PSDB aposta na saída de Campos da disputa presidencial
Na cúpula tucana, ganha força a tese de que Eduardo Campos (PSB) optará pelo Senado. No Sudeste, as apostas de Aécio são Pimenta da Veiga (MG), Bernardinho (RJ) e Paulo Hartung (ES)
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos,
A possível candidatura do governador pernambucano, Eduardo Campos (PSB), já é passado. Pelo menos para grande parte da liderança do PSDB. Tucanos ligados ao senador Aécio Nevescostumam
responder que só há uma preocupação quanto às eleições presidenciais do
ano que vem: que Campos não se candidate. E não acreditam mais que isso
possa acontecer. Segundo dois dos mais importantes líderes da legenda,
“Campos está colocando a cabeça no lugar”, pressionado pelos
governadores socialistas, e já tem avaliado uma candidatura ao Senado
como uma “boa alternativa” para 2014.
A redução do “risco Campos” anima o trabalho dos tucanos – e da turma
de Aécio Neves, que intensificou seu movimento pelo país. As conversas e
sacadas – como no Rio de Janeiro, onde o técnico de vôlei Bernardinho
surge como opção para o governo estadual – vão do Ceará ao Rio Grande do
Sul, passando por estados como Minas Gerais, Espírito Santo e a Bahia.
Em Minas, Aécio pretende ressuscitar um nome há muito sumido da vida do
partido: o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga. Sem descartar
o deputado federal Marcus Pestana (PSDB) e o vice-governador Alberto
Pinto Coelho (PP), a aposta da vez de Aécio é mesmo o ex-prefeito de
Belo Horizonte. Pimenta, segundo Aécio, teria condições de “bater de
frente” com Fernando Pimentel (PT), o candidato natural do PT ao governo
do Estado. Eles possuem trajetórias parecidas: ambos foram ministros e
prefeitos da capital mineira. Aécio acredita que um nome de “mais
corpo”, como Pimenta, teria mais condições de vencer Pimentel do que os
demais, que nunca disputaram grandes cargos majoritários.
No Rio de Janeiro, Aécio já trabalha efetivamente com a aposta em Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei. Formado em economia na PUC-Rio , Bernardinho é considerado um “excelente orador” e “um nome novo para o tabuleiro político” tão desgastado do Rio, onde os nomes colocados até agora não parecem empolgar o eleitorado. Bernardinho já foi, inclusive, testado em pesquisas. Ele aparece empatado com o candidato do governador Sérgio Cabral, o vice Luís Fernando Pezão(PMDB), com 6% das intenções de voto. Como votação inicial, os números empolgaram o presidente do partido. O trabalho agora é convencer Bernardinho. A ideia o tem agradado, e ele continuará sendo testado em pesquisas nos próximos meses.
No Rio de Janeiro, Aécio já trabalha efetivamente com a aposta em Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei. Formado em economia na PUC-Rio , Bernardinho é considerado um “excelente orador” e “um nome novo para o tabuleiro político” tão desgastado do Rio, onde os nomes colocados até agora não parecem empolgar o eleitorado. Bernardinho já foi, inclusive, testado em pesquisas. Ele aparece empatado com o candidato do governador Sérgio Cabral, o vice Luís Fernando Pezão(PMDB), com 6% das intenções de voto. Como votação inicial, os números empolgaram o presidente do partido. O trabalho agora é convencer Bernardinho. A ideia o tem agradado, e ele continuará sendo testado em pesquisas nos próximos meses.
Aécio também já está em “conversas finais” com o ex-governador do
Espírito Santo Paulo Hartung, que foi do PSDB e hoje está no PMDB. O
senador mineiro não só quer que ele reingresse no partido como também
que ele se candidate novamente ao governo, para enfrentar o atual
governador Renato Casagrande (PSB). A volta de Hartung, que tem mais
algumas semanas para tomar sua decisão, já é dada como “praticamente
certa”.
No Ceará, pesquisas realizadas pelo PMDB, do pré-candidato ao governo,
senador Eunício Oliveira, apontam Tasso Jereissati (PSDB), ex-governador
por dois mandatos, com mais de 50% das intenções de voto tanto para o
governo quanto para o Senado. Os resultados parecem ter empolgado Tasso,
afastado da política desde sua derrota para o Senado, em 2010, e,
principalmente, Aécio. As dificuldades para viabilizar um bom palanque
por lá são grandes. Se Tasso realmente decidir sair para o Senado, ou
para o governo, Aécio comemorará muito.
No Sul, os palanques também já parecem consolidados. Aécio tem
conversas adiantadas com a senadora Ana Amélia (PP) para o governo do
Rio Grande do Sul, e em Santa Catarina e no Paraná o partido terá
candidatos próprios: o senador Paulo Bauer e o atual governador Beto
Richa, respectivamente.
Em dois outros Estados existem conversas em andamento para que o PSDB,
sem grandes nomes, apóie candidatos já postos, e de oposição ao governo
da presidente Dilma. Na Bahia, a ideia é seguir com o deputado Geddel
Vieira Lima (PMDB), que vive às turras com o PT. No Mato Grosso, as
negociações de Aécio com o senador Pedro Taques (PDT) também estão em
estágio adiantado.
O grande problema de Aécio Neves continua dentro de seu próprio
partido. O ex-governador paulista José Serra segue dando sinais de que
disputará uma prévia nacional pelo direito de disputar mais uma vez o
Palácio do Planalto. Fernando Henrique Cardoso apareceu como mediador da
disputa, que ainda pode atrasar projetos de campanha presidencial do
PSDB.
Fontehttp://epoca.globo.com/
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