“Nós dizemos não à guerra”: intervenção na Síria leva milhares às ruas ao redor do mundo
"Somos contra o lucro da iniciativa privada com a
guerra", bradaram os manifestantes; John Kerry continua cruzada em
defesa ao ataque à Síria
09/09/2013
do Opera Mundi
Cerca
de 200 pessoas se reuniram na frente da Casa Branca, em Washington,
nesse sábado (07). Ali começou uma cruzada que, em efeito viral, foi
seguida ao redor do mundo. "Nós somos contra à guerra", bradaram os
manifestantes em referência à possível intervenção militar na Síria.
Além
da capital estadunidense, Nova York, Los Angeles, San Francisco e
outras metrópoles europeias e asiáticas reuniram milhares de pessoas no
sábado. "Eles dizem mais guerra, nós dizemos não" foi o grito oficial da
marcha mundial, que acredita que uma novo ataque ao Oriente Médio seria
"construído em uma mentira".
"A gente não aceita
mais guerras para favorecer os lucros da iniciativa privada. Eles
deveriam cortar o Pentágono e não os nossos vales-refeição", afirmou um
porta-voz do movimento em Nova York em entrevista ao porta RT.
Mesmo
com a sombra dos protestos, o secretário de Estado estadunidense, John
Kerry, disse no sábado que não intervir na Síria em resposta ao ataque
com armas químicas, atribuído ao regime de Bashar Al Assad, seria "um
risco maior” do que a própria ação militar.
Kerry,
que se reuniu com o secretário francês, Laurent Fabius, insistiu que a
crise afeta a segurança dos estadunidenses, em particular pelo risco de
disseminação de armas químicas entre grupos terroristas e que o ataque
que os Estados Unidos pretendem será curto, seletivo, sem tropas no
terreno, mas com “mensagem clara”.
O chefe da
diplomacia estadunidense lembrou que o presidente Barack Obama ainda não
decidiu se vai esperar pela apresentação do relatório dos peritos das
Nações Unidas. Eles estiveram no país para recolher provas do ataque com
armas químicas, de 21 de agosto, que provocou centenas de mortes.
O
presidente francês, François Hollande, já manifestou apoio aos Estados
Unidos, mas observou que vai esperar pelo relatório dos peritos. “A
ausência de ação supõe um risco mais grave que a própria ação”, disse
Kerry, reafirmando que o que pretende não é uma guerra e que “a única
forma de acabar com o conflito sírio passa por solução política e não
militar”.
No Brasil
Em
Brasília (DF), cerca de 400 jovens participaram de uma manifestação em
frente à embaixada dos EUA na sexta-feira (6). Eles repudiaram o
possível ataque ao país árabe. O ato foi marcado pela encenação
dramática dos presentes, que representaram uma cena de guerra, em que
jovens eram carregados por outros como se tivessem sido feridos e mortos
por bombas. Também foi queimado um boneco do presidente estadunidense.
Houve
ainda manifestação em São Paulo (SP), convocada pelo Comitê de
Solidariedade com o Povo Sírio. Confira fotos de Rafael Stedile:
(com informações da Agência Brasil e do Vermelho)
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