Biógrafo de Che: “Que herói a direita tem para colocar em camisetas? Pinochet?”



Em 2007, quando o assassinato de Che Guevara completou 40 anos, a revista Veja, cujo modelo de jornalismo já conhecemos (leia aqui sobre minha experiência na semanal da Abril) publicou uma reportagem de capa, ao estilo “guia politicamente incorreto” de seus foquinhas amestrados, para tentar demolir o mito. Dias depois, uma carta pública do biógrafo de Che, o premiado jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, desmentia o teor da reportagem praticamente por completo, acusando seu autor de ter sido parcial e desonesto (leia aqui).
“O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista”, escreveu Anderson, cujo livro é apontado pela própria Veja como “a mais completa biografia de Che”. Espantosamente, este libelo de mau jornalismo vem sendo utilizado nos últimos anos pela direita indigente intelectual brasileira para tentar reduzir Che a um “assassino”, como se o contexto, uma revolução, não justificasse mortes. Tem colunista de jornal aí que só se refere a ele como “porco fedorento”. Este é o nível deles.
Mas qual o interesse dos cérberos reaças de enlamear Che Guevara? Será que é porque não tem nenhum ídolo do lado de lá para servir de modelo aos jovens a não ser torturadores, generais ditadores e exploradores da miséria