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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

7 de Setembro

Violência em protestos marca o 7 de Setembro

Manifestações foram convocadas em mais de 100 cidades; Brasília, Rio e SP foram palco de confrontos
Policiais tentam controlar distúrbios em SP / Marcelo Camargo/ABr  Manifestantes voltaram às ruas das principais cidades brasileiras neste sábado, feriado de Sete de Setembro, o que gerou confrontos, principalmente em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, com pessoas sendo dispersadas pela polícia com gases lacrimogêneo e de pimenta.

Protestos foram convocadas em mais de 100 cidades através das redes sociais, mas foram significativamente menores do que os de junho, quando mais de um milhão de pessoas saíram às ruas contra a corrupção, os gastos públicos milionários com os estádios da Copa do Mundo e reivindicando por melhores serviços.

"Nós, brasileiros, voltamos às ruas para exigir das autoridades o que reivindicamos em junho: o fim da corrupção e um melhor sistema de transportes, saúde e educação", disse à AFP a estudante brasiliense Ivana Ariel.

No Rio de Janeiro, polícia usa gás lacrimogênio e afasta manifestantes

No Rio de Janeiro, polícia usa gás lacrimogênio e afasta manifestantes
Vândalos quebram agências bancárias na Avenida Paulista 




Brasília

Na capital federal, após denunciar a corrupção na classe política diante do Congresso, centenas de manifestantes tentaram romper o cordão policial que protegia o estádio Mané Garrincha, duas horas antes do amistoso entre Brasil e Austrália, sendo dispersados com gás lacrimogêneo.

Os manifestantes corriam em todas as direções nos arredores do estádio, perseguidos pelo Batalhão de Choque e a Polícia Montada. A principal via de acesso ao estádio foi tomada pela fumaça dos gases.

Centro do Rio vira cenário de zona de guerraCentro do Rio vira cenário de zona de guerra



A polícia lançou gás de pimenta contra um grupo de jornalistas - entre eles um fotógrafo da AFP, que precisou de atendimento médico - que protestavam porque um colega havia sido atacado por um cão da polícia.
Policiais usam jatos d'água para dispersar manifestantes em Brasília



A PM voltou a lançar gás lacrimogêneo nas áreas onde os manifestantes continuavam se concentrando em Brasília, e usou jatos d'água para dispersá-los na principal avenida da cidade, a 500 metros do Congresso.

Ao todo, 39 pessoas foram detidas na capital do país, informou a assessoria polícia.

Confrontos também no Rio e em São Paulo

Os confrontos entre manifestantes e policiais ganharam força no fim do dia no Rio de Janeiro e em São Paulo, liderados, principalmente, por grupos de mascarados.

No Centro de São Paulo, um grupo de manifestantes tentou invadir a Câmara Municipal e a polícia tentava dispersá-los com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

Um manifestante foi ferido no olho, e, com o rosto coberto de sangue, caiu na rua, onde foi socorrido pela polícia. Outras três pessoas foram atropeladas por um motorista que, após ter seu veículo apedrejado, tentou fugir da manifestação.

No Rio de Janeiro, mais de 100 manifestantes invadiram a avenida onde acontecia o desfile. Para dispersá-los, a polícia lançou gás lacrimogêneo perto do público, que incluía famílias com crianças, que correram para se proteger. Treze pessoas ficaram feridas e 27 foram detidas.

"A educação brasileira é uma vergonha, os salários também", reclamava o professor recém-formado Eduardo Marques, 25.

Uma manifestação perto do Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, provocou um erro da PM, que disparou duas bombas contra a Sociedade Viva Cazuza, que atende crianças portadoras de HIV.

O palácio foi cercado pela polícias com suas entradas bloqueadas. Ao todo, 80 manifestantes foram presos na capital.

"Papuda Móvel" para políticos corruptos

Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff participou pela manhã do desfile militar, em carro aberto.

Coincidindo com o fim do evento, 2 mil manifestantes marcharam até o Congresso. Um grupo exibia um "Papuda Móvel" para transportar, simbolicamente, os políticos corruptos para a prisão de segurança máxima da cidade. Outros manifestantes "limparam" os acessos ao parlamento com vassouras.

"Os protestos de junho serviram para pressionar o Congresso a aprovar medidas. Temos que mantê-los vivos", explicou Philip Leite, do movimento estudantil Kizamba.

Em pronunciamento à nação nesta sexta-feira, a presidente Dilma disse que "a população tem todo o direito de se indignar com o que está errado e exigir mudanças".

A popularidade da presidente caiu de 63% para 30% depois dos protestos de junho, mas subiu para 36% no começo de agosto, depois do anúncio de novos investimentos nos serviços públicos, e de sua decisão de promover uma reforma política.

Em outras cidades também houve manifestações, muitas delas pacíficas. Em Cuiabá, Fortaleza e Belo Horizonte, dezenas de pessoas foram detidas.


Fonte: http://noticias.band.uol.com.br

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