Protestos pelo Brasil
Após confusão em protesto no Rio, inquérito investigará "excessos" da Tropa de Choque
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PMs lançam bombas de gás durante protesto contra o governador do Rio no bairro das Laranjeiras
O chefe do DGPC (Departamento Geral de Polícia da Capital), delegado
Ricardo Dominguez, afirmou na noite desta quarta-feira (14) que será
aberto um inquérito para investigar os "excessos da Polícia Militar" na
frente da 9ª DP (Catete), na zona sul do Rio de Janeiro, durante
confronto com manifestantes no local.
Segundo Dominguez, o comandante da operação da Tropa de Choque durante o
protesto será intimado a depor. "O comandante vai ter que explicar os
excessos da Tropa de Choque na porta da delegacia", afirmou. Procurada a
Polícia Militar afirmou não saber quem é o responsável pela operação
desta quarta-feira.
17.jun.2013
- PM espirra spray de pimenta sobre manifestante durante protesto no
Rio de Janeiro contra aumento das tarifas de ônibus na noite desta
segunda-feira (17). Protestos eclodiram em sete capitais, trazendo
dúvidas em estrangeiros em relação à organização para os grandes eventos
dos próximos anos Victor R. Caivano/AP
Todos os policiais do Choque que estavam na frente da delegacia foram
convidados a se retirar do local pelo chefe da DGPC, que acionou a Core
(Coordenadoria de Recursos Especiais), da Polícia Civil, para assumir a
operação. "Pedi que o Choque saísse de cena e a Core entrasse, porque
entendi que o que estava causando a confusão era a presença do Choque",
disse.
Mais cedo, cinco policiais da Tropa de Choque foram levados para dentro
da delegacia. Segundo Dominguez, ele chamou os PMs que acabavam de
chegar ao local para dentro da distrital para evitar que a confusão
tomasse proporções ainda maiores caso eles resolvessem agir contra os
manifestantes.
Uma inspetora chegou a afirmar que eles receberam voz de prisão porque
um dos PMs foi visto quebrando um vidro da delegacia, mas a informação
não foi confirmada.
Durante o confronto com os manifestantes, as bombas de gás lacrimogêneo
jogadas pela Tropa de Choque atingiram a frente da delegacia. No
interior, alguns policiais civis se sentiram mal com o cheiro e chegaram
a ser ajudados por socorristas que estavam no local.
Presos liberados
Todos os 29 manifestantes levados para a 9ª DP já foram liberados. Três
deles responderão em liberdade por dano ao patrimônio, considerado um
crime de menor potencial ofensivo. As detenções ocorreram após o
primeiro confronto entre manifestantes e a Polícia Militar na rua
Pinheiro Machado, em Laranjeiras, perto da sede do governo estadual.
Horas mais tarde, houve nova confusão na frente da 9ª DP, com presença
inclusive do Bope (Batalhão de Operações Especiais). Dois policiais
foram feridos por pedradas, segundo a PM. Um socorrista disse ter sido
atingido por estilhaços de bombas.
Na primeira confusão, policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo e
balas de borracha contra os manifestantes, que revidaram com pedras. Na
rua das Laranjeiras, pessoas que participavam do protesto quebraram
pontos de ônibus, placas, lixeiras e a frente de uma unidade das Lojas
Americanas.
O clima era tenso entre manifestantes e policiais que bloqueavam a rua
Pinheiro Machado, em um dos acessos ao Palácio Guanabara, em
Laranjeiras, antes do início do conflito. A PM tentava impedir que os
manifestantes avançassem em direção à sede do governo do Estado quando
um empurra-empurra deu início ao confronto.
Após o início do conflito, a Tropa de Choque chegou ao local para
dispersar os manifestantes e, além de bombas de gás lacrimogêneo e balas
de borracha, usou o canhão d'água.
Do lado de fora da 9ª DP, cerca de 50 manifestantes pediram a liberação
do grupo e projetam imagens. O canhão d'água da Tropa de Choque passou
pelo local e provocou xingamento dos manifestantes. "Pega essa água e
leva para a Baixada (Fluminense)", gritaram.
Uma bomba foi jogada dentro de um carro da delegacia e, quando um
manifestante era levado pela polícia para dentro da DP, os demais
começaram a gritar e houve uma nova confusão, dispersada pela Tropa de
Choque e pelo Bope. Os policiais usaram bombas de gás e balas de
borracha para forçar a saída dos manifestantes da frente da delegacia.
O
artista Adriano Kitani publicou esta tira em sua página no Facebook com
o seguinte alerta: "Galera, cuidado com a coxinhização do movimento.
[...] Cada vez mais eu tenho visto demandas reacionárias ou superficiais
que estão diluindo o protesto" Leia mais Reprodução/Pirikart
Fonte: http://noticias.uol.com.br/
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