam sabem, também, que a "emenda aglutinativa" rejeitada permitia a doação de empresas a partidos e candidatos, e o artifício usado por Cunha na segunda votação foi pedir ao deputado Celso Russomano, do PRB, que apresentasse (fora do tempo, quando a matéria já tinha sido rejeitada) uma nova "emenda aglutinativa" que permite a doação de empresas (pessoas jurídicas) apenas a partidos, mas não a candidatos, que só poderão receber dinheiro ou bens estimáveis em dinheiro de pessoas físicas. Certo?
Pois bem, leiam com muita atenção o que o

Especial Professores em Luta: um mês da truculência no Paraná

Especial Professores em Luta: um mês da truculência no Paraná

Foto: Joka Madruga
Em 29 de abril, mais de 200 pessoas, a maioria professores, ficaram feridas após ação da Polícia Militar (PM), a mando do governador Beto Richa, para dispersar os manifestantes que protestavam contra um projeto de lei que altera a Previdência no Paraná. O Brasil de Fato reuniu uma série de matérias e análises sobre o caso que completam um mês, nesta sexta-feira.
   
  
   

   
 MATÉRIAS 
 

Governo do Paraná descumpre Lei de Acesso à Informação

 
   
 

Após aprovar lei no dia do massacre, Richa saca R$ 500 milhões da previdência

 
   
 

Armas: do Oriente Médio ao Centro Cívico de Curitiba

 
   
 

Governo do Paraná gastou R$ 6,3 mi com um só fabricante de armas em 2014

 
   
  

Praça Nossa Senhora da Salete é rebatizada por jovens em Curitiba

 
   
 

A casa caiu: Beto Richa e o governo em xeque

 
   
 

ARTIGOS

 
   
 

12 % de aumento? “Nem tudo que reluz é ouro”

 
   
 

   DEPOIMENTOS

 
   
                                         29 de abril: o ocaso da civilização 
  

 Fonte:http://www.brasildefato.com.br/node/32168

O Brasil precisa lavar seu presente, mas sobretudo seu passado que segue impune

O Brasil precisa lavar seu presente, mas sobretudo seu passado que segue impune

Nos últimos 30 anos, país viveu verdadeira coleção de escândalos

Jornal do Brasil

Nos últimos anos, o Brasil tem sido bombardeado pela grande mídia exaltando recentes casos de corrupção como os maiores escândalos da história do país, e que movimentaram a maior quantidade de dinheiro. Mas uma rápida pesquisa mostra que, lamentavelmente, na trajetória do país há uma verdadeira coleção de escândalos muito maiores, e pior, que até hoje permanecem impunes. 
O Brasil não pode assistir a esses escândalos sem punição. O Brasil precisa fazer uma grande lavagem no que está em andamento, e sobretudo no que ficou parado.
Em artigo publicado este ano no JB, o jornalista Mauro Santayana lembrou: "Em dezembro de 2014, um estudo feito pelo instituto Avante Brasil, que, com certeza não defende a “situação”, levantou os 31 maiores escândalos de corrupção dos últimos 20 anos.
Nesse estudo, o “mensalão” - o nacional, não o “mineiro” - acabou ficando em décimo-oitavo lugar no ranking, tendo envolvido menos da metade dos  recursos  do “trensalão” tucano de São Paulo e uma parcela duzentas vezes menor que a cifra relacionada ao escândalo do Banestado, ocorrido durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso, que, em primeiríssimo lugar, envolveu, segundo o levantamento, em valores atualizados, aproximadamente 60 bilhões de reais.
E ninguém, absolutamente ninguém, que dizia ser o

sábado, 30 de maio de 2015

50 anos depois, brasileiros que lutaram na República Dominicana brigam por reconhecimento

50 anos depois, brasileiros que lutaram na República Dominicana brigam por reconhecimento

 

25 maio 2015 Atualizado pela última vez 10:03 (Brasília) 13:03 GMT
No empoeirado 2º andar de um cortiço no centro do Rio de Janeiro, há um grupo de ex-soldados esquecidos.
Eles têm cerca de 70 anos e se reúnem mensalmente para tentar vencer uma "segunda missão", que já se arrasta por décadas: cobrar do governo reconhecimento e compensação financeira pelo que viveram e enfrentaram na República Dominicana.
O aposentado José Carlos Teixeira é um deles. Há 50 anos, ele desembarcava em Santo Domingo, capital da República Dominicana, de arma em punho e uniforme militar. Tinha apenas 19 anos.
Entre 1965 e 1966, cerca de 4 mil soldados brasileiros, em sua maioria jovens recrutas, seguiriam o mesmo rumo que Teixeira. Eles foram incumbidos de participar do destacamento brasileiro de uma força montada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para preservar a paz na República Dominicana, mergulhada à época em uma guerra civil.
"Éramos jovens, de 18 e 19 anos. Não tínhamos experiência militar e a grande maioria não havia sequer completado um mês de alistado", lembra Teixeira à BBC Brasil.

'Operação Power Pack'

Na ocasião, a República Dominicana vivia um período de forte instabilidade política, após o assassinato do ditador dominicano Rafael Trujillo, em 1961. Trujillo acabaria sucedido por Juan Bosch, do Partido Revolucionário Dominicano, eleito presidente em dezembro de 1962.
Mas Bosch comandaria o país por pouco tempo.
Ao lançar mão de políticas inclinadas à