Plano de ação do G20 lista ações anticrise do Brasil
O Plano de Ação de São Petersburgo, documento
elaborado pelos países do G20 para "reforçar" a retomada de crescimento
global e lidar com seus "riscos de curto prazo", lista uma série de
ações tomadas pelo Brasil que, na avaliação do grupo, contribuiriam para
esse objetivo.
Após reunir-se em São Patersburgo, os líderes do
G20 chegaram a um consenso sobre esse "plano de ação", apresentado como
um roteiro para acelerar o crescimento global e criar empregos.
Na realidade, o texto não inclui
projetos novos, mas sim uma coletânia de iniciativas que já estariam
sendo implementadas pelos países do grupo em uma tentativa de reativar
suas próprias economias.
Entre as contribuições para garantir uma
aceleração do crescimento e aumento do nível dos investimentos na
economia global, o Plano de Ação cita duas iniciativas brasileiras.
Primeiro, menciona especificamente os leilões de
6,9 mil quilômetros de rodovias que serão realizados neste mês e
poderiam levantar, por meio de parcerias público-privadas, investimentos
da ordem US$ 25 bilhões, de acordo com o documento.
Segundo, de forma mais ampla, cita os incentivos
fiscais e esforços para criar formas de financiamento "inovadoras" para
o Programa de Investimento em Logística, que prevê a aplicação, em
cinco anos, de US$ 71 bilhões em obras que "reduziriam os gargalos da
economia brasileira e criariam empregos".
Câmbio
Ao mencionar os problemas de volatilidade
cambial provocada por fluxos de capitais, o documento ressalta o
programa anunciado pelo Banco Central brasileiro recentemente, que prevê
intervenções diárias no mercado de dólar.
Segundo o texto chancelado pelo G20, tais
intervenções reduziriam as "incertezas" e aumentariam a "transparência"
no mercado de divisas brasileiro, lhe "oferecendo proteção e liquidez".
Por fim, o plano de ação também destaca
investimentos que o Brasil teria se comprometido a fazer na área de
educação, como o financiamento de programas de bolsas de estudo dentro e
fora do país e a criação de quatro novas universidades públicas até
2018 e 208 escolas técnicas até 2014.
Tanto esse roteiro de ação quanto a declaração
final da cúpula do G20 reconhecem avanços feitos no último ano no
combate aos efeitos da crise financeira nos EUA e Europa, mas manifestam
preocupação com alguns problemas antigos - como o desemprego juvenil no
mundo rico - e outros novos - particularmente, o desaquecimento de
algumas economias emergentes.
"Enquanto o crescimento continuou em alguns
mercados emergentes, desacelerou em outros", notam os dois documentos.
"Apesar de nossas iniciativas, a recuperação é fraca e ainda há riscos",
completam, mencionando o aumento da volatilidade dos mercados
financeiros dos últimos meses.
Fonte:http://www.bbc.co.uk
Nenhum comentário:
Postar um comentário