Impostometro
domingo, 19 de abril de 2015
Fortaleza para protestar contra Eduardo Cunha
Manifestantes se reúnem em Fortaleza para protestar contra Eduardo Cunha
Além de "Fora, Cunha", os manifestantes pediram a saída de Renan Calheiros, e criticaram o PMDB e o Congresso Nacional. Para eles, uma onda conservadora no Congresso está atrasando o Paísfotos: Wagner Mendes
Por volta de 11h, grupo saiu em caminhada rumo ao Mercado dos Peixes
A manifestação dispersou durante a caminhada. Uma parte do grupo não
chegou a acompanhar e ficou no local da concentração, de onde logo
também dispersaram. Não houve registro de confrontos durante o protesto.
Além de "Fora, Cunha", os manifestantes gritam "Fora, Renan
(Calheiros)", "Fora, PMDB" e "Fora, Congresso Nacional". Para eles, uma
onda conservadora no Congresso está atrasando o País. Muitos dos
manifestantes estão com a
sábado, 18 de abril de 2015
Ministério Público do Trabalho planeja ação no STF contra terceirizações
Política
Terceirização
Ministério Público do Trabalho planeja ação no STF contra terceirizações
Se PL 4330/04 for aprovado, procurador prevê aumento de acidentes nas
empresas, o fim dos planos de carreira e a disparada da corrupção
empresarial
por Wanderley Preite Sobrinho
Agência Brasil
"A contratante vai solicitar um profissional, mas, sem vínculo, não vai querer quer que ele evolua, cresça"
João Batista Machado Junior é especializado em investigar empresas que, em nome da lucratividade, rasgam
a Constituição ou a CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho.
Vice-coordenador Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Emprego
no Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador já cansou de
contabilizar os casos de prestadoras de serviço que tratam seus funcionários como escravos. Agora, teme que os esforços do MPT nos últimos anos sejam desperdiçados se o Congresso Nacional aprovar o Projeto de Lei 4330/04, que permite a terceirização de todas as funções em uma empresa.
Além de salários mais baixos e jornada maior de trabalho,
o procurador prevê aumento no número de acidentes nas empresas, o fim
dos planos de carreira e a disparada da corrupção empresarial, tão em
voga em tempos de Operação Lava Jato. A
solução, diz Machado, será uma Ação Direta de Inconstitucionalidade,
que sua equipe já estuda protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) se
o projeto também for aprovado no Senado.
Leia a entrevista completa:CartaCapital: Qual é a opinião do senhor sobre o
Lei da Terceirização
Política
Congresso Nacional
Centrais sindicais protestam em 18 estados contra Lei da Terceirização
Presidente da CUT diz que, caso o projeto seja aprovado, deputados e
senadores responsáveis terão "suas caras" colocadas no país inteiro, na
internet e em postes, como "traidores da classe trabalhadora"
CSP / Conlutas
Centrais sindicais e movimentos sociais fizeram protestos simultâneos em 18 estados, durante toda a manhã desta quarta-feira 15. As ações fazem parte do Dia Nacional de Paralisação contra o PL 4.330, projeto de lei que regulamenta a terceirização no Brasil e foi aprovado na Câmara
na última quarta 8. Os atos ocorreram em Alagoas, Amapá, Goiás, Piauí,
Paraíba, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro,
Minas Gerais, Sergipe, Tocantins, Pará, São Paulo e no Distrito Federal.
Houve paralisações no transporte público em pelos menos
quatro capitais, segundo a CUT: Porto Alegre, Salvador, Recife e
Brasília.
Em Fortaleza, uma caminhada pelo centro da cidade marcou o protesto da CUT. A central calculou que a mobilização reuniu 8 mil pessoas, enquanto a PM não fez estimativa de público. Segundo a presidente do diretório da CUT no Ceará, Joana D'Arc, setores como os da educação, saúde e construção civil aderiram à
Em Fortaleza, uma caminhada pelo centro da cidade marcou o protesto da CUT. A central calculou que a mobilização reuniu 8 mil pessoas, enquanto a PM não fez estimativa de público. Segundo a presidente do diretório da CUT no Ceará, Joana D'Arc, setores como os da educação, saúde e construção civil aderiram à
Eduardo Cunha
Política
Congresso Nacional
Terceirização: Eduardo Cunha sofre primeira grande derrota
Com medo de perder, presidente da Câmara segura votação e adia desfecho sobre o projeto de lei
por André Barrocal
Agência Brasil
Cunha suspendeu a sessão e chamou os líderes para uma reunião a portas fechadas em seu gabinete
Pressionada por protestos de rua e pelas redes sociais da internet, a Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira 15 adiar a conclusão da votação da Lei da Terceirização. Uma nova tentativa será feita na próxima quarta-feira 22. Com os parlamentares sentindo-se acuados, porém, é possível que uma nova polêmica leve a outra postergação, talvez até mesmo ao abandono da proposta.
O desfecho foi uma derrota para o
Capoeira
A força da capoeira
Marginalizada no passado, mistura de dança e luta afro-brasileira é reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UnescoPor Leandro Almeida
O registro da capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da
Humanidade, anunciado em novembro de 2014 pela Unesco, é mais um passo
no reconhecimento dessa cultura de matriz afro-brasileira que mistura
jogo, dança, luta, música e canto nas suas animadas rodas. Em 2008, o
Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) já havia
considerado a roda de capoeira e os saberes dos mestres como patrimônio
imaterial do Brasil. Por que essa prática de origem escrava,
marginalizada pelas elites e perseguida pela polícia até a metade do
século XX tornou-se valorizada?
Na primeira metade do século XIX, o termo capoeira carregava três significados diferentes: terreno com mato ralo, cesto grande para transporte de aves e dança/luta praticada em ruas, praças e fontes majoritariamente por escravos oriundos da África Central (atuais Congo e Angola), que tinham autonomia para trabalhar mediante pagamento ao seu senhor. Tal associação capoeira-escravo era tão marcante para a estamental sociedade brasileira do período que, em 1829, um estudante de São Paulo utilizou-a para desqualificar seu desafeto. Em um jornal, citou a “estranheza” do diretor pelo hábito de seu professor de francês “jogar capoeira no Largo do Chafariz, o lugar mais público e frequentado desta cidade, servindo de espetáculo aos negros, que quando o veem dar bem uma cabeçada, o aplaudem com bastantes assobios, palmas, gargalhadas”.
A despeito do aspecto lúdico, os capoeiras também eram temidos por outros escravos, homens livres pobres e, principalmente, pela população branca (inclusive a polícia) que receava uma rebelião escrava, como a ocorrida no Haiti, em 1791, e em
Na primeira metade do século XIX, o termo capoeira carregava três significados diferentes: terreno com mato ralo, cesto grande para transporte de aves e dança/luta praticada em ruas, praças e fontes majoritariamente por escravos oriundos da África Central (atuais Congo e Angola), que tinham autonomia para trabalhar mediante pagamento ao seu senhor. Tal associação capoeira-escravo era tão marcante para a estamental sociedade brasileira do período que, em 1829, um estudante de São Paulo utilizou-a para desqualificar seu desafeto. Em um jornal, citou a “estranheza” do diretor pelo hábito de seu professor de francês “jogar capoeira no Largo do Chafariz, o lugar mais público e frequentado desta cidade, servindo de espetáculo aos negros, que quando o veem dar bem uma cabeçada, o aplaudem com bastantes assobios, palmas, gargalhadas”.
A despeito do aspecto lúdico, os capoeiras também eram temidos por outros escravos, homens livres pobres e, principalmente, pela população branca (inclusive a polícia) que receava uma rebelião escrava, como a ocorrida no Haiti, em 1791, e em
Tarso Genro
Política
Entrevista - Tarso Genro
'O PT precisa de um choque de sociedade civil', diz Tarso Genro
Para ex-presidente da legenda, forma tradicional de partido está
superada e esquerda tem der ter receita própria para o ajuste fiscal
por Renan Truffi
Caco Argemi/ UPPRS (16/10/2014)
Ex-governador do Rio Grande do Sul, ministro da Justiça no
governo Lula e presidente do PT na época do 'mensalão', Tarso Genro é um
dos quadros históricos do partido que, há algum tempo, tem feito
críticas públicas às escolhas dos governos petistas e ao atual momento
da legenda. Para ele, uma das razões da crise pela qual a sigla passa é o
fato de o PT ter se tornado “um partido excessivamente de governo".
"O PT precisa de um choque de sociedade civil”, afirma Genro, para quem
a capacidade de renovação interna do PT "está esgotada”.
Designado pelo ex-presidente Lula, Genro foi um dos formadores do presidencialismo de coalizão que garantiu a governabilidade à gestão petista, mas diz que esse formato começou a ruir no primeiro mandato de Dilma. “O sistema de coalizão não presta mais para nada”. Em entrevista à reportagem de CartaCapital, o Genro falou sobre o ajuste fiscal, os protestos anti-PT e os rumos da esquerda. “A forma tradicional de partido está superada. [Precisaríamos de] uma frente que, exemplificadamente, fosse do Bresser-Pereira ao Jean Wyllys”.
Leia a entrevista abaixo:
CartaCapital: Dez anos depois do "mensalão", o PT tem alguns de seus quadros envolvidos também na Operação Lava Jato. O que explica isso?
Tarso Genro: Isso é um efeito da tradicionalização da política do País. Problema de corrupção e escândalos financeiros acompanham a história da democracia e a história do capitalismo, mas isso tem sido excessivamente valorizado pela grande mídia porque é o PT que está no governo. Mas até eu digo para os meus companheiros: o fato é que houve envolvimento de pessoas do PT em ilegalidades. Não sei se
Designado pelo ex-presidente Lula, Genro foi um dos formadores do presidencialismo de coalizão que garantiu a governabilidade à gestão petista, mas diz que esse formato começou a ruir no primeiro mandato de Dilma. “O sistema de coalizão não presta mais para nada”. Em entrevista à reportagem de CartaCapital, o Genro falou sobre o ajuste fiscal, os protestos anti-PT e os rumos da esquerda. “A forma tradicional de partido está superada. [Precisaríamos de] uma frente que, exemplificadamente, fosse do Bresser-Pereira ao Jean Wyllys”.
Leia a entrevista abaixo:
CartaCapital: Dez anos depois do "mensalão", o PT tem alguns de seus quadros envolvidos também na Operação Lava Jato. O que explica isso?
Tarso Genro: Isso é um efeito da tradicionalização da política do País. Problema de corrupção e escândalos financeiros acompanham a história da democracia e a história do capitalismo, mas isso tem sido excessivamente valorizado pela grande mídia porque é o PT que está no governo. Mas até eu digo para os meus companheiros: o fato é que houve envolvimento de pessoas do PT em ilegalidades. Não sei se
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