Protesto em Vitória acaba em confronto e depredação
Nesta quinta-feira (4), a sexta manifestação que atinge a Grande
Vitória desde a onda de protestos que chegou ao Espírito Santo no dia 17
de junho --quando 100 mil foram às ruas na capital capixaba em uma
passeata pacífica-- teve um final tenso, em mais um confronto entre
manifestantes e Polícia Militar.
A passeata saiu da concentração na Universidade Federal do Espírito
Santo (Ufes), em Vitória, por volta das 18h30 e se encaminhou à praça do
Pedágio da 3ª Ponte, onde se encontraram com pessoas que atravessaram a
ponte no sentido Vila Velha x Vitória para se unir à passeata.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do ES (Sesp) estima
que, por volta das 20h30, pico de concentração, cerca de 3.000 pessoas
estavam no local. Houve confronto com a polícia e um segurança da
Rodosol, concessionária que administra a ponte, foi atingido pelo fogo
gerado por um coquetel Molotov que teria sido jogado por manifestantes.
De acordo com a assessoria de imprensa da Rodosol, o segurança foi
encaminhado a um hospital e estava consciente, mas com as pernas
queimadas. A Sesp contabilizou seis cabines de pedágio danificadas.
O governo informou ainda que escoltou cerca de 300 pessoas de volta a
Vila Velha pela ponte. No trajeto, ocorreram novos conflitos e os civis
teriam destruído os cabos de luz, gerando um apagão no vão central da
ponte.
O fim do pedágio da ponte que une Vitória e Vila Velha, na região
Metropolitana, é a causa local que mais ganhou força no Espírito Santo
nas recentes manifestações. Desde terça-feira, um grupo de cerca de 50
pessoas está no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa do
Estado, onde um decreto que prevê o fim da cobrança deveria ter sido
votado no último dia 2.
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