Impostometro

sábado, 18 de abril de 2015

Eduardo Cunha

Política

Congresso Nacional

Terceirização: Eduardo Cunha sofre primeira grande derrota

Com medo de perder, presidente da Câmara segura votação e adia desfecho sobre o projeto de lei
por André Barrocal 

Agência Brasil
Eduardo Cunha
Cunha suspendeu a sessão e chamou os líderes para uma reunião a portas fechadas em seu gabinete

 
Pressionada por protestos de rua e pelas redes sociais da internet, a Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira 15 adiar a conclusão da votação da Lei da Terceirização. Uma nova tentativa será feita na próxima quarta-feira 22. Com os parlamentares sentindo-se acuados, porém, é possível que uma nova polêmica leve a outra postergação, talvez até mesmo ao abandono da proposta.
O desfecho foi uma derrota para o

Capoeira


A força da capoeira

A força da capoeira

Marginalizada no passado, mistura de dança e luta afro-brasileira é reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco
 
Por Leandro Almeida
O registro da capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, anunciado em novembro de 2014 pela Unesco, é mais um passo no reconhecimento dessa cultura de matriz afro-brasileira que mistura jogo, dança, luta, música e canto nas suas animadas rodas. Em 2008, o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) já havia considerado a roda de capoeira e os saberes dos mestres como patrimônio imaterial do Brasil. Por que essa prática de origem escrava, marginalizada pelas elites e perseguida pela polícia até a metade do século XX tornou-se valorizada?
Na primeira metade do século XIX, o termo capoeira carregava três significados diferentes: terreno com mato ralo, cesto grande para transporte de aves e dança/luta praticada em ruas, praças e fontes majoritariamente por escravos oriundos da África Central (atuais Congo e Angola), que tinham autonomia para trabalhar mediante pagamento ao seu senhor. Tal associação capoeira-escravo era tão marcante para a estamental sociedade brasileira do período que, em 1829, um estudante de São Paulo utilizou-a para desqualificar seu desafeto. Em um jornal, citou a “estranheza” do diretor pelo hábito de seu professor de francês “jogar capoeira no Largo do Chafariz, o lugar mais público e frequentado desta cidade, servindo de espetáculo aos negros, que quando o veem dar bem uma cabeçada, o aplaudem com bastantes assobios, palmas, gargalhadas”.
A despeito do aspecto lúdico, os capoeiras também eram temidos por outros escravos, homens livres pobres e, principalmente, pela população branca (inclusive a polícia) que receava uma rebelião escrava, como a ocorrida no Haiti, em 1791, e em

Tarso Genro

Política

Entrevista - Tarso Genro

'O PT precisa de um choque de sociedade civil', diz Tarso Genro

Para ex-presidente da legenda, forma tradicional de partido está superada e esquerda tem der ter receita própria para o ajuste fiscal
por Renan Truffi 


Caco Argemi/ UPPRS (16/10/2014)
Tarso Genro
Segundo Tarso Genro, PT se distanciou da sua condição de partido de luta, de partido de movimento

Ex-governador do Rio Grande do Sul, ministro da Justiça no governo Lula e presidente do PT na época do 'mensalão', Tarso Genro é um dos quadros históricos do partido que, há algum tempo, tem feito críticas públicas às escolhas dos governos petistas e ao atual momento da legenda. Para ele, uma das razões da crise pela qual a sigla passa é o fato de o PT ter se tornado “um partido excessivamente de governo". "O PT precisa de um choque de sociedade civil”, afirma Genro, para quem a capacidade de renovação interna do PT "está esgotada”.
Designado pelo ex-presidente Lula, Genro foi um dos formadores do presidencialismo de coalizão que garantiu a governabilidade à gestão petista, mas diz que esse formato começou a ruir no primeiro mandato de Dilma. “O sistema de coalizão não presta mais para nada”. Em entrevista à reportagem de CartaCapital, o Genro falou sobre o ajuste fiscal, os protestos anti-PT e os rumos da esquerda. “A forma tradicional de partido está superada. [Precisaríamos de] uma frente que, exemplificadamente, fosse do Bresser-Pereira ao Jean Wyllys”.
Leia a entrevista abaixo:
CartaCapital: Dez anos depois do "mensalão", o PT tem alguns de seus quadros envolvidos também na Operação Lava Jato. O que explica isso?
Tarso Genro: Isso é um efeito da tradicionalização da política do País. Problema de corrupção e escândalos financeiros acompanham a história da democracia e a história do capitalismo, mas isso tem sido excessivamente valorizado pela grande mídia porque é o PT que está no governo. Mas até eu digo para os meus companheiros: o fato é que houve envolvimento de pessoas do PT em ilegalidades. Não sei se

domingo, 12 de abril de 2015

Datafolha: Aprovação do governo de Dilma se mantém estável em 13%

Datafolha: Aprovação do governo de Dilma se mantém estável em 13%

Percentual é o mesmo do estudo anterior, divulgado em março, pelo Datafolha

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado (11/4) aponta que a aprovação à presidente Dilma Rousseff, medida pelo número de pessoas que consideram o governo "ótimo" ou "bom", permanece em 13%. Um estudo divulgado em março revela o mesmo percentual. A popularidade da presidente, de acordo com o Datafolha, parou de cair. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
O recente estudo ouviu 2.834 pessoas em 171 municípios do país, entre os dias 9 e 10 de abril.  
O Datafolha destaca que a taxa de aprovação da presidenta só é comparável com os piores momentos dos ex-presidentes Itamar Franco (12% em novembro de 1993) e Fernando Henrique Cardoso (13% em setembro de 1999). 
O instituto abordou ainda as expectativas para a economia. O resultado aponta para um patamar estável. Setenta e oito por cento dos entrevistados disseram que a inflação deve subir no próximo período, enquanto 70% das pessoas acham que o desemprego vai aumentar. E para 58% dos entrevistados, a situação econômica "deve piorar".
O Datafolha informa ainda que 63% dos entrevistados apoiam a abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma. Deste total, 37% das pessoas dizem saber que, caso o processo leve à cassação do mandato da presidenta, o cargo será ocupado pelo seu vice, Michel Temer (PMDB). Mas somente metade dos perguntados acertou o nome do atual vice-presidente.
O levantamento diz ainda que, para 57% da população, Dilma sabia da corrupção na estatal e deixou acontecer. Vinte e seis por cento opinaram que ela sabia do esquema, mas nada poderia fazer nada para impedir que ocorresse. Já o apoio aos protestos contra Dilma é de 75%. 
O Datafolha abordou ainda o caso de corrupção na Petrobras. Dos entrevistados, 75% associam Dilma ao caso. A corrupção foi apontada no ranking de maiores preocupações dos brasileiros, por 22% das pessoas abordadas. A saúde foi apontada por 23%. 
O instituto destaca que se

Popularidade de Lula segue inabalável

Popularidade de Lula segue inabalável, apesar de campanha anti-PT

Segundo Datafolha, 50% dos brasileiros o consideram o melhor presidente da história.

Jornal do Brasil

Enquanto as manifestações que pedem o impeachment de uma presidenta legitimamente eleita começam a dar sinais de cansaço, uma pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (12/04), mostra de que lado o povo realmente está. 
O levantamento revela que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é apontado como o melhor presidente da história pelos brasileiros. Lula tem nada menos que 50% da preferência nacional. Fernando Henrique Cardoso aparece bem distante, em segundo lugar, com 15%.
O resultado dessa pesquisa deve levar ao desespero aqueles que estão por trás de uma tentativa de criar um clima de instabilidade no país e temem uma nova derrota pelas vias democráticas em 2018.
A unanimidade em torno de Lula se mantém inalterada. O ex-presidente deixou a presidência em 2010 com 87% de aprovação segundo o Ibope e a CNT (Confederação Nacional do Transporte). Um recorde mundial de popularidade. Já FHC deixou o cargo em 2002 com apenas 26% de aprovação.
A popularidade de Lula não é fruto apenas de seu inquestionável carisma. Durante seu governo, foi registrada a maior distribuição de

Terceirização

Política

Direitos Trabalhistas

Nove motivos para você se preocupar com a nova lei da terceirização

 
Agência Câmara
CUT Protesto
A centrais sindicais e movimentos sociais protestaram na terça-feira 7, em Brasília, contra o projeto de lei
 
 
A Câmara Federal pode aprovar o projeto de lei 4.330 que facilita a terceirização e a subcontratação do trabalho. Descubra como a medida pode afetar seu dia-a-dia 
Por Piero Locatelli, da Repórter Brasil
O número de trabalhadores terceirizados deve aumentar caso o Congresso aprove o Projeto de Lei 4.330. A nova lei abre as portas para que as empresas possam subcontratar todos os seus serviços. Hoje, somente atividades secundárias podem ser delegadas a outras empresas, como, por exemplo, a limpeza e manutenção de máquinas.

Entidades de trabalhadores, auditores fiscais, procuradores do trabalho e juízes trabalhistas acreditam que o projeto é nocivo aos trabalhadores e à sociedade. Nesta terça-feira 7, a polícia reprimiu um protesto das centrais sindicais contra o projeto, em frente ao Congresso Nacional.

Descubra por que você deve se preocupar com a mudança:
1- Salários e benefícios devem ser cortados
O salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos  empregados formais, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
No setor bancário, a diferença é

Beto Richa

Política

Paraná

O primo complica Beto Richa

O envolvimento de Luiz Abi Antoun em denúncias de corrupção complica a administração do tucano
por René Ruschel

Beto Richa
Parente distante... Richa tenta se disvincular do primo, mas o passado está documentado


Dilma Rousseff tem uma companhia na amargura da baixa popularidade. Beto Richa, governador do Paraná, vive o mesmo inferno astral. Entre dezembro e fevereiro, a popularidade do tucano foi do céu ao chão: de 64% de aprovação a 76% de rejeição. A mudança de humor do eleitor paranaense deu-se após a frustrada tentativa da administração estadual de impor um pacote de medidas econômicas que promovia um aumento de impostos e taxas, limitava os direitos trabalhistas e abocanhava 8 bilhões de reais do fundo de Previdência do funcionalismo. “O governo chegou ao fundo do poço”, avalia Murilo Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisas, responsável pela pesquisa.
Pela interpretação de Hidalgo, pior não poderia ficar. Ou poderia? Uma sucessão de escândalos recentemente revelados ameaça ainda mais a já carcomida imagem de Richa. O principal personagem do enredo é Luiz Abi Antoun, primo do governador e considerado eminência parda da administração paranaense. Antoun, suspeita o Ministério Público, comandaria um esquema de fraudes em licitações e