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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Boko Haram

Internacional

Entrevista

"Terror do Boko Haram atingiu novo patamar"

O etnólogo Roman Loimeier diz que meta do grupo é espalhar terror entre os civis muçulmanos. O grupo, que surgiu na Nigéria, recentemente atacou Camarões
por Deutsche Welle

Boko Haram  
 Vila atacada pelo Boko Haram em abril de 2013

As ações terroristas do grupo radical islâmico Boko Haram começam a cruzar a fronteira com os Camarões. Em entrevista à DW, o pesquisador Roman Loimeier, da Universidade de Göttingen, comparou a atividade do grupo nigeriano com o conflito mantido pelo "Estado Islâmico" na Síria e no Iraque. Loimeier analisa as mudanças de fase do Boko Haram nos últimos 12 anos e os motivos das suas investidas cada vez mais violentas contra civis.
Deutsche Welle: O Boko Haram vem espalhando o terror na Nigéria há anos, e as ações têm se tornado cada vez mais violentas. Por que não há um esforço internacional para reprimir a milícia?
Roman Loimeier: Esta é uma questão problemática. As potências internacionais já se deram conta de que o exército nigeriano tem um histórico de vender suas armas para o Boko Haram. É uma piada, é cínico. E os

Clone of Entrevista com Paulo Metri: a mídia, a Petrobras e a geopolítica

Clone of Entrevista com Paulo Metri: a mídia, a Petrobras e a geopolítica 


Divulgação
Metri enxerga uma estratégia geopolítica em torno da baixa no preço do barril e que os últimos governos – tanto tucanos quanto petistas – erraram em fazer tantos leilões de áreas de reservas petrolíferas e de gás natural

Por Rennan Martins,

O ano de 2014 foi marcado por dois acontecimentos que afetam frontalmente a Petrobras, maior e mais importante estatal brasileira. Foram estes a enorme queda no preço do petróleo e a vinda à tona do já antigo cartel e propinoduto que azeitava executivos de empreiteiras, altos funcionários e partidos políticos.
Chamado de “petrolão” por razões puramente propagandísticas, o que vimos foi o uso indiscriminado deste esquema para explicar todo e qualquer fato negativo que envolvesse a Petrobras. Bastante clara também foi a tentativa de emplacar no atual governo federal toda a culpa por esse esquema atuante desde no mínimo a década de 90.
A fim de trazer uma informação contextualizada e menos influenciada por interesses escusos, o conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania, Paulo Metri, concedeu uma entrevista.
Atento a toda a movimentação nacional e internacional do setor, Metri enxerga uma estratégia geopolítica em torno da baixa no preço do barril, considera que o risco de sanções judiciais influencia nas ações da estatal e

A monstruosidade de Belo Monte e descalabro em Altamira que Dilma não teve coragem de ver

A monstruosidade de Belo Monte e descalabro em Altamira que Dilma não teve coragem de ver

 Foto: Arquivo/Xingu Vivo Em entrevista, D. Erwin Kräutler questiona: "Por que os teólogos não aproveitaram a audiência com Dilma para unir-se aos povos indígenas no grito uníssono de “Demarcação já!”?


Por Patricia Fachin e João Vitor Santos
 Do IHU-Online

A chegada de um novo ano quase sempre traz votos de renovação e esperança. Porém, 2015 não começa com esse espírito para quem vive nas cercanias das obras de construção da Usina de Belo Monte, em Altamira, no Pará. Em entrevista concedida por e-mail para IHU On-Line, o bispo do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário – CIMIdom Erwin Kräutler, denuncia o que já havia previsto: “a grande euforia que cinco anos atrás tomou conta da cidade de Altamira, a ponto de muitos carros e motos exibirem adesivos “queremos Belo Monte”, cedeu lugar a um surdo desânimo. Até agora, nada do que comerciantes, empresários e os políticos de plantão esperaram e prognosticaram como a salvação do oeste do Pará se realizou. A cidade está quase intransitável. Homicídios, assaltos, arrastões estão na ordem do dia. O povo está apreensivo e assustado”, pontua.
A difícil situação apontada por dom Erwin é ainda mais complicada quando se tenta traçar uma perspectiva de futuro do governo que se inicia. Isso, levando em consideração as posturas que a presidente Dilma Rousseff vem adotando nesse seu segundo mandato. Além de não citar questões que são velhas demandas de povos indígenas em seu discurso de posse, a presidente nomeia Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura. Sinais que, para dom Erwin, podem dizer muito do que pode vir pela frente. “Para DilmaBelo Monte nunca foi assunto de pauta com movimentos populares ou a população diretamente impactada. (...) O governo continua a defender o latifúndio e os privilégios que tem concedido ao agronegócio contra os povos indígenas. (...) O rolo compressor continuará a passar por cima de todos nós aqui noXingu e em breve por cima dos povos do Tapajós e de outros rios da Amazônia”, prevê.
Dom Erwin Kräutler é bispo prelado de Xingu, PA, presidente do

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Bolsa Família

Sociedade

Política social

Entenda como funciona o Bolsa Família

Criticado por Ney Matogrosso e peça da campanha de Aécio e Dilma, o benefício é pago para 14 milhões de famílias; valor básico é de 70 reais
por Marsílea Gombata publicado 13/05/2014 

Elza Fiúza/ABr
catador
O catador de lixo Luiz Monteiro da Silva, 52 anos, sustenta as filhas e netos com a ajuda do que retira nas ruas e do Bolsa Família


Uma das principais bandeiras dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, o programa de transferência de renda Bolsa Família entrou na pauta eleitoral de 2014.
O anúncio do reajuste de 10% em cadeia nacional, feito às vésperas do 1º de maio pela presidenta Dilma Rousseff, e as críticas de seu opositor Aécio Neves – de que o aumento é insuficiente e não atende às recomendações das Nações Unidas sobre o combate à pobreza - mostram que o benefício dado pelo governo federal será alvo de debate e disputa durante a campanha eleitoral. Recentemente, o cantor Ney Matogrosso também desqualificou o governo, ao tecer críticas ao programa social.
Conheça mais sobre o Bolsa Família e veja quais

Francisco, o radical

Internacional

Vaticano

Francisco, o radical

O papa confirma sua opção pelos pobres e sua estatura de estadista ao reunir em Roma os movimentos populares
por Claudio Bernabucci



Papa
Depois de encontrar o papa, Stédile observa: "Ele está mais à esquerda do que muitos entre nós"

Poucos dias depois do tempestuoso epílogo do Sínodo sobre a família, se alguém considerasse incerta a rota com que o papa Francisco dirige o navio da Igreja, teria rapidamente de mudar de opinião. Com firmeza absoluta, própria de um monarca, Bergoglio defenestrou um dos principais opositores, o cardeal estadunidense Raymond Burke, do cargo de prefeito do Tribunal Supremo, o máximo órgão jurisdicional da Santa Sé. Depois de ter criticado Francisco pelas posições expressas contra os excessos do capitalismo e de se posicionar como tradicionalista em todas as questões controvertidas do recente Sínodo, Burke teve a ousadia, dias atrás, de declarar que a Igreja era “um barco sem leme”. Foi assim que o timoneiro jesuíta, para demonstrar o contrário, considerou conveniente para o cardeal o repousante novo encargo de Patrono da Ordem de Malta, ilha do Mediterrâneo onde nasceu a rosa dos ventos, a fim de permitir-lhe tempo suficiente para uma reflexão mais ponderada sobre assuntos de navegação.
Nos mesmos dias, beneficiando-se

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Cuba: uma jogada magistral de Obama

Internacional

Estados Unidos

Cuba: uma jogada magistral de Obama

Ao mudar o relacionamento com a ilha, o presidente dos EUA reforça seu legado e amplia as chances do candidato democrata em 2016
Barack Obama
Ao anunciar o restabelecimento de contatos diplomáticos com Cuba na quarta-feira 17, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, realizou uma jogada de mestre. Cuidadosamente preparada por 18 meses de negociações secretas, a guinada histórica da Casa Branca, que tem como objetivo o fim do embargo imposto à ilha em 1963, melhora a percepção externa dos EUA na América Latina, coloca no legado de Obama mais um fato positivo e pavimenta o caminho para o candidato democrata em 2016 obter vantagem significativa no cada vez mais importante eleitorado hispânico nos EUA.
No discurso em que justificou a mudança de paradigma no relacionamento com Cuba, Obama expressou argumentos usados há pelo menos duas décadas e meia pela esquerda democrática latino-americana e por pessoas de bom senso em geral. Obama classificou o embargo como parte de uma “abordagem antiquada”, que “falhou”, e lembrou as relações de Washington com a China, governada há décadas por um Partido Comunista, como Cuba. “Esses 50 anos mostraram que o

A planilha de Youssef

Política

Operação Lava Jato

A planilha de Youssef

Os 750 projetos Brasil afora sob a influência do doleiro preso na operação Lava Jato
por Fabio Serapião, com José Antonio Lima e Renan Truffi
Arte: CartaCapital
Youssef
Obras presentes na lista de Yousseff
Reportagem de capa da edição 828 de CartaCapital
Na busca e apreensão realizada na casa de Alberto Youssef durante a primeira fase da Operação Lava Jato, em 17 de março, a Polícia Federal encontrou um documento cujo conteúdo demonstra que a atuação do doleiro extrapola os limites da Petrobras e estende seus tentáculos sobre outras estatais federais, órgãos públicos estaduais, prefeituras e empresas privadas. Apreendida em meio a relógios e canetas importados, a planilha de 34 páginas, à qual CartaCapital teve acesso, traz um relatório de 747 projetos vinculados a clientes diretos, no caso as construtoras, e relacionados a um cliente final, na maioria empresas públicas e algumas privadas.
“Assim, é claro o envolvimento de Youssef e seu grupo com grandes empreiteiras, e, através da planilha apreendida, pode-se deduzir que o doleiro tinha interesse especial nos contratos dessas empresas, onde de alguma forma atuava na intermediação”, observam os policiais federais. Somadas, as obras datadas do período entre 2008 e 2012, alcançam a cifra de 11,5 bilhões de reais e sugerem uma explicação para o fato de a força-tarefa envolvida nas investigações afirmar que a organização criminosa “abrange uma estrutura criminosa que assola o País de Norte a Sul”. Chama atenção a disciplina e organização do doleiro ao produzir o relatório. Nele, cada obra é seguida do telefone fixo e celular do contato na empresa, informações detalhadas sobre o projeto, como espessura e tipo de materiais a serem utilizados, data e valor.
No caso dos projetos listados na planilha, segundo a PF, o doleiro utilizava a empresa Sanko-Sider para fechar contratos com