O 7 de Setembro foi marcado por manifestações em todo o país. Devido ao
risco de confrontos entre polícia e manifestantes, algumas cidades
cancelaram os eventos cívicos, e outras reforçaram o policiamento. Como
medida de segurança, a Justiça de Minas Gerais, São Paulo, Rio de
Janeiro, Ceará e Distrito Federal autorizaram a polícia a exigir que os
manifestantes que estiverem usando máscaras se identifiquem.
Rio de Janeiro
Os manifestantes que participaram do protesto conhecido como Grito dos Excluídos se concentraram em torno do monumento a Zumbi dos Palmares, na Praça 11, no centro do Rio. Integrantes de partidos políticos, centrais sindicais e entidades estudantis fizeram ato público e discursaram com a ajuda de um carro de som, protestando contra as políticas públicas das áreas de saúde e educação e contra a repressão policial nas manifestações.
Os manifestantes que participaram do protesto conhecido como Grito dos Excluídos se concentraram em torno do monumento a Zumbi dos Palmares, na Praça 11, no centro do Rio. Integrantes de partidos políticos, centrais sindicais e entidades estudantis fizeram ato público e discursaram com a ajuda de um carro de som, protestando contra as políticas públicas das áreas de saúde e educação e contra a repressão policial nas manifestações.
Poucos manifestantes usavam máscaras ou tinham os rostos cobertos.
Alguns deles escalaram o monumento e colaram cartazes com frases contra o
governador Sérgio Cabral e com a pergunta “Cadê o Amarildo?”
(referindo-se ao pedreiro desaparecido desde o dia 14 de julho deste ano
na Rocinha). Além disso, queimaram as bandeiras do município e do
estado do Rio, a Bandeira Nacional e hastearam uma bandeira preta.
A maior parte do grupo decidiu encerrar o protesto, que começou mais
cedo, logo após o final do desfile militar de 7 de Setembro, em que
foram registradas cenas de violência e repressão em frente ao Comando
Militar do Leste. Nos momentos mais tensos, a polícia usou a força e
bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Pessoas foram
detidas.
Manifestantes tentaram chegar ao Palácio Guanabara, sede do governo do
Rio, em Laranjeiras, na zona sul da cidade. Depois dos protestos pela
manhã durante o desfile de 7 de setembro, parte do grupo se reuniu em
frente à Câmara Municipal, na Cinelândia, e então seguiu a pé por 2,5
quilômetros até o Largo do Machado, em Laranjeiras.
A Polícia Militar fez um bloqueio na rua do Palácio, a Pinheiro
Machado, para impedir a passagem dos manifestantes. Militares do
Batalhão de Choque jogaram bombas de gás lacrimogêneo contra o grupo e
houve correria nas ruas das Laranjeiras e Pinheiro Machado.
A Secretaria Estadual de Segurança informou que, até as 17h deste sábado, 27 pessoas foram conduzidas para delegacias. Delas, uma foi presa por "porte de arma" e 15 foram autuadas e liberadas.
A Secretaria Estadual de Segurança informou que, até as 17h deste sábado, 27 pessoas foram conduzidas para delegacias. Delas, uma foi presa por "porte de arma" e 15 foram autuadas e liberadas.
De acordo com a secretaria, entre os autuados está um homem "com três
passagens pela polícia". As pessoas foram autuadas pelos crimes de
"lesão corporal, desacato, resistência e posse de material explosivo".
"Com os detidos, foram apreendidos um estilingue, um spray de gás
lacrimogêneo, pedras, canivetes, bolas de gude, bombas artesanais e
toucas", afirmou a secretaria.
São Paulo
As manifestações na capital paulista foram pacíficas durante a manhã e sem ocorrências registradas pela Polícia Militar de São Paulo. Havia dois pontos de concentração de protestos. O primeiro, na Praça da Sé, reuniu cerca de 500 pessoas. Na Avenida Paulista, eram 350 manifestantes que, segundo a CET, ocuparam duas faixas no sentido Consolação, junto à Praça Oswaldo Cruz. Os números foram divulgados pela PM, que informou ainda que os dois protestos fazem parte do Grito dos Excluídos.
As manifestações na capital paulista foram pacíficas durante a manhã e sem ocorrências registradas pela Polícia Militar de São Paulo. Havia dois pontos de concentração de protestos. O primeiro, na Praça da Sé, reuniu cerca de 500 pessoas. Na Avenida Paulista, eram 350 manifestantes que, segundo a CET, ocuparam duas faixas no sentido Consolação, junto à Praça Oswaldo Cruz. Os números foram divulgados pela PM, que informou ainda que os dois protestos fazem parte do Grito dos Excluídos.
Tradicionalmente participam do movimento igrejas, pastorais, movimentos
sociais e populares e centrais sindicais. Neste ano, o 19º Grito dos
Excluídos tem como tema a juventude, com o intuito de chamar a atenção
para os problemas encarados principalmente por jovens de periferia. Em
São Paulo, o ato começou às 8h na Catedral da Sé.
Durante a tarde, após tentativa de invasão do prédio da Câmara
Municipal de São Paulo por manifestantes, a Polícia Militar lançou
bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Cerca de dois mil
manifestantes protestavam no local. Um manifestante arremessou um objeto
com um estilingue em um dos vidros da fachada do prédio da Procuradoria
Geral do Município, na Rua Maria Paula, que estava totalmente
bloqueada.
BrasíliaSegundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, mil pessoas chegaram a se concentrar na manifestação em Brasília. Os manifestantes partiram da área do Museu Nacional pouco antes do fim do desfile oficial em comemoração ao Dia da Independência, durante a manhã. Os manifestantes chegaram a ter a passagem impedida pela Polícia Militar do DF por alguns minutos. A marcha foi então liberada.
O bloqueio, de acordo com o coronel Edilson, ocorreu para que houvesse
tempo suficiente para evacuar as autoridades que assistiam ao desfile.
Já a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, que estimou o
total de participantes, justificou a ação alegando que os manifestantes
não deixavam que suas mochilas fosse revistadas.
Vários movimentos compuseram a manifestação. Eles pediam o fim da
corrupção, a prisão de condenados no processo do mensalão, mais
investimentos para a Saúde e Educação e o fim do voto secreto no
parlamento, entre outros temas. Também fazia parte da manifestação um
grupo ligado à central sindical CTB, que levantou bandeiras, como a
redução da jornada de trabalho.
No fim da tarde, a Polícia Militar do Distrito Federal utilizou pela
primeira vez no dia jatos d'água e lançou também bombas de gás
lacrimogênio e de efeito moral para dispersar manifestantes que tentavam
caminhar em direção ao Congresso Nacional. A ação ocorreu no Eixo
Monumental, na altura do Museu da República, ou seja, antes ainda dos
ministérios.
Um total de 39 pessoas foram detidas por desordem, desacato ou
depredação do patrimônio. Um dos jovens é Jefferson Nicácio, de 19 anos,
que estava no shopping Conjunto Nacional, na região central de
Brasília, quando um grupo tentou invadir o local. Os pais do rapaz
alegam que ele não faz parte da manifestação e foi confundido e levado
para a delegacia.
Outro caso é o de Tatiana Pinheiro, de 22 anos, que estava junto com um
grupo de manifestantes quando foi presa. A mãe dela, Sandra Belota,
alega que a filha não estava praticando atos de vandalismo e foi presa
ao correr para se proteger de confrontos com a polícia. Sandra já
conversou com Tatiana e disse que tudo corre bem neste momento dentro da
delegacia.
Natal
No Rio Grande do Norte, a governadora Rosalba Ciarlini não compareceu ao desfile cívico para evitar um confronto direto com os manifestantes. O secretário de Segurança Pública, Aldair da Rocha, representou o governo do Estado.
No Rio Grande do Norte, a governadora Rosalba Ciarlini não compareceu ao desfile cívico para evitar um confronto direto com os manifestantes. O secretário de Segurança Pública, Aldair da Rocha, representou o governo do Estado.
Fortaleza
Trinta pessoas que participavam de manifestações em Fortaleza foram encaminhadas a uma delegacia da Polícia Civil porque estavam usando máscaras, capuzes e lenços que impediam a visão do rosto. Os detidos também estavam com pedras, bolas de gude, estilingues e pregos, que foram retidos na delegacia para encaminhamento à Justiça. Nenhum portava documento de identificação.
Trinta pessoas que participavam de manifestações em Fortaleza foram encaminhadas a uma delegacia da Polícia Civil porque estavam usando máscaras, capuzes e lenços que impediam a visão do rosto. Os detidos também estavam com pedras, bolas de gude, estilingues e pregos, que foram retidos na delegacia para encaminhamento à Justiça. Nenhum portava documento de identificação.
De acordo com o comandante da operação de segurança na capital
cearense, Túlio Studart, os encaminhamentos à delegacia foram feitos em
cumprimento a uma medida cautelar, expedida pelo Ministério Público, que
autoriza policiais militares e civis a abordarem manifestantes que
estejam com o rosto coberto. A medida também permite a detenção das
pessoas sem identificação para que isso seja feito.
Segundo Studart, todos manifestantes já foram identificados e
liberados. Um efetivo de 900 PMs esteve distribuído nos possíveis locais
de manifestações, como no Dragão do Mar, na Assembleia Legislativa, no
Palácio de Iracema e na Praça da Abolição. "Estamos aqui para dar
segurança a todos, principalmente aos manifestantes e às pessoas que
irão sair às ruas pacificamente. Elas estão exercendo o seu direito à
cidadania", disse o comandante.
Belo Horizonte
Em Belo Horizonte, também ocorreu manifestação. Durante a manhã, o movimento Grito dos Excluídos, ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), percorreu as ruas da cidade. Também na capital mineira, os estudantes de colégios militares foram dispensados de participar do desfile cívico devido à possibilidade de confrontos durante as manifestações.
Em Belo Horizonte, também ocorreu manifestação. Durante a manhã, o movimento Grito dos Excluídos, ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), percorreu as ruas da cidade. Também na capital mineira, os estudantes de colégios militares foram dispensados de participar do desfile cívico devido à possibilidade de confrontos durante as manifestações.
Maceió
Em Maceió, uma confusão marcou o desfile. Durante a apresentação, manifestantes invadiram a avenida, o que atrapalhou o trajeto.
Em Maceió, uma confusão marcou o desfile. Durante a apresentação, manifestantes invadiram a avenida, o que atrapalhou o trajeto.
Goiânia
Em Goiânia, cerca de 300 pessoas estiveram reunidas no centro da cidade, em um protesto pacífico. Os policiais abordaram um jovem que estava com o rosto coberto e, por questões de segurança, recolheram a máscara.
Fonte: http://epoca.globo.com
Em Goiânia, cerca de 300 pessoas estiveram reunidas no centro da cidade, em um protesto pacífico. Os policiais abordaram um jovem que estava com o rosto coberto e, por questões de segurança, recolheram a máscara.
Fonte: http://epoca.globo.com
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