O ministro do STF, Luiz Fux, agiu como um verdadeiro estadista ao abraçar a causa dos professores e da Educação do Rio e convocar uma audiência conciliatória entre a categoria, o governo e a prefeitura.
Infelizmente, os chefes
do Poder Executivo do Estado e do município não tiveram a mesma
grandeza: alegando compromissos, Sérgio Cabral e Eduardo Paes não
compareceram ao encontro, mandando representantes. A atitude comprova o
descaso e a total má vontade dos governantes com a questão dos
educadores, em greve há mais de dois meses.
Como o Jornal do Brasil
alertou em seu editorial, as autoridades preferem que os ânimos se
acirrem e que a insatisfação cresça e tome o país com passeatas às
vésperas das eleições. Essas mesmas autoridades querem que as labaredas
do inconformismo se alastrem e abram caminho para novas opções de
palanques. Eles não querem diversidades de alianças que privilegiem um
projeto para
o país, mas sim palanques únicos, que facilitem suas eleições. Eles não estão preocupados com uma articulação nacional, mas sim com questões provincianas.
Esta mesma visão,
individualista e pequena, se reflete na forma com que as autoridades
encaminharam a própria negociação com os professores. Imposição da
força, falta de diálogo e desrespeito com quem tem como ofício o ensino,
que é dever constitucional do Estado. Mesmo convocados pela instância
máxima do Poder Judiciário nacional, Cabral e Paes preferiram mandar
representantes, comprovando a falta de importância que eles dão à causa.
Ao
convocar a audiência conciliatória, o ministro Luiz Fux mostrou que a
Justiça deu o real valor à Educação, e mostrou também estar consciente
de que o país não se desenvolve com olimpíadas, copas e muito menos com
Maracanãs. Um país se desenvolve com professores em sala de aula.
Fonte: http://www.jb.com.br/
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