Impostometro

domingo, 24 de maio de 2015

Câmara aprova projeto que dispensa símbolo de transgênicos em rótulos

Câmara aprova projeto que dispensa símbolo de transgênicos em rótulos

Deputados que são contra o projeto argumentaram que a lei retira o direito do consumidor de saber o que está comprando

Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, o polêmico projeto que acaba com a exigência do símbolo da transgenia nos rótulos dos produtos com organismos geneticamente modificados (OGM), como milho, arroz, óleo de soja, fubá e outros produtos derivados. O Projeto de Lei 4148/08, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), foi aprovado por 320 votos a 135. A proposta ainda vai passar por votação no Senado.
De acordo com o controverso projeto, o aviso aos consumidores somente será obrigatório nas embalagens dos alimentos que apresentarem presença de organismos transgênicos “superior a 1% de sua composição final, detectada em análise especifica”.
Símbolo será obrigatório nas embalagens com organismos transgênicos superior a 1% de sua composição
Foto:  Divulgação
O debate sobre o fim da exigência do rótulo colocou em oposição deputados da bancada ruralista e defensores do meio ambiente, que argumentaram que o projeto retira o direito do consumidor de saber o que está comprando.
A discussão sobre o tema foi intensa e não houve consenso entre os parlamentares. Para o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), o projeto de lei cassa, na prática, o direito de o consumidor saber se há ou não transgênicos. “É correto sonegar ao consumidor essa informação? Está certo tirar o direito de saber se tem ou não transgênicos?”, questionou. O deputado Ivan Valente (Psol-SP) afirmou que, enquanto outros países proíbem completamente o uso de alimentos transgênicos, no Brasil se busca “desobrigar a rotulagem dos transgênicos e excluir o

HSBC

Bancos

O HSBC faz as malas

por Carlos Drummond

Abalada por escândalos variados, a instituição prepara-se para deixar o País 

Fabrice Coffrini / AFP
HSBC
Imagem de 18 de fevereiro mostra a sede do HSBC Private Bank, em Genebra, na Suíça. O banco está sendo investigado


Na quarta-feira 13, o burburinho em torno da provável venda do HSBC no Brasil indicava a possibilidade de realização do negócio ainda neste semestre. Com ativos totais de 150 bilhões de reais, trata-se do quarto banco privado no Brasil, antecedido por Itaú, Bradesco e Santander, e o sétimo na classificação geral. Bradesco, BTG Pactual e Santander compõem a relação de possíveis compradores, seguidos pelo canadense Scotiabank, por chineses como o Industrial & Commercial Bank of China e o espanhol Bilbao Vizcaya. O montante do negócio, especula-se no País e no exterior, oscila em torno de 5 bilhões de dólares, equivalente a 1,6 vez o valor patrimonial do quarto trimestre do ano passado. 
As operações do HSBC na Turquia e nos Estados Unidos seriam também vendidas para contrabalançar o impacto nos resultados do aumento das exigências dos órgãos reguladores de diversos países em relação aos

PT

Apesar da crise, PT tem aumento no número de filiados

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São Paulo - Mesmo em meio à maior crise de seus 35 anos existência, assolado por denúncias de corrupção e desvios na Petrobras investigadas pela Operação Lava Jato, manifestações de rua e panelaços contra o partido e rejeição ao governo da presidente Dilma Rousseff, o PT registrou nos primeiros cinco meses deste ano um aumento considerável do número de filiados.
De acordo com dados do partido, foram 16.640 filiações até sexta-feira passada. O número é 81% maior do que as 9.187 adesões contabilizadas no mesmo período do ano passado.
'Reação'
Para a direção do partido, o fenômeno pode ser visto como uma reação às investidas de grupos e movimentos "da direita" contra o partido nas ruas.
"Setores da base social do PT saíram em defesa do partido. Para eles, a forma de reagir é a filiação", afirma o deputado estadual José Américo Dias, secretário nacional do Comunicação do PT.
Só em abril, mês em que o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto foi preso durante mais uma etapa da Operação Lava Jato sob suspeita de arrecadar dinheiro de propina para o partido por meio de doações de campanha e

sábado, 23 de maio de 2015

Ciro Gomes explica o novo governo de Dilma Rousseff

Ciro Gomes explica o novo governo de Dilma Rousseff

O blablablá paranóico de Lobão

O blablablá paranóico de Lobão

Postado em 03 mai 2013
A entrevista à Folha Ilustrada é um novo capítulo de sua incontinência verbal e indigência intelectual.
Ele
Ele
“Ficar chateado ou mordido com o que a imprensa escreve é uma ingenuidade. Porque é o veículo do qual a gente tem de se valer, e tentar driblar, para colocar nosso produto na praça”.
Isso é Lobão numa entrevista dos anos 90. É o que ele sempre fez em sua carreira: se autopromover a qualquer custo para vender seja lá o que for. Desta vez foi na Folha Ilustrada, numa entrevista sobre o lançamento de seu novo livro de “ensaios”. 
Bateu em Dilma Rousseff (“Ela foi terrorista. Ela sequestrou avião, ela pode ter matado. Como que ela pode criar uma Comissão da Verdade e, como presidenta, não se colocar?”), no PT (“Esses que estão no poder, Dilma, Emir Sader, Franklin Martins, Genoíno, estavam na luta armada. Todos esses guerrilheiros estão no poder. Porra, alguma coisa está acontecendo!”), na Tropicália e na Bossa Nova (“Sempre tive muito desinteresse pela Tropicália. Tom Zé, Jards Macalé e João Donato sempre foram melhores do que os que estão aí hoje representando o movimento, tanto o da bossa nova quanto o da Tropicália”), no rap (“Os Racionais são o braço armado do governo, são os anseios dos intelectuais petistas, propaganda de um comportamento seminal do PT. Não acredito em cara ressentido”).
Lobão é um caso clássico de hiperativo que, para desavisados, passa por inteligente, corajoso ou algo assim. É o famoso sujeito que “não tem papas na língua”. O mesmo baterista que agora enxerga comunistas debaixo da cama e execra Lula já votou em Lula duas vezes, como admitiu para a Playboy em 2000. Fez campanha, aliás, em 89, no Domingão do Faustão, solando o jingle (o vídeo foi misteriosamente retirado do ar).
O mesmo Lobão que virou um – vá lá – baluarte do conservadorismo afirmou: “Eu me considero um ser prioritariamente anárquico. Mas acredito que precisamos de algo virado para o social porque senão a

Ciro Gomes

Fórum Brasil

“Brasília está dominada por uma coalizão de gatunos”, diz Ciro Gomes

Para o ex-governador e ex-ministro, o Brasil “não tem projeto” para retomar o crescimento  

Greg Salibian
Ciro Gomes
Ciro Gomes durante debate no Fórum Brasil: críticas à falta de política industrial e ao comportamento do Congresso

Agora na iniciativa privada, como chefe da ferrovia Transnordestina, o ex-ministro da Integração Nacional e ex-governador do Ceará Ciro Gomes não poupou o Congresso Nacional e as coligações partidárias durante sua participação na 3ª edição do Fórum Brasil promovido por CartaCapital, cujo tema neste ano é "Crescer ou crescer”. Para Ciro, o parlamento está dominado por ladrões.
Ciro participou de uma mesa de debate com o

PSDB quer votar projeto que tira a Petrobras do pré-sal

PSDB quer votar projeto que tira a Petrobras do pré-sal

Tomaz Silva/ABr

No Senado, o tucano José Serra manobra para atropelar debates sobre o tema. Além da proposta do senador, outros dois Projetos de Lei do PSDB também correm em paralelo na Câmara dos Deputados, com o objetivo de abrir o pré-sal para as multinacionais.

Por Alessandra Murteira,
Do Rio de Janeiro (RJ)
No momento em que a Petrobras se recupera da crise gerada pela operação Lava Jato, um projeto de lei de autoria do senador José Serra (PSDB/SP) ameaça acabar com a obrigatoriedade legal que garante a exploração do pré-sal à empresa. A petrolífera já produz diariamente cerca de 800 mil barris de petróleo e gás. Em março deste ano, o parlamentar tucano ingressou no Senado com o Projeto de Lei 131, que se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), aguardando parecer do relator.
Para agilizar a tramitação desse projeto, José Serra vem tentando articular uma votação conjunta com outras duas comissões do Senado: a de Assuntos Econômicos e a de Serviços de Infraestrutura. Se isso acontecer e o texto for aprovado em consenso, a decisão será terminativa. Ou seja, ele sequer será submetido ao plenário da Casa e seguirá direto para a Câmara dos Deputados.
 
 Petroleiros são contra a privatização da Petrobras | Foto: Tomáz Silva/ABr
Por lei, a Petrobras tem a exclusividade na exploração do pré-sal e participação mínima de 30% em cada bloco licitado. O PSDB, no entanto, quer alterar essas regras e acabar com o regime de partilha de produção, em que o Estado brasileiro fica com parte do petróleo do pré-sal, gerando um Fundo Social Soberano para investimentos em saúde e educação. Além da proposta do senador José Serra, outros dois Projetos de Lei do PSDB também correm em paralelo na Câmara dos Deputados, com o objetivo de abrir o pré-sal para as multinacionais.
"Mexer no regime de partilha é