Pedido de votação nominal barra aprovação de homenagem à Rota
- Estados do Brasil:
Acordo para aprovar a proposta previa votação
simbólica, sem identificação dos vereadores; ‘salva de prata’ à
corporação é de iniciativa de Paulo Telhada
da Redação
A
aprovação da homenagem à Rota (Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar) com
uma ‘salva de prata’, que aconteceria nessa quarta-feira (21) na Câmara
Municipal de São Paulo, foi barrada por um pedido do vereador Toninho
Vespoli (PSOL) para que votação da proposta fosse nominal.
Um
acordo fechado momentos antes da sessão pelas bancadas do PT e do PSDB
previa que a homenagem fosse aprovada em votação simbólica, sem o
registro dos nomes dos parlamentares.
Para ser
aprovada, a concessão da ‘salva de prata’ necessitava de 37 votos
favoráveis dos 55 vereadores. No entanto, com o pedido de Vespoli, a
proposta ficou pendente de votação ao ter apenas 21 votos favoráveis e
11 contrários.
Maioria do PT assinou
A
iniciativa de homenagear a Rota é de autoria do vereador Paulo Telhada
(PSDB), ex-chefe da corporação. No início de abril, quando o projeto foi
apresentado para a primeira votação na Câmara, sete dos 11 vereadores
do PT foram favoráveis à homenagem. Apenas os vereadores Nabil Bonduki,
Paulo Fiorillo, José Américo e Juliana Cardoso não assinaram a proposta
na época.
O texto do projeto destaca a atuação
da Rota durante a ditadura civil-militar, que perseguiu guerrilheiros
como Carlos Lamarca e Carlos Marighella. “Mais uma vez dentro da
história, o Primeiro Batalhão Policial Militar ‘TOBIAS DE AGUIAR’, sob o
comando do Ten Cel SALVADOR D’AQUINO [fundador da Rota], é chamado a
dar sequência no seu passado heróico, desta vez no combate à Guerrilha
Urbana que atormentava o povo paulista ”, diz trecho do texto.
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