Bahia adere à paralisação nacional
A paralisação Nacional marcada para, quinta-feira, (11) com
trabalhadores de diversos setores do País contou com adesão de mais
categorias. A Força Sindical destaca que as manifestações refletem os
anseios e as reivindicações históricas do movimento sindical e que os
trabalhadores estarão nas ruas porque querem o cumprimento das pautas.
Diversos setores como bancos, Sacs, motoristas de transportes públicos,
médicos, vão aderir à mobilização batizada pela categoria como “Dia
Nacional de Luta”.
Diversas categorias filiadas à Força Sindical, CTB, CUT, Nova Central
e UGT, realizarão na próxima quinta, nos locais de trabalho e onde
existe grande concentração de pessoas, manifestações, passeatas,
protestos e paralisações na capital baiana.
Presidentes de diversas frentes sindicais afirmaram que esse é o
momento de fortalecer a classe trabalhadora, garantindo o avanço na
pauta de reivindicações que inclui desde condições mais justas de
trabalho até desenvolvimento social do trabalho, preservação do meio
ambiente, mais investimento em educação, ciência, tecnologia, saúde e
reforma agrária.
O motivo será pressionar a presidente Dilma Rousseff a dar mais
atenção às pautas trabalhistas e questões básicas que estão em
deficiência na sociedade. A onda de paralisações é vista pelos
sindicalistas como um preparativo para uma grande marcha prevista para
agosto, em Brasília, e cuja data ainda vai ser discutida pela classe.
Passe Livre se organiza para audiência pública
Integrantes do Movimento Passe Livre promoveram uma assembleia aberta
à sociedade, na tarde desse domingo (7/7), no Passeio Público. O
objetivo era definir a comissão que vai participar da audiência pública
no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, marcada para as 14
horas da próxima quinta-feira, e as pautas que serão tratadas na
reunião.
Com a presença de cerca de 100 pessoas, a assembleia se estendeu pela
tarde devido à falta de consenso sobre alguns pontos quanto à formação
da comissão que participará da audiência. Contudo, os membros do
movimento se mostravam bem dispostos a ouvir cada opinião.
Para Yuri Brito, membro da comissão de formação do Passe Livre, o
movimento continua forte, mesmo após a Copa das Confederações, quando a
mobilização foi maior em todo o Brasil. “Conquistamos vitórias em alguns
lugares. Isso foi bem positivo. Mas na Bahia ainda não conquistamos
nada. Vamos continuar lutando”, acrescenta.
No dia da audiência pública, centrais sindicais de todo o país
prometem fazer uma greve geral que deve atingir vários setores. De
acordo com Brito, não há uma programação voltada para a paralisação,
mas, apesar disso, o movimento estará nas ruas por causa da reunião na
Câmara.
Na sexta-feira será promovido um debate sobre Tarifa Zero e
Mobilidade Sustentável com a presença de Luiza Erundina, ex-prefeita de
São Paulo. O evento acontece na Faculdade de Arquitetura da Ufba, às 18
horas.
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