Impostometro

domingo, 19 de abril de 2015

Nova investigação sobre morte de Tancredo Neves pode estar a caminho após 30 anos

Nova investigação sobre morte de Tancredo Neves pode estar a caminho após 30 anos

Pesquisador-médico que passou 25 anos estudando os procedimentos adotados no tratamento do presidente diz que houve erros e vai pedir a reabertura do processo nos conselhos de classe

Aquela foi anunciada e prometida como uma cirurgia de rápida recuperação que, no máximo, adiaria a posse do primeiro presidente civil após 21 anos de ditadura militar, marcada para 15 de março de 1985. Mas ocorreu o imponderável. Um erro de diagnóstico de apendicite supurada e uma operação de emergência desnecessária, tumultuada não só pelo “espetáculo” aberto na cena política, mas por uma sucessão de atos médicos temerários que provocaram danos ao paciente. Começava ali um drama que teria como desfecho a morte de Tancredo Neves em

Fortaleza para protestar contra Eduardo Cunha

Manifestantes se reúnem em Fortaleza para protestar contra Eduardo Cunha

Além de "Fora, Cunha", os manifestantes pediram a saída de Renan Calheiros, e criticaram o PMDB e o Congresso Nacional. Para eles, uma onda conservadora no Congresso está atrasando o País

fotos: Wagner Mendes
Por volta de 11h, grupo saiu em caminhada rumo ao Mercado dos Peixes
 
A manifestação dispersou durante a caminhada. Uma parte do grupo não chegou a acompanhar e ficou no local da concentração, de onde logo também dispersaram. Não houve registro de confrontos durante o protesto.
Além de "Fora, Cunha", os manifestantes gritam "Fora, Renan (Calheiros)", "Fora, PMDB" e "Fora, Congresso Nacional". Para eles, uma onda conservadora no Congresso está atrasando o País. Muitos dos manifestantes estão com a

sábado, 18 de abril de 2015

Ministério Público do Trabalho planeja ação no STF contra terceirizações

Política

Terceirização

Ministério Público do Trabalho planeja ação no STF contra terceirizações

Se PL 4330/04 for aprovado, procurador prevê aumento de acidentes nas empresas, o fim dos planos de carreira e a disparada da corrupção empresarial
por Wanderley Preite Sobrinho 

Agência Brasil
Terceirizações
"A contratante vai solicitar um profissional, mas, sem vínculo, não vai querer quer que ele evolua, cresça"


 João Batista Machado Junior é especializado em investigar empresas que, em nome da lucratividade, rasgam a Constituição ou a CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho. Vice-coordenador Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Emprego no Ministério Público do Trabalho (MPT), o procurador já cansou de contabilizar os casos de prestadoras de serviço que tratam seus funcionários como escravos. Agora, teme que os esforços do MPT nos últimos anos sejam desperdiçados se o Congresso Nacional aprovar o Projeto de Lei 4330/04, que permite a terceirização de todas as funções em uma empresa.
Além de salários mais baixos e jornada maior de trabalho, o procurador prevê aumento no número de acidentes nas empresas, o fim dos planos de carreira e a disparada da corrupção empresarial, tão em voga em tempos de Operação Lava JatoA solução, diz Machado, será uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, que sua equipe já estuda protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) se o projeto também for aprovado no Senado.
Leia a entrevista completa:
CartaCapital: Qual é a opinião do senhor sobre o

Lei da Terceirização

Política

Congresso Nacional

Centrais sindicais protestam em 18 estados contra Lei da Terceirização

Presidente da CUT diz que, caso o projeto seja aprovado, deputados e senadores responsáveis terão "suas caras" colocadas no país inteiro, na internet e em postes, como "traidores da classe trabalhadora" 
 
 
CSP / Conlutas
Protesto Conlutas
Manifestantes fecharam trecho da Rodovia Anhanguera em Ribeirão Preto (SP), na tarde de quarta-feira 15
 
Centrais sindicais e movimentos sociais fizeram protestos simultâneos em 18 estados, durante toda a manhã desta quarta-feira 15. As ações fazem parte do Dia Nacional de Paralisação contra o PL 4.330, projeto de lei que regulamenta a terceirização no Brasil e foi aprovado na Câmara na última quarta 8. Os atos ocorreram em Alagoas, Amapá, Goiás, Piauí, Paraíba, Paraná, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Sergipe, Tocantins, Pará, São Paulo e no Distrito Federal. Houve paralisações no transporte público em pelos menos quatro capitais, segundo a CUT: Porto Alegre, Salvador, Recife e Brasília.
Em Fortaleza, uma caminhada pelo centro da cidade marcou o protesto da CUT. A central calculou que a mobilização reuniu 8 mil pessoas, enquanto a PM não fez estimativa de público. Segundo a presidente do diretório da CUT no Ceará, Joana D'Arc, setores como os da educação, saúde e construção civil aderiram à

Eduardo Cunha

Política

Congresso Nacional

Terceirização: Eduardo Cunha sofre primeira grande derrota

Com medo de perder, presidente da Câmara segura votação e adia desfecho sobre o projeto de lei
por André Barrocal 

Agência Brasil
Eduardo Cunha
Cunha suspendeu a sessão e chamou os líderes para uma reunião a portas fechadas em seu gabinete

 
Pressionada por protestos de rua e pelas redes sociais da internet, a Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira 15 adiar a conclusão da votação da Lei da Terceirização. Uma nova tentativa será feita na próxima quarta-feira 22. Com os parlamentares sentindo-se acuados, porém, é possível que uma nova polêmica leve a outra postergação, talvez até mesmo ao abandono da proposta.
O desfecho foi uma derrota para o

Capoeira


A força da capoeira

A força da capoeira

Marginalizada no passado, mistura de dança e luta afro-brasileira é reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco
 
Por Leandro Almeida
O registro da capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, anunciado em novembro de 2014 pela Unesco, é mais um passo no reconhecimento dessa cultura de matriz afro-brasileira que mistura jogo, dança, luta, música e canto nas suas animadas rodas. Em 2008, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) já havia considerado a roda de capoeira e os saberes dos mestres como patrimônio imaterial do Brasil. Por que essa prática de origem escrava, marginalizada pelas elites e perseguida pela polícia até a metade do século XX tornou-se valorizada?
Na primeira metade do século XIX, o termo capoeira carregava três significados diferentes: terreno com mato ralo, cesto grande para transporte de aves e dança/luta praticada em ruas, praças e fontes majoritariamente por escravos oriundos da África Central (atuais Congo e Angola), que tinham autonomia para trabalhar mediante pagamento ao seu senhor. Tal associação capoeira-escravo era tão marcante para a estamental sociedade brasileira do período que, em 1829, um estudante de São Paulo utilizou-a para desqualificar seu desafeto. Em um jornal, citou a “estranheza” do diretor pelo hábito de seu professor de francês “jogar capoeira no Largo do Chafariz, o lugar mais público e frequentado desta cidade, servindo de espetáculo aos negros, que quando o veem dar bem uma cabeçada, o aplaudem com bastantes assobios, palmas, gargalhadas”.
A despeito do aspecto lúdico, os capoeiras também eram temidos por outros escravos, homens livres pobres e, principalmente, pela população branca (inclusive a polícia) que receava uma rebelião escrava, como a ocorrida no Haiti, em 1791, e em

Tarso Genro

Política

Entrevista - Tarso Genro

'O PT precisa de um choque de sociedade civil', diz Tarso Genro

Para ex-presidente da legenda, forma tradicional de partido está superada e esquerda tem der ter receita própria para o ajuste fiscal
por Renan Truffi 


Caco Argemi/ UPPRS (16/10/2014)
Tarso Genro
Segundo Tarso Genro, PT se distanciou da sua condição de partido de luta, de partido de movimento

Ex-governador do Rio Grande do Sul, ministro da Justiça no governo Lula e presidente do PT na época do 'mensalão', Tarso Genro é um dos quadros históricos do partido que, há algum tempo, tem feito críticas públicas às escolhas dos governos petistas e ao atual momento da legenda. Para ele, uma das razões da crise pela qual a sigla passa é o fato de o PT ter se tornado “um partido excessivamente de governo". "O PT precisa de um choque de sociedade civil”, afirma Genro, para quem a capacidade de renovação interna do PT "está esgotada”.
Designado pelo ex-presidente Lula, Genro foi um dos formadores do presidencialismo de coalizão que garantiu a governabilidade à gestão petista, mas diz que esse formato começou a ruir no primeiro mandato de Dilma. “O sistema de coalizão não presta mais para nada”. Em entrevista à reportagem de CartaCapital, o Genro falou sobre o ajuste fiscal, os protestos anti-PT e os rumos da esquerda. “A forma tradicional de partido está superada. [Precisaríamos de] uma frente que, exemplificadamente, fosse do Bresser-Pereira ao Jean Wyllys”.
Leia a entrevista abaixo:
CartaCapital: Dez anos depois do "mensalão", o PT tem alguns de seus quadros envolvidos também na Operação Lava Jato. O que explica isso?
Tarso Genro: Isso é um efeito da tradicionalização da política do País. Problema de corrupção e escândalos financeiros acompanham a história da democracia e a história do capitalismo, mas isso tem sido excessivamente valorizado pela grande mídia porque é o PT que está no governo. Mas até eu digo para os meus companheiros: o fato é que houve envolvimento de pessoas do PT em ilegalidades. Não sei se