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terça-feira, 7 de julho de 2015

Entrevista - Celso Amorim

Internacional

Entrevista - Celso Amorim

"BRICS deixam o mundo menos dependente de uma única fonte de poder"

por Deutsche Welle

Ex-ministro Celso Amorim diz que o grupo pode oferecer alternativas ao sistema financeiro mundial, diante da falta de vontade dos países do G7 para reformar os organismos internacionais  

Antônio Araújo/Câmara dos Deputados
Celso-Amorim
"O Brasil tem capacidade de atuar positivamente em várias situações", afirma Celso Amorim em entrevista à Deutsche Welle


Por Francis França

Os líderes dos BRICS – grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – se reúnem pela sétima vez este ano para discutir como tornar o fórum informal de países emergentes em um instrumento eficaz de desenvolvimento. Um passo decisivo já foi dado: todos os países ratificaram a criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), mais conhecido como banco dos Brics, que deve começara a operar no início de 2016.
Para o ex-ministro Celso Amorim, que ocupou as pastas das Relações Exteriores (1993-1995 e 2003-2010) e da Defesa (2011-2015), os Brics podem oferecer alternativas ao sistema financeiro mundial diante da incapacidade do G7 – grupo formado por Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido – de reformar os organismos internacioanais.
DW Brasil: Há quem diga que os países que compõem os Brics têm muito pouco em comum além do desempenho econômico – como, por exemplo, em questões de direitos humanos, proteção ambiental, defesa etc. O que mantém a unidade dos BRICS?
Celso Amorim: Eu diria que o que nos levou a uma aproximação inicialmente foi um movimento entre três países que tinham, sim, muitas afinidades, que é o chamado IBAS: Índia, Brasil e África do Sul. E a Rússia e a China – países que não se encaixam na lógica do G7 [grupo formado por Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido], mas, ao mesmo tempo, não podem ser considerados meros países em desenvolvimento – fizeram várias ações indiretas para, de alguma maneira, se aproximar do IBAS. Em 2006 o ministro russo [do Exterior], [Serguei] Lavrov, propôs que nós tentássemos fazer algumas conversas envolvendo o grupo dos Bric, que na época não englobava a África do Sul. Finalmente, depois de uma longa história, temos os Brics como eles são hoje desde 2011, um grupo de países que têm a afinidade, talvez, de não compartilhar algumas das afinidades do G7.
DW: Que afinidades não compartilhadas com o G7 seriam essas?
CA: Há um interesse comum dos países dos Brics, por exemplo, em reformar a estrutura do FMI, o sistema de cotas, o que já deveria ter ocorrido. Além de buscar mecanismos de autofinanciamento dentro do próprio grupo, ou de servir de base para financiamento de outros países em desenvolvimento. Há várias coisas que aproximam os Brics, apesar das diferenças em alguns aspectos que você mencionou – que, aliás, não são tão grandes como parecem. Porque, em relação à questão dos direitos humanos, você tem problema de racismo, de tratamento discriminatório de imigrantes, que também são problemas de direitos humanos, em países desenvolvidos. Mas essa já é outra questão.
DW: No próximo ano deve começar a funcionar o banco dos Brics, que terá atuação similar à do Banco Mundial, e um fundo de contingenciamento para crises com papel similar ao do FMI. Os Brics chegaram ao

Após pesquisa, Cunha diz que OAB é cartel e não tem credibilidade

Após pesquisa, Cunha diz que OAB é cartel e não tem credibilidade 

Publicado por Alexandre Lisboa 


Brasília - Ao comentar Pesquisa encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que aponta 74% dos entrevistados contrários ao financiamento empresarial de partidos e políticos, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou a entidade. Cunha, que é favorável ao financiamento privado, disse que a OAB é um cartel e que não tem credibilidade.
"A OAB não tem muita credibilidade há muito tempo. As minhas críticas à OAB são constantes" , afirmou Cunha. "A credibilidade deles, que não têm eleição direta, que não prestam contas como autarquia que eles são, esse roubo do exame da Ordem, com aqueles que não conseguem ter o direito a exercer a profissão pela qual eles prestaram vestibular, exerceram a faculdade e se formaram, a

domingo, 5 de julho de 2015

8 Princípios do direito do trabalho que todo trabalhador quer e deve conhecer

8 Princípios do direito do trabalho que todo trabalhador quer e deve conhecer

Publicado por Fernando Schmidt

  1. O princípio da proteção ao trabalhador – Responsável pela proteção da parte mais fraca da relação de trabalho, o trabalhador.
  2. O princípio in dubio pro operário – Na dúvida, se deve aplicar a regra trabalhista que mais beneficiar o trabalhador.
  3. O princípio da norma mais favorável – A interpretação das normas do direito do trabalho sempre será em favor do empregado e as vantagens que já tiverem sido conquistadas pelo empregado não mais podem ser modificadas para pior.
  4. O princípio da irrenunciabilidade dos direitos – Os direitos do trabalhador são irrenunciáveis, ou seja, ele não pode abrir mão de direitos que são seus de acordo com as leis trabalhistas. Não se admite que o trabalhador renuncie a direitos trabalhistas. Se ocorrer, não terá validade alguma esse ato. A renúncia a qualquer direito trabalhista é nula, e serão nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplicação dos preceitos do direito do trabalho.
  5. O princípio de que toda tentativa de fraudar o direito do trabalho será nula – A justiça trabalhista não admite fraude e não reconhece os atos praticados que estejam em desacordo com o direito do trabalho. É como se esses atos simulados não houvessem existido.
  6. Princípio da continuidade da relação de emprego – O contrato de trabalho terá validade por tempo indeterminado. O ônus de provar o término do contrato de trabalho é do empregador, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.
  7. Princípio da intangibilidade salarial – É proibido ao empregador efetuar descontos no salário do empregado. Este princípio visa proteger o

Redução da maioridade penal: o que podemos aprender com as fábulas de Esopo?

Redução da maioridade penal: o que podemos aprender com as fábulas de Esopo?

Por Bernardo de Azevedo e Souza e Thiago M. Minagé 


 
Segundo os historiadores, no século VI a. C. Teria vivido na ilha grega de Samos um curioso escravo chamado Esopo. Comprado por um filósofo, obteve sua liberdade devido a sua inteligência incomum e invejável, tornando-se um disputado conselheiro dos reis mais poderosos da época. Mas o que essencialmente destacava Esopo dentre os demais era sua aptidão de transmitir valores de fundo moral por meio de fábulasnarrativas breves, normalmente em prosa, na maior parte das vezes protagonizadas por animais falantes, que, ao final, eram seladas por uma máxima moral.
Em suas aparições em público nas praças de cidades da antiga Grécia, o fabulista relatava a crianças e adultos seus contos cheios de imaginação. Certa vez, contudo, durante uma visita a cidade grega de Delfos, Esopo teria impensadamente ofendido alguns de seus habitantes ao contar uma de suas histórias. Os délficos, por vingança, o acusaram falsamente de roubo e o condenaram à morte. Esopo foi então arremessado do alto de um precipício, sem que suas fábulas pudessem salvá-lo no momento da queda.
Apesar do desfecho trágico da vida do fabulista, suas histórias tornaram-se muito populares no século V a. C. Os cidadãos gregos citavam-nas em festas e reuniões políticas para reforçar seus pontos de vista e impressionar os convidados. O interesse em tais contos, repassados de gerações a gerações, concederam a Esopo o título de “pai da fábula”, ainda que a origem desta espécie de narrativa remonte a períodos anteriores ao nascimento do próprio escravo.
Dos autores antigos, Esopo certamente está entre os mais conhecidos. As fábulas a ele atribuídas foram editadas ininterruptamente desde a

sábado, 4 de julho de 2015

Os crimes de Onassis

Chega ao Brasil livro em que o mais importante biógrafo de Aristóteles Onassis revela como o milionário grego financiou o assassinato de Bobby Kennedy

Clayton Netz
A palavra nêmesis, de origem grega, cobre um amplo espectro de significados. O mais usual deles serve para rotular um arqui-inimigo, que desperta ao mesmo tempo ódio, respeito e até admiração.  Pois é disso que trata o livro “Nêmesis - Onassis, Jackie e o Triângulo Amoroso que Derrubou os Kennedy”, do escritor britânico Peter Evans. Na obra, recém-lançada no Brasil pela editora Intrínseca, Evans, que foi repórter investigativo do jornal “The New York Times” e venceu o Prêmio Pulitzer de 2010, relata uma guerra sem quartel entre personagens que dominaram a cena política e empresarial do mundo na segunda metade do século passado. De um lado, o poderoso armador grego Aristóteles Sócrates Onassis, um dos homens mais ricos de sua época. Do outro, o não menos poderoso (mas não tão rico) senador Bobby Kennedy, irmão mais novo do presidente americano John Kennedy, assassinado em novembro de 1963, em Dallas.  
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FACHADA
Jackie Kennedy Onassis com o segundo marido, Aristóteles Onassis.
De acordo com a filha dele, o casamento de seis anos durou, na
realidade, apenas algumas semanas depois da lua-de-mel
Trata-se de uma extensa retificação da aclamada biografia de Onassis, “Ari”, escrita pelo próprio Evans. Lançada em 1986, logo se tornou bestseller. “Falta a história real”, disse no auge do sucesso do livro Yannis Georgakis, que dirigiu a Olympic Airways, a companhia aérea de Onassis, e um de seus mais fiéis escudeiros.
A lacuna, preenchida pela nova obra, começa e termina no triângulo amoroso protagonizado pelo empresário grego, o senador Bobby Kennedy e sua cunhada, Jacqueline. Depois da morte de JFK, Bobby era um obstáculo para que o milionário concretizasse a fantasia de se casar com Jackie. E foi por intermédio do submundo da política, que Onassis conseguiu afastar de cena seu adversário. Emigrante pobre que se estabeleceu na Argentina no começo dos anos 1920, Onassis desde sempre atuou de forma pouco ortodoxa, sem grandes preocupações com a

Entenda o que levou a Grécia a chegar ao fundo do poço

Com dívida de 1,6 bilhão de euros, país paralisou sistema financeiro até o dia 6 de julho, um dia depois da data prevista para o referendo sobre as propostas de reforma dos credores do país

Entenda o que levou a Grécia a chegar ao fundo do poço LOUISA GOULIAMAKI/AFP
Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFP
 
Com bancos fechados até o dia 6 de julho, restrições limitando a 60 euros os saques em caixas eletrônicos e muita apreensão com a realização de um plebiscito, no próximo domingo, que decidirá se

Lula: "Se alguém sacaneou ou roubou a Petrobras, que pague pelo roubo"

Lula: "Se alguém sacaneou ou roubou a Petrobras, que pague pelo roubo"

Ex-presidente defende a estatal e convoca petroleiros a preservar maior empresa do Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (3), que os responsáveis pelos escândalos de corrupção na Petrobras sejam punidos, mas que os trabalhadores sejam preservados. "Se alguém sacaneou ou roubou a Petrobras, que pague pelo roubo, e que os trabalhadores não sejam punidos. Que não sejam punidos aqueles que efetivamente são responsáveis pela construção dessa extraordinária empresa, motivo de orgulho para o nosso País", disse Lula, na 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), na Escola Florestan Fernandes, em Guararema (SP).
O petista disse que aceitou participar do encontro dos petroleiros porque é preciso contar e recontar sua participação nas lutas e feitos deste país. "Tenho orgulho de ter sido o metalúrgico que levou o Jair Meneguelli (ex-sindicalista que militou ao lado de Lula no ABC) a ser cassado por fazer a primeira greve, em solidariedade aos petroleiros em 1983". "A luta da defesa da Petrobras não é só dos petroleiros. É de quem tem responsabilidade com a soberania desse país", completou. 
Lula defende a Petrobras e convoca petroleiros a preservar maior empresa do Brasil
Lula defende a Petrobras e convoca petroleiros a preservar maior empresa do Brasil
Lula acrescentou que sente muito orgulho de ter sido o presidente que capitalizou a estatal e ajudou a recuperar a indústria naval brasileira. Ele lembrou que, ao assumir a Presidência da República, a Petrobras representava apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) e hoje representa 13%. Lula disse que "se quiserem um brasileiro com orgulho da Petrobras, estou aqui" e sobre a abordagem da imprensa às questões da estatal, afirmou: "a Petrobras não é corrupção. É muito mais que isso. O Brasil não é só miséria como querem mostrar. Não queremos que não mostrem as coisas ruins, mas queremos que mostrem a verdade".
Luiz Inácio Lula da Silva também ressaltou que sente muito orgulho de ter sido o presidente sem diploma universitário que mais criou universidades neste País. "Tenho orgulho de pertencer a um partido e a