Não. O hino nacional brasileiro não foi eleito um dos mais bonitos do
mundo. Mas temos tristes índices de analfabetismo e mortalidade
infantil.
Também é mito que a bandeira nacional (cujo verde não tem nada a ver com “nossas matas” e o amarelo com “nosso ouro”) é considerada uma das mais belas do mundo. Mas somos reconhecidos pelas altas taxas de desmatamento.
O povo brasileiro não é o mais alegre do planeta. Mas é um dos campeões mundiais de desigualdade social.
A democracia racial, apesar de alardeada como exemplo planetário, não existe e, por isso, não nos define. O que nos explica são séculos de escravismo.
A mulher brasileira não é a mais bonita do mundo. Mas somos um país reconhecidamente machista.
Nossa comida não foi eleita a mais gostosa. Mas estamos entre os campeões de uso de agrotóxicos.
Não está escrito em lugar algum que teremos um futuro grandioso pela frente. Nem que teremos um futuro.
Em suma, muito cuidado. Datas como essa servem para compartilhar ou empurrar elementos simbólicos que, teoricamente, ajudam a forjar ou fortalecer a noção de “nação”. Mostrando que somos iguais (sic) e filhos da mesma pátria (sic) – mesmo que a maioria seja tratada como bastardos renegados.
Afinal, se Deus for brasileiro, o Diabo também será
Também é mito que a bandeira nacional (cujo verde não tem nada a ver com “nossas matas” e o amarelo com “nosso ouro”) é considerada uma das mais belas do mundo. Mas somos reconhecidos pelas altas taxas de desmatamento.
O povo brasileiro não é o mais alegre do planeta. Mas é um dos campeões mundiais de desigualdade social.
A democracia racial, apesar de alardeada como exemplo planetário, não existe e, por isso, não nos define. O que nos explica são séculos de escravismo.
A mulher brasileira não é a mais bonita do mundo. Mas somos um país reconhecidamente machista.
Nossa comida não foi eleita a mais gostosa. Mas estamos entre os campeões de uso de agrotóxicos.
Não está escrito em lugar algum que teremos um futuro grandioso pela frente. Nem que teremos um futuro.
Em suma, muito cuidado. Datas como essa servem para compartilhar ou empurrar elementos simbólicos que, teoricamente, ajudam a forjar ou fortalecer a noção de “nação”. Mostrando que somos iguais (sic) e filhos da mesma pátria (sic) – mesmo que a maioria seja tratada como bastardos renegados.
Afinal, se Deus for brasileiro, o Diabo também será
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