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sábado, 17 de outubro de 2015

Exército vê risco de crise social no país

Exército vê risco de crise social no país


Comandante da instituição afirma que efeito negativo do cenário político abala estabilidade do Brasil e, por isso, diz respeito às Forças Armadas. Contudo, diz general, normalidade institucional “dispensa a sociedade de ser tutelada”
Teresa Sobreira/divulgação
General Eduardo Villas Bôas

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou que a atual crise no Brasil pode gerar uma “crise social” que comprometeria a estabilidade do país e, segundo ele, teria relação com as Forças Armadas. As informações são da Folha de S.Paulo.
“Estamos vivendo situação extremamente difícil, crítica, uma crise de natureza política, econômica, ética muito séria e com preocupação que, se ela prosseguir, poderá se transformar numa crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade”, enfatizou e prosseguiu: “E aí, nesse contexto, nós nos preocupamos porque passa a nos dizer respeito diretamente”.
Villas Bôas fez as declarações em uma inédita videoconferência na última sexta (9) para 2 mil oficiais temporários da reserva, os R2. A conversa teve transmissão para oito comandos pelo país e trechos circulam na internet. O ex-governador Roberto Magalhães (DEM-PE) participou do debate.
O militar, escolhido para o comando do Exército pela presidente Dilma Rousseff no início deste ano, descartou a intervenção militar em outras declarações. Ele disse não ver crise institucional e que as instituições funcionam, dando como exemplo a reprovação das

Intelectuais lançam manifesto contra impeachment de Dilma

Intelectuais lançam manifesto contra impeachment de Dilma


Intitulado A Sociedade Brasileira Precisa Reinventar a Esperança, manifesto foi lançado por intelectuais nesta sexta-feira (16) na USP.”Nós temos que deixar absolutamente claro que no golpe não levam. Só levam no voto”, disse o escritor Fernando Morais.
Beto Rodrigues/FDRH
Para o jurista Fábio Konder Comparato, Dilma só poderia ser declarada impedida por fatos relativos à gestão atual, a não por ações em mandatos anteriores


Na última sexta-feira (16),um grupo de intelectuais lançou um manifesto contra as propostas de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No documento, intitulado A Sociedade Brasileira Precisa Reinventar a Esperança, o impedimento é apontado como um risco à “constitucionalidade democrática” e uma violação do Estado de Direito. Segundo o manifesto, não há base jurídica para os pedidos. “Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidenta Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime”, enfatiza o texto. A ideia do grupo é, a partir de agora, continuar a articulação contra o impeachment com movimentos sociais.
Um dos responsáveis por elaborar o documento, o jurista Fabio Konder Comparato, disse que os argumentos a favor do afastamento de Dilma referem-se a ações do mandato anterior. Porém, de acordo com ele, a chefe do Executivo só poderia ser declarada impedida por fatos relativos à gestão atual. “O que a oposição, por intermédio de dois eminentes juristas, está fazendo é levantar para a

Estudantes protestam em SP: "Se nossa escola for fechar, a cidade vai parar"

Estudantes protestam em SP: "Se nossa escola for fechar, a cidade vai parar"

Centenas de estudantes caminharam na capital paulista entoando gritos contra Alckmin e sua proposta de "reestruturação" das escolas.

Manifestação na capital paulista | Foto: Mídia Ninja
Estudantes da rede pública estadual fizeram nesta quinta-feira (15), na capital paulista, uma manifestação contra a “reestruturação” das escolas, proposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). O movimento, que vem ganhando força com o mote “Não fechem a minha escola”, reuniu mais de mil alunos da rede estadual de ensino no Largo da Batata, na zona oeste, por volta das 9h. Após decisão coletiva, os jovens seguiram em passeata, por sete quilômetros, até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo, no Morumbi, zona sul. Ao chegar, estudantes cantavam repetidamente o grito “Se nossa escola for fechar, a cidade vai parar. Se os alunos se unirem, o Geraldo vai cair”. Antes do início das movimentações, policiais militares já estavam no local com cinco viaturas da Força Tática.
Entre os jovens reunidos, esperando o movimento ganhar volume, destacava-se Clara Kaiser. Professora na Faculdade de Arquitetura e

A naturalização do mal que semeia o fascismo

Sociedade

Opinião

A naturalização do mal que semeia o fascismo

Apoio a execuções policiais e hostilidade em enterro de petista são sinais do perigoso caldo de maldade que vivemos
por Pedro Estevam Serrano                                                                                          Alex de Jesus / O Tempo / Folhapress
Velório José Eduardo Dutra
Panfletos contra o PT e o governo distribuídos no velório do ex-presidente da Petrobras e do PT José Eduardo Dutra
Dois fatos ocorridos nesta semana expuseram com uma clareza assustadora a forma como parte significativa da sociedade brasileira naturaliza a prática de maldades extremas. A divulgação de uma pesquisa do Datafolha dando conta de que 50% dos entrevistados concordam com a afirmação de que "bandido bom é bandido morto" e a distribuição de panfletos com pregação de ódio no velório do petista José Eduardo Dutra são expressões de uma boçalidade social perigosa e da banalidade do mal, tão bem descrita por Hannah Arendt.

Como se sabe, a filósofa alemã cunhou a expressão “banalidade do mal” após ser convidada pela revista New Yorker para fazer a cobertura do julgamento de Adolf Eichmann, coronel da SS responsável pelos campos de concentração nazistas.
Os artigos dela sobre este caso apresentaram uma visão absolutamente criativa e singular não só do processo, mas daquilo que ela viu como a causa maior da violência extrema praticada pelo regime de Hitler: o mal não é um fenômeno radical, complexo e profundo; ao contrário, é sempre superficial, banal. É extremo, como no

O que é preciso para Cunha cair?

Política

Crise Política

O que é preciso para Cunha cair?

A revelação de contas na Suíça animou os opositores do peemedebista. Não há, contudo, opção simples nem rápida de tirá-lo da presidência da Câmara
Eduardo Cunha
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fala com a imprensa sobre a representação contra ele no Conselho de Ética
As redes sociais se exaltaram desde a revelação das contas secretas de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Suíça, com saldo de 2,4 milhões de dólares. O presidente da Câmara dos Deputados está sendo investigado por lavagem de dinheiro e corrupção pelo Ministério Público do país europeu, e muitos acreditam em sua queda "a qualquer momento". A derrubada do peemedebista, no entanto, não é tão simples, Cunha se nega a renunciar e pressiona tanto a oposição quanto o governo para se manter no cargo. Entenda melhor:
Por qual motivo Eduardo Cunha pode ser afastado da presidência da Câmara?
Na última semana, a Procuradoria-Geral da República recebeu do Ministério Público suíço documentos comprovando a existência de contas secretas de Eduardo Cunha na Suíça, tornando-o suspeito de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção. A revelação reforça a delação premiada do ex-consultor da Toyo Setal, Júlio Camargo, segundo quem Cunha pediu uma propina de 5 milhões de dólares para viabilizar um contrato de navios-sonda da Petrobras. Após a denúncia de Camargo, a Procuradoria-Geral da República denunciou o peemedebista ao Supremo Tribunal Federal, em agosto.
Cunha sempre negou as acusações e, em março, disse à CPI da Petrobras não possuir contas no exterior. Na ocasião, foi aplaudido e apoiado por deputados da oposição e do PMDB. Hoje, sete meses depois, a afirmação mostrou-se mentirosa e tornou-se a principal arma contra Cunha em um processo por quebra de

Lava Jato: a operação abafa vai pelo ralo

Política

Operação Lava Jato

Lava Jato: a operação abafa vai pelo ralo

Os grampos na cela de Youssef estavam ativos, confirma uma perícia
por Marcelo Auler
grampos encontrados na cela de Youssef
O equipamento encontrado pelo doleiro captou mais de cem horas de conversas.

Nem tudo anda bem na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, sede das investigações da Lava Jato. Circula uma lista de policiais federais, alguns de outras regiões do País, considerados “dissidentes” pelos integrantes da força-tarefa. Até o atual deputado federal Fernando Francischini, delegado de carreira e ex-superintendente no estado, foi incluído.
Em uma folha de papel, conforme denunciou o delegado Mario Renato Castanheira Fanton na 12ª Vara Federal de Curitiba e na CPI da Petrobras, na Câmara dos Deputados, o chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado do Paraná, Igor Romário de Paula, relacionou mais de 15 “suspeitos”, entre delegados, agentes federais e um desembargador do Tribunal Regional Federal afastado das funções pelo Conselho Nacional de Justiça, a ser investigados. 
Com base em informações da doleira Nelma Kodama, de jornalistas ou por meio de denúncias anônimas, Igor de Paula conclui que o tal grupo pretendia vender dossiês para os advogados dos acusados no escândalo da Petrobras. Objetivo? Melar a Lava Jato. 
A suspeita foi o combustível que alimentou ainda mais o clima de discórdia entre os policiais federais que atuam não apenas em Curitiba, mas também no interior paranaense, Foz do Iguaçu e Paranaguá incluídos, ou que já não cumprem suas funções no estado.
Entre os “dissidentes” encontram-se aqueles que, no início da operação, em março de 2014, criticaram internamente certos métodos adotados pela força-tarefa, a começar pelo grampo encontrado na cela do doleiro Alberto Youssef e

A vez dos DroneLeaks

Internacional

Estados Unidos

A vez dos DroneLeaks

Novo vazamento do Pentágono traz revelações assustadoras sobre o uso de drones
Afeganistão
Em Cabul, meninos afegãos observam soldado da Otan em 11 de outubro: o efeito dos drones aliena e indigna as populações atingidas
Criado pelo empresário Pierre Omidyar e pelos jornalistas Glenn Greenwald e Laura Poitras, celebrizados pela cobertura do caso Edward Snoden, além de Jeremy Scahill, famoso pelas reportagens sobre a “Guerra ao Terror” e os mercenários da ex-Blackwater, o site jornalístico The Intercept acaba de publicar uma reportagem devastadora intitulada The Drone Papers sobre o uso de drones pelo Pentágono, baseada em documentos secretos fornecidos por uma fonte anônima, na maioria slides de apresentações internas.
O material descreve como o governo dos Estados Unidos encobre a realidade sobre o número de civis vitimados por drones ao classificar mortos não identificados como “inimigos”, mesmo se não fossem os alvos pretendidos. Desde que sejam homens e não haja prova positiva de que eram inocentes, presume-se que