Tropa da elite
Renan Calheiros, presidente do Senado, e
Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara, enviam seguranças do
Congresso para missões secretas longe de Brasília. O problema é que a
ação é ilegal
Josie Jeronimo
EM SERVIÇO
Policiais no Congresso: eles são servidores com atribuições de guarda e proteção de
parlamentares e do patrimônio do Legislativo, mas não podem apurar infrações fora de Brasília
Em pleno feriado natalino, o presidente do
Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi a público justificar o uso de
jatinho da FAB para ir a Pernambuco fazer um implante capilar. Na virada
do Réveillon, o senador será obrigado a dar novas explicações. Desta
vez, sobre os motivos que o levaram a enviar seguranças do Senado para
missões sigilosas em sua terra natal. ISTOÉ identificou ao menos três
dessas viagens, feitas em fevereiro, outubro e novembro, que incluíram
diligências ilegais, monitoramento de pessoas e tomada de depoimentos
numa delegacia de polícia. Ao menos três servidores foram usados na
empreitada: Everaldo Bosco, Gabriel Reis e Floriano Pinheiro. Com o aval
do senador alagoano, os policiais não se intimidaram ao bancar “os
xerifes” de Renan, violando competências que são exclusivas da Polícia
Federal e da Civil.
A chamada “polícia legislativa” não passa de um corpo de servidores do
Congresso com atribuições de guarda e proteção dos parlamentares e
daquilo que pode ser classificado como patrimônio do Legislativo, como
veículos, edifícios, móveis e equipamentos. Esses policiais podem até
fazer apuração de