Conheça as tecnologias que elevaram a Petrobras ao posto de melhor do mundo
Produções como as BSR's deram à petroleira o maior prêmio de inovação do setor
Desenvolvida em parceria com centros de pesquisa como o
Cenpes, localizado na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, a Boia de Sustentação de Risers (BSR) foi uma dentre
as várias tecnologias produzidas por pesquisadores que garantiu o prêmio
recebido pela Petrobras no Offshore Technology Conference (OTC), maior evento do mundo dedicado à área de
exploração e produção de petróleo no mar. Juntamente com outras nove produções,
as BSR’s formam o grupo vencedor do “Prêmio pelo conjunto de tecnologias
desenvolvidas para a produção da camada Pré-sal” recebido pela empresa no
último dia 7 de maio.
Na prática, essas boias têm a função de absorver os
movimentos da plataforma flutuante e diminuir os danos que eles podem causar
aos risers, que são dutos responsáveis por conduzir o petróleo ou o gás do fundo do mar até a plataforma.
A exploração de petróleo "offshore", que significa em português "em alto mar", implica em muitos riscos para as empresas
que se dedicam a fazer este tipo de extração, que vão desde
movimentações da água do mar até a corrosão dos equipamentos causada
pelo sal. Sustentando os risers, as BSR's são instaladas a cerca de 250
metros de profundidade, entre o leito marinho (fundo do mar) e a
superfície.
"Isso permite sua conexão
com os FPSO's (unidade flutuante de produção, armazenamento e
transferência de petróleo) através de tramos de tubos flexíveis. Com
esta configuração, os movimentos da plataforma flutuante não são
transferidos integralmente aos risers rígidos, diminuindo o dano por
causa da fadiga e garantindo sua vida útil mesmo em condições
meteoceanográficas severas", informa o hotsite da Petrobras elaborado
com o objetivo de apresentar ao público as tecnologias que a empresa
desenvolveu e que pode ser acessado clicando aqui.
Primeira Boia de Sustentação de Risers
As
boias pesam quase duas mil toneladas e ocupam uma área de mais de 2 mil
metros quadrados. Atualmente há duas delas instaladas no projeto piloto
do campo de Sapinhoá e outras duas no campo de Lula (no projeto piloto
na área de Lula Nordeste), com um total de nove poços em produção.
No
vídeo de apresentação do projeto, Marcus Tadeu, engenheiro de petróleo
sênior da estatal, destaca que “a idéia nasceu do conjunto de técnicos
da Petrobras, do
Cenpes, do E&P (Exploração e Produção), e do nosso corporativo, que
contratou, construiu e instalou a boia
com os risers pendurados nela para checar a viabilidade da alternativa.
Foi feito
um trabalho extensivo com todos os órgãos da companhia para viabilizar
tecnicamente essa instalação.”
Os risers são instalados por uma
embarcação especial que a