Impostometro

domingo, 17 de novembro de 2013

Eike Batista

Como Eike, egocêntrico e vendedor de ilusões, afundou o Império X

iG analisa autobiografia lançada por ex-bilionário há dois anos e mostra os sonhos prometidos e o que de fato o "mito", como se auto-proclamou, entregou ao mercado

Paula Pacheco - iG São Paulo

Em 2011, o mineiro Eike Batista vivia possivelmente o melhor momento como empresário. Estampava publicações nacionais e estrangeiras, embolsava prêmios como grande homem de negócios do País (e uma promessa mundial, ousariam afirmar) e era a inspiração de empreendedores brasileiros. Meses antes, o ex-bilionário, que fundou o Grupo EBX, mandou o recado: passaria Bill Gates, da Microsoft, para trás e se tornaria o homem mais rico do mundo. Para muitos, ele era o cara.
Em dezembro daquele ano, Eike aproveitou toda a popularidade do momento e lançou a autobiografia "O X da Questão – A trajetória do maior empreendedor do Brasil". O livro alcançou 203 mil exemplares e foi o título mais vendido até hoje pela editora Primeira Pessoa, braço da Editora Sextante especializado em biografias.



Amadeu Bocatios/Futura Press
Eike Batista durante noite de autógrafos de "O X da Questão", na Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro


Hoje, depois de 23 meses, ler o relato de Eike ao longo de rasas 159 páginas proporciona momentos irônicos e analíticos. Irônicos porque sua autobiografia traz um amontoado de clichês e afirmações que não passaram de promessas. Sem nem um traço sequer de modéstia, o empresário avalia um de seus momentos nos negócios – a exploração de uma operação de garimpo de ouro em Alta Floresta, ao norte de Mato Grosso. "Os méritos maiores foram persistência, obstinação, ousadia e o que as pessoas costumam qualificar de capacidade visionária".
Minha trajetória é a prova de que o capitalismo brasileiro está mais maduro (Eike Batista)
Sobram frases no livro de culto ao ego, como "sou um empreendedor diferente da média", "sou perito em identificar diamantes não polidos e aprendi, ao longo da vida, a polir esses diamantes". Ou ainda "minha trajetória é a prova de que o capitalismo brasileiro está mais maduro. As aberturas de capital de minhas companhias são verdadeiros atestados de maioridade".  
Ego, um grande companheiro
Ao mesmo tempo que o livro confirma

Casamento igualitário

Chega à fase decisiva a campanha pelo casamento igualitário no Brasil

Os artistas ajudaram a criar ambiente favorável para a discussão; agora é hora de deputados e candidatos saírem do armário e revelarem sua posição. “A lei discrimina os homossexuais. Se o estado exclui os homossexuais da comunidade de direitos, autoriza as pessoas a discriminá-los”, diz Jean Wyllys

Ana Ribeiro , iG São Paulo  

 
A campanha nacional pelo casamento igualitário está tomando fôlego para dar a largada à sua segunda fase. A primeira fase da campanha, segundo o deputado Jean Wyllys  (PSOL – RJ), autor junto com a deputada Erika Kokay  (PT-DF) do projeto de lei PL 5120/13, que altera o código civil para dar os mesmos direitos para todos os casais, gays ou héteros, foi de sensibilização da sociedade. “Artistas se engajaram, colocamos o casamento igualitário como pauta na agenda pública, na imprensa, nos bares, nas redes sociais, colocamos o casamento como tema a ser debatido”, diz ele, e introduz o próximo capítulo do processo: “A segunda fase é de pressão mesmo sobre o Congresso Nacional para que o projeto seja posto em pauta.”
Chegou a hora de os políticos saírem do armário e revelarem qual é sua posição, e a de seu partido, com relação ao casamento civil igualitário. O que tem que acontecer, na prática, é levar a pauta à votação no Congresso e aprovar a PEC (proposta de emenda à constituição) que modifica o artigo 226, que trata das relações conjugais. A mudança altera poucas palavras e faz toda a diferença. 
Onde hoje se lê:
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 3º – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
(…).
Passará a ler o seguinte:
§ 3.º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre duas pessoas, sejam do mesmo ou de diferente sexo, como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.


Reprodução
O deputado Jean Wyllys
Leia a entrevista com Jean Wyllys:


iG: Por que você considera este um bom momento para lançar a segunda fase da campanha?
Jean:  A situação política mudou. Acho que agora, depois da decisão do STF (2011) e da regulamentação do CNJ (maio de 2013), e da campanha do casamento civil igualitário com a participação de muitos artistas, criamos um clima favorável à legalização do casamento. A gente vê que um dos artifícios que os conservadores têm utilizado é dizer: “Essa é uma matéria vencida”, “O casamento já é garantido”, mas não é verdade. Vi uma declaração do Eduardo Campos  (PSB) dizendo isso. Sem querer entrar nessa questão, ele é presidenciável, candidato à presidência em 2014, mas desculpa, Eduardo Campos, essa não é uma matéria vencida. Assim seria se a gente tivesse alterado o código civil para garantir na lei o direto dos homossexuais ao  casamento civil e portanto a constituir uma família protegida pelo estado. Esse tema tem de voltar em 2014, durante a campanha eleitoral, porque os candidatos têm que se posicionar em relação a essa questão.
iG: Está na hora do tema ser discutido no Congresso Nacional?
Jean:  O tema tem que ser discutido no Congresso Nacional e é preciso que a sociedade saiba de fato quem é a favor e quem é contra a cidadania plena de todos. Está na hora de saber como é que o PT vai se posicionar, como é que o PC do B, o PPS, o PSB, todos os partidos ditos de esquerda têm de dizer claramente se são a favor da cidadania plena dos homossexuais. Tem que botar em votação e ver se a gente vai ser vencido ou não. Não tenho medo de derrota, é importante que a sociedade saiba: essas pessoas votaram contra a cidadania plena dos homossexuais. Elas não merecem o voto da comunidade LGBT e da comunidade simpatizante, aqueles que mesmo não sendo gays defendem o estado laico, defendem o estado democrático de

STF

Ministros do STF questionam decisão de Barbosa sobre prisões do mensalão

Alguns ministros, embora reconheçam a prerrogativa do presidente da Corte, levantaram dúvidas sobre a execução das penas. Dos 12 réus, apenas Pizzolato está foragido

A expedição dos respectivos mandados de prisão de 12 réus do mensalão durante o feriado e final de semana gerou algumas críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao presidente da Corte e relator do caso, Joaquim Barbosa. Dos 12 mandados expedidos, apenas um não foi cumprido, o do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que fugiu para a Itália. Outros 11 presos, entre eles o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o publicitário Marcos Valério, se entregaram à Polícia Federal (PF) em seus respectivos Estados e, em seguida, levados para Brasília.


Ministros do STF em sessão que determinou primeiras prisões do mensalão
A medida tomada por Barbosa de expedir os mandados de prisão em pleno feriado foi vista com ressalvas por alguns colegas da Corte. Eles afirmaram a pessoas próximas que não ficou claro no julgamento de quarta-feira como ocorreria a prisão dos réus do mensalão nem mesmo se houve a proclamação oficial do resultado do julgamento.
No final da sessão de quarta-feira, quando ficou decidido que as penas seriam executadas imediatamente, o presidente do STF começou a proclamar o resultado, mas foi interrompido por colegas durante a discussão relacionada à execução das sentenças. No final da sessão, Barbosa apenas disse: “Eu trarei amanhã (quinta-feira), eventuais aperfeiçoamentos à proclamação (de resultado) sugerida pelo ministro Luiz Fux. Está encerrada a

Mandela

Mandela não é mais capaz de falar, diz ex-mulher a jornal

Ex-presidente não pode articular palavras, mas se comunica por sinais, segundo afirmou Winnie Madikizela ao jornal The Sunday Independent

AFP/Arquivos, da  
Siphiwe Sibeko/AFP
Nelson Mandela em junho de 2010
Nelson Mandela em junho de 2010: Problemas pulmonares do Prêmio Nobel da Paz estão provavelmente ligados às sequelas de uma tuberculose que sofreu quando cumpria sua pena em Robben Island

Nelson Mandela continua "bastante doente" e não é capaz de falar, mas se "comunica por sinais", afirmou sua ex-mulher Winnie Madikizela-Mandela a um jornal sul-africano.

O ícone da luta contra o apartheid, de 95 anos e que recebe atendimento médico em casa desde setembro, "se comunica por sinais com seu rosto".
"Não pode articular palavras por causa de todos os tubos em sua boca para drenar os pulmões", afirmou Madikizela-Mandela ao The Sunday Independent.
"Os médicos afirmaram que esperam que ele recupere a voz", completou.
"Disseram que respira com a ajuda de aparelhos. Isto é mentira", garantiu.
Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul, é atendido por uma equipe de 22 médicos em sua residência

Favor Previdenciário

“Favor Previdenciário é um roubo”, diz Sergio Nobre

Secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT) fala à Radioagência NP sobre as implicações do fator previdenciário em um momento em que centrais sindicais se mobilizam para derrubá-lo

Leonardo Ferreira,
Da Radioagência NP

Desde sua criação, o fator previdenciário já atingiu 2.738.478 trabalhadores. Trata-se de um redutor criado em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso. É uma fórmula matemática aplicada nos pedidos de aposentadorias por tempo de contribuição.
Segundo a regra, o valor do benefício pago pela Previdência Social passou a ser calculado com base na média dos maiores salários de contribuição correspondentes a 80% de todo o período em que o segurado contribuiu para a Previdência.
A lei incide precisamente sobre o regime previdenciário onde estão os segurados  e aposentados mais pobres – os vinculados ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
O valor do benefício considera, além do tempo de contribuição, a idade na data de concessão da aposentadoria e a expectativa de sobrevida a partir dessa idade. O fator previdenciário prejudica os trabalhadores que pretendem se aposentar por tempo de contribuição.
Para debater as implicações do fator previdenciário, em um momento em que centrais sindicais se mobilizam para derrubá-lo, a Radioagência NP entrevistou o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre. Para ele, o fator previdenciário “é um roubo no valor da aposentadoria dos trabalhadores”.
Radioagência NP: Como o fator previdenciário prejudica os trabalhadores no Brasil? E qual a proposta defendida pelas centrais sindicais?
Sergio Nobre: O fator previdenciário é uma grande injustiça com os trabalhadores porque ele começa sua carreira profissional ali com 14, 15 anos de idade, que é geralmente quando começa o trabalhador brasileiro. Ele passa 35, 40 anos da vida contribuindo pelo teto da previdência e quando chega o momento dele requerer a sua aposentadoria aplicam um redutor que chega a 35, 40% do valor da aposentadoria.
Eu sempre dou um exemplo como

Nova Iorque

Nova Iorque: um novo prefeito para a capital do capital


Única noticia positiva neste mar de tristezas onde um camarada do passado se elege para seguir a política do capital são dois candidatos, Anthony Gronowicz, do Partido Verde, professor universitário, boa pessoa, vagamente de esquerda; e Daniel Fein, do Socialist Worker, montador mecânico em uma fábrica de eletrônicos, único candidato camarada a sério, com um programa socialista para os trabalhadores. Juntos tiveram quase 6 mil votos. Não é muito mas, já que ninguém registrou o feito, eu o faço 

Por Gregório Carboni Maestri
Enrique é nova-iorquino de 34 anos, puro e duro, viajado, filho de trabalhadores colombianos. É de esquerda, participou no movimento Occupy. Conhece a sub-cultura metropolitana nova-iorquina e, como muitos de sua geração, lembra com nostalgia a Nova Iorque pré-1995. Sim, a cidade era suja, perigosa, devido à introdução do crack dos anos pós-Vietnam. As conseqüências sociais do capitalismo mutante dos últimos anos 70 e a crise social produzida pelos anos Reagan despejavam na cidade desemprego, miséria, prostitutas.
Mas, ao mesmo tempo, havia oposição, um resto de oposição. Uma oposiçãozinha política, social, cultural. Eram os anos do refluxo. Mas como o beira-mar de Rockaways, em Nova Iorque, em maré baixa, o leito da praia era fértil, a areia repleta da espuma salgada, de conchas de contracultura que sobressaiam na superfície. Este refluxo foi mais complexo em Nova Iorque que em outras cidades estadunidenses.
Nova Iorque é cidade de trabalhadores, muitos dos quais públicos, organizados em sindicatos, com uma longa historia de lutas, não raro duramente reprimidas. Uma historia que vai além da caricatura de cidade de yuppies da finança. Para que se tenha uma ideia, «The Chief», um jornal muito lido e vendido em todas as bancas de Nova Iorque, se ocupa exclusivamente de questões ligadas aos trabalhadores públicos, desde 1897!
Anos Oitenta, de cultura urbana underground, popular, negra, resíduo de movimento afro-estadunidense recém-derrotado. No Bronx, em Harlem, no Brooklyn, a nova fotografia imortalizava  as ruas

UPPs

Da cidadania prometida com as UPPs à cidadania vivida de fato

Mônica Francisco*
Muito se tem discutido sobre a nova política de segurança adotada pelo Estado do Rio de Janeiro. Intelectuais, Movimentos Sociais, ONGs, artistas, entidades de Defesa dos Direitos Humanos, imprensa, enfim, toda a sociedade tem algo a dizer ou pelo menos a pensar sobre. Não se pode pensar a cidade hoje sem mencionar este novo elemento que vem compondo há cinco anos (desde 2008) a cena carioca. De lá pra cá muita propaganda, discursos entusiasmados, eleições garantidas por conta do feito prodigioso de "conter" a violência ascendente no estado e consequentemente o avanço do narcotráfico, causador de violentos confrontos decorrentes da guerra pelos territórios (favelas) que serviam como principal locus do comércio ilegal (segundo as autoridades, pela facilidade de fuga devido à topografia própria dos morros) de entorpecentes; embora alguns de nós saibamos que atribuir a violência da cidade unicamente ao tráfico de drogas é uma redução da questão da própria violência em si. 
Temos uma quantidade absurda de mortes em um trânsito extremamente violento, um número alarmante de vítimas da  violência doméstica, e o que é mais assustador: de 2001 a 2011, estima-se que ocorreram mais de 50 mil feminicídios, o que equivale a aproximadamente 5 mil mortes por ano, cerca de 472 por mês segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mesmo com a vigência da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06). Sem contar os assassinatos de homossexuais, cuja tabela pode ser visualizada em dados disponibilizados pelo grupo Gay Atobá da Bahia, em seu site (http://www.ggb.org.br). Enfim, a