Impostometro

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Opinião - Quem comanda a tropa?

Opinião - Quem comanda a tropa?

O esclarecimento da morte do pedreiro Amarildo de Souza, a partir das denúncias que estão sendo feitas, causa perplexidade pelo número de envolvidos, que até o momento chega a 25 policiais que participaram direta ou indiretamente do assassinato. Ao mesmo tempo em que essas revelações vão esclarecendo os fatos, levantam também outras dúvidas sobre o caso e que devem ser esclarecidas. São 25 pessoas envolvidas. Um verdadeiro batalhão. E quem comanda?
Apesar da prisão do major Edson Santos, que comandava a UPP da Rocinha, e que supostamente seria o principal responsável pelo massacre, a quem ele estava subordinado e prestava conta de seu trabalho, conforme a rotina dentro da hierarquia de uma força de segurança pública? E se não prestava nenhuma satisfação, se agia por conta própria, é preciso esclarecer essa falha, inadmissível, na corporação.
Os promotores do Ministério Público estadual, que estão fazendo as denúncias dos envolvidos no caso Amarildo, não devem suspender o trabalho apenas com os envolvidos

Hoje na Historia

23 de outubro de 1958: Boris Pasternak, autor de Dr. Jivago, conquista Nobel de Literatura
 
Boris Pasternak é Nobel de Literatura. Jornal do Brasil: Sexta-feira, 24 de outubro de 1958.
O escritor russo Boris Pasternak, 68 anos, autor de Dr. Jivago, considerado o escritor mais original e o mais solitário da literatura russa contemporânea, segundo o Fígaro Littéraire conquistou o Prêmio Nobel de Literatura de 1958, disputado com o italiano Alberto Moravia e o norte-americano Ezra Pound.

Ao anunciar o prêmio, o Secretário-Geral da Academia, Andrea Oesterling disse que Paternak foi escolhido "por sua importante obra, tanto na poesia lírica contemporânea, como no terreno da grande tradição épica russa", comparando a grandiosidade do livro Dr. Jivago ao Guerra e Paz de Leon Tolstói.

Outras efemérides de 23 de outubro

O romance conta a história de um médico e poeta, Yuri Jivago, dividido entre o amor de duas mulheres, tendo sob fundo a Revolução Russa de 1917. A obra evidencia a preocupação do autor com o indivíduo, em detrimento ao coletivo. Por seu teor sutilmente crítico ao Stalinismo, à truculência do Grande Expurgo e ao rígido trabalho forçado do sistema Gulag, Dr. Jivago acabou censurado em seu país.

Em 1965, Dr. Jivago chegaria às telas de cinema. Sucesso reconhecido pelo público e pela crítica, consagraria-se no ano seguinte o grande vencedor do Oscar, com cinco estatuetas: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte - A Cores, Melhor Fotografia - A Cores, Melhor Figurino - A Cores e Melhor Trilha Sonora. Recebeu ainda indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Tom Courtenay), Melhor Edição e Melhor Som.

Fonte: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php

Rússia rejeita decisão de tribunal internacional para libertar ativistas

Rússia rejeita decisão de tribunal internacional para libertar ativistas

A Rússia rejeitou hoje (23) a arbitragem do Tribunal Internacional dos Direitos do Mar para libertar 28 ativistas do Greenpeace detidos no Ártico, quando realizavam um protesto em barco de bandeira holandesa, em águas internacionais. Entre os detidos na Rússia está a brasileira Ana Paula Maciel, 31 anos.
“A Rússia comunicou à Holanda e ao Tribunal Internacional do Direito do Mar que não aceita a arbitragem no caso do barco Artic Sunrise”, informou o Ministério dos Assuntos Exteriores russo, em comunicado.
Segundo Moscou, em 1997, quando ratificou a Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre o Direito do Mar, a Rússia fez a ressalva de que não aceitaria os procedimentos de arbitragem com decisões vinculantes em contenciosos sobre o exercício dos direitos soberanos e jurisdicionais”. A Rússia declarou, contudo, estar disponível para encontrar uma solução para o problema.

A Holanda apresentou um recurso de arbitragem ao Tribunal Internacional dos Direitos do Mar, com sede em Hamburgo, na Alemanha, por considerar que a libertação dos

Fortaleza - Guarda Municipal porta pistola automática

FORTALEZA

Guarda Municipal porta pistola automática



Em uma tentativa de reocupação do Parque do Cocó por manifestantes, na noite do dia 6 de outubro, em Fortaleza, um guarda municipal estaria portando arma de fogo. A denúncia, recebida pelo jornal O Estado, veio acompanhada de imagem de servidor com o armamento. Uma arma, preta, de cabo curto, guardada em um coldre (suporte para carregar armas). A foto foi analisada por três agentes de segurança, que afirmaram, ao Jornal, tratar-se de uma pistola de calibre 380. Comparada a imagem enviada pela Guarda

Ceará possui 1,08 milhão de analfabetos

Ceará possui 1,08 milhão de analfabetos; 75% moram no Interior

Leonardo Bezerra | 12h55 | 23.10.2013

Taxa de analfabetismo no Estado chega a 16,3%

O Ceará possui cerca de 1,08 milhão de analfabetos, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (23) feito pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Ainda de acordo com o levantamento, 75% do número total de analfabetos moram em cidades do interior do Ceará. A conclusão leva em conta os dados de 2012 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A região Nordeste detém 54% dos analfabetos do Brasil, o que equivale a um contingente de mais de 7 milhões de pessoas. Cerca de 16% desse número está no Ceará. FOTO: Agência Brasil.
Segundo o levantamento do Ipece, a taxa de analfabetismo no Ceará é de 16,3%, fazendo com que o Estado ocupe a 7ª posição deste indicador, entre todas as 27 (vinte e sete) unidades federativas. A maior taxa de analfabetismo é de Alagoas (21,84%) e a menor de Santa Catarina (3,15). No comparativo entre os anos 2001 e 2012, a taxa de analfabetismo no

Vladimir Herzog

Câmara Municipal inaugura Praça Vladimir Herzog

O espaço fica atrás do prédio da Câmara e será inaugurado no dia 25 de outubro, na mesma data em que o jornalista foi torturado e morto em 1975

O jornalista Vladimir Herzog vai se tornar nome de praça próximo à Câmara Municipal: memória da ditadura (Foto: Divulgação)
A morte do jornalista Vladimir Herzog em 25 de outubro de 1975, nas dependências do DOI-CODI em São Paulo, durante a ditadura militar, marcou o início da intensificação pela volta da democracia no país. O então diretor de jornalismo da TV Cultura havia se apresentado um dia antes para prestar depoimento sobre as ligações que mantinha com o Partido Comunista Brasileiro, que havia sido atirado para a ilegalidade após a subida do regime militar ao poder. A versão oficial é de que teria se suicidado na cela – mas as marcas da tortura podiam ser vistas em seu corpo antes do enterro. Essa versão foi contestada em 1978, mas somente em 2012 é que o registro de óbito foi retificado

Sem vergonha de errar

 Sem vergonha de errar

Uma nova corrente de escritores faz reviver uma velha frase: “Não há nada a temer senão o próprio medo”

MARCELO MOURA, COM THAÍS LAZZERI E DANILO VENTICINQUE

Conheci a Marcela aos 9 anos. Aluna nova na escola, tanto quanto eu. Na lista de presença, era a 24ª a ser chamada. Eu, o 25º. Marcela tirava notas altas sem ser uma estudiosa chata. Jogava bola, colecionava figurinhas, fazia amizade com todo mundo. Apaixonei-me. Tinha de dizer isso a ela, mas não podia ser uma coisa malfeita. Precisava das palavras certas. E do momento certo. O presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln (1809-1865), cuja biografia eu ainda levaria algum tempo na escola até conhecer, tornou célebre uma frase boa para ilustrar a situação: “Me dê seis horas para derrubar uma árvore, e eu passarei as primeiras quatro afiando o machado”. Com medo de não ser bom o bastante para ela, e de levar um fora, me esmerei na busca pelo machado perfeito. Passei dias, tardes e noites me preparando. Marcela deve ter se preparado também, porque, quando finalmente dei a machadada e a pedi em namoro, mais de um ano depois, sua resposta estava bem afiada: “Não”. Pensei que ficaria deprimido – eu também já ensaiara essa parte. Na verdade, foi um alívio.

Com medo de ser rejeitado, passei tanto tempo me preparando que o preparo perdeu o sentido. Afiar o machado antes de golpear o tronco, como propôs Lincoln, é um sábio conselho. Tentar afiar o machado até a perfeição, contudo, é uma péssima ideia. Pior até do que golpear a