A Guerra Suja
Os oficiais que derrubaram Isabel Perón do poder, em 1976, numa
Argentina ecomonicamente falida, pretendiam que esse fosse o último
golpe do país. Apoiados pela classe média e liderados pelo General Jorge
Rafael Videla, apresentaram um plano, posicionando-se como salvadores
da Pátria e dos argentinos, onde tão logo cada indivíduo estivesse "reeducado em moralidade, retidão e eficiência", o país estaria pronto para uma democracia "adequada à sua realidade, necessidade e progresso".
Para apressar a chegada desse dia, a Argentina viveu um dos mais sangrentos dias da história da América Latina. Temido e destemido, o regime truculento espalhou pavor e medo. A Junta Militar investiu no exetermínio da esquerda, empreendendo sua autoproclamada Guerra Suja, quase em segredo. Além de presos e torturados incontáveis supostos subversivos, os militares serviram-se de esquadrões da morte extraoficiais para sequestrar, assassinar e fazer desaparecer mais de 20 mil argentinos. A quem não ousou se rebelar, ou não conseguiu fugir, restou o silêncio. Economicamente, um programa austero retraiu a inflação, às custas de salários cada vez mais baixos e de uma política de privatização e estímulo ao investimento estrangeiro que culminaria em especulações, queda de produtividade, desemprego e uma altíssima dívida externa.
A ditadura argentina durou oito anos, fomentada pela prática indiscriminada de torturas físicas e psicológicas com requintes extremos de crueldade, custando um número até hoje contestado de vidas, estimados em 30 mil.
Para apressar a chegada desse dia, a Argentina viveu um dos mais sangrentos dias da história da América Latina. Temido e destemido, o regime truculento espalhou pavor e medo. A Junta Militar investiu no exetermínio da esquerda, empreendendo sua autoproclamada Guerra Suja, quase em segredo. Além de presos e torturados incontáveis supostos subversivos, os militares serviram-se de esquadrões da morte extraoficiais para sequestrar, assassinar e fazer desaparecer mais de 20 mil argentinos. A quem não ousou se rebelar, ou não conseguiu fugir, restou o silêncio. Economicamente, um programa austero retraiu a inflação, às custas de salários cada vez mais baixos e de uma política de privatização e estímulo ao investimento estrangeiro que culminaria em especulações, queda de produtividade, desemprego e uma altíssima dívida externa.
A ditadura argentina durou oito anos, fomentada pela prática indiscriminada de torturas físicas e psicológicas com requintes extremos de crueldade, custando um número até hoje contestado de vidas, estimados em 30 mil.
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