NAHUM SIROTSKY
EUA dizem que não permitirão que Irã produza armas nucleares; Israel vigia céus com cada vez mais intensidade
A chamada crise entre EUA e Alemanha foi muito
bem representada. Na verdade, hoje em dia, país, com condições, ouve
tudo o que conseguir alcançar. O serviço de escuta americano é o mais
poderoso e grava o que quer. O número de satélites artificiais para
segurar sistemas de informação e internet é cada vez maior. A questão é
ter tecnologia e recursos.
A denunciada escuta do celular da chanceler alemã
, Angela Merkel, que usa o aparelho para transmitir suas ordens, serviu para criar um pouco de emoção na pacífica Europa.
Na verdade, é o Oriente Médio a região mais sensível do
mundo atualmente. Da fronteira de Israel com o Egito, por exemplo, há
quem tenha observado o choque entre soldados, policiais do Cairo e
terroristas, que estão se multiplicando no Sinai com sérios
prejuízos ao
país em homens e recursos. Passou a ser perigosa uma travessia no
deserto, onde antes era pacífico. Isso, ao sul de Jerusalém.
No norte, fronteira com o Líbano, há o Hezbollah
, classificado como terrorista, com poderosos mísseis apontados para
Israel. Há dias, os israelenses confirmaram que atacaram e destruíram
caravana de veículos, transportando armamentos vindos da Síria, visando
aumentar o arsenal xiita. Quase que diariamente, sírios feridos na
batalha entre rebeldes e governo, cruzam a fronteira para pedir ajuda a
Israel, onde são atendidos em hospitais.
O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manteve conferência de várias horas com o secretário de Estado americano
, John Kerry, em Roma. Os detalhes da conversa não foram divulgados
pelos meios oficiais, mas, certamente, os temas foram a preocupação com o
programa nuclear do Irã e a paz com os palestinos.
Uma emissora de rádio local chegou a divulgar, e não foi
repetido, o rumor de que uma das maiores empresas de petróleo da
Inglaterra estaria negociando concessões de áreas petrolíferas com
Teerã.
Também foi noticiado que, dentro de poucos meses, entrará
em ação o primeiro reator nuclear iraniano, para a produção de energia
elétrica. Além disso, começou a preocupar aos israelenses a possível
redução das sanções impostas ao regime dos aiatolás, que insiste no
argumento de que o projeto atômico tem fins pacíficos. Os israelenses
não acreditam no Irã.
Premiê de Israel, Benjamin
Netanyahu, e secretário de Estado dos EUA, John Kerry, se cumprimentam
durante encontro bilateral na Itália
A mídia americana diz que os EUA não mudaram a
determinação de impedir o Irã de se transformar em potência nuclear por
todos meios possíveis e necessários. Com tudo o que já se disse sobre o
assunto, o leitor já deve estar cansado.
Aconteceu o mesmo com o Iraque, onde atentados entre
xiitas e sunitas continuam a produzir vítimas, sem interesse maior da
mídia. E estão morrendo soldados e policiais egípcios no Sinai. As
dúvidas quanto à verdade sobre o que dizem os iranianos começa a
desinteressar o público, em geral, mas não a Israel, que vigia seus céus
com cada vez mais intensidade.
Colaborou Nelson Burd
Fonte: http://www.ig.com.br/
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