Impostometro

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O prefeito de São Bernardo do Campo


O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diz que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), errou ao se desgarrar do governo para disputar o Palácio do Planalto em 2014.
Ouvir o texto

Luiz Marinho no Poder e Política



"Eduardo não teve a sabedoria e a paciência de se colocar para suceder em 2018. Ele poderia estar muito bem colocado nessa posição. Abriu mão, infelizmente", disse Marinho. O socialista "poderia ser candidato ao Senado. E ter o nosso apoio para ser presidente do Senado. Vir a ser ministro importante num segundo governo Dilma. Tinha um monte de possibilidades colocadas. Mas preferiu raia própria. Na medida em que disputa, vira adversário".
E quem fez as propostas para que Eduardo Campos mantivesse o apoio ao governo Dilma com a possibilidade de ter o apoio do PT para disputar o Planalto em 2018? "Eu disse publicamente isso. Essa sinalização foi colocada para o Eduardo". Por Lula? "O presidente Lula, a própria presidenta Dilma. Isso foi colocado", responde o prefeito de São Bernardo. "Eu acho que ele errou".
Como o PT tem um histórico sofrível quando se trata de ceder vagas em eleições importantes, as negociações não prosperaram. Além disso, em política é muito difícil fazer uma promessa sobre uma mercadoria a ser entregue só

A primeira vez que eu apanhei

Campanha "O valente não é violento", da ONU Mulheres
Campanha “O valente não é violento”, da ONU Mulheres

Eu nunca tinha apanhado na vida. Ao menos não literalmente. Foram 31 anos inocentes e imunes, interrompidos bruscamente por um tapa na cara.
Aconteceu em setembro, final do verão por aqui. Meus óculos de sol caíram imediatamente no chão e, por alguns segundos, eu perdi a referência de onde estava. Quando voltei a mim, minha primeira reação foi não ter reação. Lembro-me de permanecer atônita. Em seguida, virei a cabeça tentando localizar o sujeito, mas ele já havia sumido na multidão. Eu estava em uma esquina movimentada da cidade e fui pega completamente desprevenida.
Tomei o metrô tentando freneticamente devolver com os dedos as lágrimas que insistiam em cair de dentro dos olhos. Só conseguia pensar que eu era mulher, estava sozinha e vestia uma blusa regata. E que a combinação desses fatores poderia ter motivado aquele homem de vestimentas religiosas tradicionais. Quando abri a porta de casa, chorei até a exaustão.
Poucos dias depois veio a segunda agressão, dessa vez em forma de bofetada no braço. De novo, a sensação de perplexidade absoluta. E outra vez, perdi a pessoa para a multidão. Mas eu tinha então uma certeza: sim, eu havia apanhado porque era mulher. Afinal, aquele senhor que reclamava que as bicicletas estavam muito próximas da faixa de pedestres poderia ter agredido qualquer outro ciclista em volta, homem. E ele escolheu a mim.
Com uma semana de diferença, dois sujeitos absolutamente desconhecidos sentiram que poderiam bater em uma mulher na rua — eu — e assim o fizeram. Para eles, deveria ser algo ”natural”. Para mim, foi uma experiência muito traumática. A sensação de vulnerabilidade era tamanha que eu comecei a achar que eu poderia sofrer qualquer coisa de ruim, como por exemplo ser empurrada para baixo do trem quando ele estivesse chegando na plataforma.
Escrever sobre esses episódios por um bom tempo me pareceu impossível. Indizível. Faço agora por acreditar que compartilhar

A "selfie" de Obama e o jornalismo apressado

A "selfie" de Obama e o jornalismo apressado

O presidente dos EUA não foi insensível e sua mulher não estava enciumada. Na superficialidade da rede, a imprensa precisa refletir. Por José Antonio Lima


Thorning-Schmidt, Obama, Cameron
Thorning-Schmidt chama Cameron para a "selfie" com Obama, durante o funeral de Mandela, na terça-feira 10


O ditado nos conta que uma imagem diz mais do que mil palavras. Assim, baseados em uma única foto do funeral de Nelson Mandela, o jornalismo mundial e a parte da sociedade conectada à internet concluíram que o presidente dos EUA, Barack Obama, e os primeiros-ministros David Cameron (Reino Unido) e Helle Thorning-Schmidt (Dinamarca) são três mal educados incapazes de se comportarem em um momento fúnebre e que a primeira-dama norte-americana, Michelle Obama, ficou irritada ao ver o marido “flertar”. Nada mais inverídico.
Foi preciso o depoimento de um fotógrafo, com exatamente 685 palavras, para o contexto da foto vir à tona. Em post publicado (em inglês) no blog dos correspondentes da agência AFP, Roberto Schmidt conta que a imagem foi feita minutos

ONU adverte Uruguai que lei sobre maconha viola tratados

ONU adverte Uruguai que lei sobre maconha viola tratados


Órgão da ONU advertiu o Uruguai que sua lei para regular a produção, a venda e o consumo de maconha viola os tratados internacionais

Plantas de maconha são fotografas em Montevidéu, no Uruguai: órgão da ONU lamentou a aprovação da lei por país que assinou convenções sobre drogas

Viena - O órgão das Nações Unidas que vigia o cumprimento dos convênios internacionais sobre drogas advertiu nesta quarta-feira o Uruguai que sua lei para regular a produção, a venda e o consumo de maconha viola os tratados internacionais assinados pelo país.

  A Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) lamentou, em comunicado emitido em Viena, a aprovação da lei por um país que assinou as convenções internacionais sobre drogas, e garante que não foi levado em conta o impacto negativo na sociedade da legalização.
Raymond Yans, presidente da Jife, mostrou na nota sua "surpresa" ao saber que "um governo que é um parceiro ativo na cooperação internacional e na manutenção do Estado de direito internacional, tenha decidido conscientemente romper as disposições legais universalmente estipuladas".
A Convenção Única sobre Entorpecentes de 1961 - adotada por 186 países, inclusive pelo Uruguai - só contempla o uso da cannabis para fins médicos e científicos.
"O objetivo principal da Convenção Única de 1961 é proteger a saúde e o bem-estar da humanidade. A cannabis está submetida ao controle pela Convenção de 1961, que exige que os Estados limitem seu uso a fins médicos e científicos, devido ao seu potencial para causar dependência", indica Yans.
O especialista belga criticou que "a decisão do legislador uruguaio não leve em conta seu impacto negativo na saúde, já que os estudos científicos confirmam que a cannabis é uma substância viciante, com graves consequências para a saúde das pessoas".
"Em particular, o uso e abuso de cannabis por parte dos jovens pode afetar gravemente seu desenvolvimento", reforçou.
Em novembro o presidente da Jife lamentou o pouco diálogo do governo uruguaio com esse organismo durante o processo de redação da lei e a posterior tramitação, que terminou na terça-feira com a aprovação no Senado de Montevidéu.
A Jife é um organismo independente dentro das Nações Unidas cuja missão é zelar pelo cumprimento das Convenções das Nações Unidas sobre drogas. Sem competências para estabelecer sanções, já criticou a aprovação de leis que preveem o uso terapêutico da maconha em diferentes países.
Mais recentemente, criticou a

Lei da Maconha

Uruguai aprova Lei da Maconha

Agência Brasil

Montevideu – Por 16 votos a favor e 13 contra, o Senado uruguaio aprovou a chamada Lei da Maconha. A partir desta quarta-feira (11), o pequeno país sul-americano será o primeiro do mundo a legalizar e regulamentar a produção, venda e o consumo da marijuana.
Antes mesmo de a votação terminar, defensores da lei marcharam até o Congresso para festejar. No Uruguai, o consumo de maconha (ou de qualquer outra droga) não é considerado crime há 40 anos, mas era proibido comprar e vender os produtos. A nova lei pretende acabar com essa contradição e buscar uma alternativa à guerra contra as drogas.
Estima-se que 28 mil uruguaios (5% da população entre 15 e 65 anos) fumam um cigarro de maconha por dia. Comparado com outros países, é um mercado pequeno - mas move US$ 40 milhões ao ano e tem crescido, apesar das políticas de combate ao narcotráfico.
O presidente do Uruguai, Jose “Pepe” Mujica, quer que o Estado regule o comércio e uso dessa droga – a quarta mais consumida no

NSA

NSA utiliza cookies do Google para localizar alvos de espionagem

Informações foram reveladas pelo ex-analista Edward Snowden

Terra


shutterstock_53530573.jpg

A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) analisa cookies de rastreamento usados por anunciantes online, a fim de encontrar e direcionar os assuntos de vigilância, de acordo com o The Washington Post. 

Slides da apresentação interna da agência, fornecidos por Edward Snowden, mostram que, quando as empresas seguem os consumidores na internet para melhor atendê-los em publicidade, a técnica abre a porta para o rastreamento semelhante por parte do governo. Os slides também sugerem que a agência está usando essas técnicas de monitoramento para ajudar a identificar alvos para as operações espionagem

Segundo os documentos, a NSA e a agência britânica, GCHQ , estão usando os pequenos arquivos de rastreamento, ou "cookies", que as redes de publicidade local usam computadores para identificar as pessoas que navegam na internet. As agências de inteligência têm encontrado uso particular de uma parte de um mecanismo de rastreamento do Google conhecido como o

Mandela e a derrota do apartheid

Mandela e a derrota do apartheid



Tal como Agostinho Neto, Amílcar Cabral e Samora Machel, Nelson Mandela nunca aceitou renegar a luta de libertação de seu país em troca da liberdade

Achille Lollo,
De Roma (Itália) 
Em novembro de 1976, Joe Slovo se encontrou com os primeiros militantes sul-africanos do Congresso Nacional Africano (CNA) que estavam treinando no campo de Funda, a 30 Km de Luanda, capital da República Popular de Angola. Um encontro que, evidentemente, por motivos de segurança não foi veiculado, inclusive porque Slovo estava na lista dos “comunistas que deveriam ser eliminados” – tal como aconteceu em Maputo com sua mulher Ruth First. 
Assim, no campo de treinamento de Funda ficou fortalecida a decisão política do Estado Maior do Umkhonto we Sizwe (braço armado do CNA) em aproveitar a recém- libertação de Angola para começar a treinar, nos moldes de guerrilha organizada, os militantes que fugiriam da África do Sul. 
Naquela reunião, Joe Slovo lembrou aos jovens aspirantes a guerrilheiros – alguns com apenas 16 anos – que eles “estavam em Angola para trilhar o caminho que o camarada Nelson Mandela havia iniciado logo após o massacre de Sharperville em 1960” e que “a palavra de ordem era lutar, lutar, e nunca parar de lutar até acabar com o regime do apartheid”. 
Hoje, somente três quinquagenários daquele batalhão de 115 aspirantes guerrilheiros podem lembrar que cumpriram com a palavra de ordem do Umkhontowe Sizwe (MK)[Lança da Nação, em português] e que  assumiram o compromisso político com  Nelson Mandela para derrotar o apartheid e criar a