Grupo mascarado atacou pedras e esferas de chumbo contra os policiais, que usaram bombas de gás para dispersar a confusão e evitar invasão ao prédio
Os manifestantes mascarados e a polícia militar entraram em confronto em frente à Câmara Municipal de São Paulo durante protesto neste sábado (7). A região virou praça de guerra com o grupo jogando pedras e esferas de chumbo contra os PMs, que atiravam bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Houve tentativa de invadir o prédio da Câmara. A Tropa de Choque chegou ao local e o protesto dispersou.
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Mais cedo, um grupo de cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar, havia fechado a avenida Paulista. Os manifestantes, na maioria com roupas pretas e os rostos cobertos, pichavam os prédios e depredavam agências bancárias, bancas de revista e os cones de sinalização da ciclofaixa.
À tarde, os manifestantes na avenida Paulista estavam divididos em três grupos. Os mascarados dos “black blocs”, os que pedem “Fora Alckmin” ligado a partidos e ao movimento estudantil e outro grupo grande que defende o combate à corrupção e a volta do regime militar. Os dois primeiros seguiram em marcha pela avenida Paulista em direção ao Paraíso e pararam a avenida 23 de Maio. O terceiro grupo ficou concentrado no vão-livre do Masp. Ainda não há número oficial, mas estima-se que cerca de 5 mil se concentraram na região
Por volta do meio-dia, os black blocs estavam com carro de som defendendo o quebra-quebra e chegaram a botar fogo na bandeira do Brasil. “Esses bancos exploram a gente todos os dias. O que é uma vidraça quebrada diante do prejuízo dos bancos?”, questionava uma mulher que não quis se identificar. Ao colocarem fogo na bandeira, diziam: “Essa bandeira mata índio”.
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